Poemas e Poesias
No Mar da Lua
Navegar no mar de minha
deusa.
Flutuar no luar da lua.
Destilar entre areias com
a voz dela de sereia.
Te quero tanto minha
deusa... muito mais do
quer tudo.
No universo dos teus
olhos fazer do meu sonho
realidade.
Te amo tanto sereia que
na imensidão do universo...
te vejo sempre como uma
estrela... linda!
Traços as estrelas e vejo
o teu rosto.
E fico mais apaixonado.
Te desejo tanto sereia
que na saudade fico
pensando só em você.
Meu pequeno talismã.
Te amo tanto meu amor.
Que de saudade fico só
por você morena.
ABRINDO GAVETAS
Revirando a gaveta do passado
hoje, eu me deparei com seus escritos...
Bilhetes, cartas e aquele gosto, fraseado.
Em todos eles, você estava lá!
Você estava lá, sob escrito, em todas
palavras que você me escreveu.
Estava lá, na beleza ortográfica!
Na sensibilidade do sotaque...
Era você, era você n'aquelas paginas.
Bastou eu olhar para recordar,
bastou eu vê e sentir você, eu até ouvi
o seu sorriso me cadeando...
Bastou eu vê e ver você com seu carinho,
na fala, no cheiro...
Na visão que a minha recordação exala.
Bastou eu vê, e ver você com seu jeitinho
... Na micagem, na saudade
n'aquele gargalhar gostoso...
Aquele amar de verdade!
Você estava ali n'aqueles escritos
rascunhando as paginas da minha saudade.
Antonio Montes
Fiz bem!
Não é culpa, é punição.
Não é desculpa, nem encenação.
Não é frescura, tampouco sutura, o que chamam de depressão.
A alma não cura com medicação, o suor não verte se não tiver inerte no jardim da solidão.
Fiz caso do que me chamaram.
Fiz desdém do que acharam.
Fiz graça para os que opinaram.
Fiz música, fiz dança, fiz teatro, fiz lambança numa equivocada esperança que tudo isso seria bom, mas, no final do som, quando cessaram o coro e o tom, percebi perplexo que tudo não passava de uma mera realidade.
De tudo que fiz, juro que me arrependo um pouco, mas, existe algo que não fiz, no meio de um sufoco, entre um suspiro e outro, onde o homem fica louco, e o quarto faz-se tonto, sem direção nem ponto, senti-me um herói por fim, quando apareceu uma flor e baixinho sussurrou: "Isso já passou"!
Despertei-me para a verdade, que não fui só vaidades, nem um criminoso habitual, mas no final da história o que ficou na minha memória foi o que a meiga flor me falou: seu crime foi perdoado, por que seu Advogado lhe mostrou sua isenção!
Não fiz, agora me diz: porque pesa a raiz se a árvore brotou?
Flor do Silêncio
Ocê passou púraqui e deixô
Aquilu quinú pôdi ser ditu
Muito menos iscrituai
Pumodiqui é semeadu Nuoiá.
Nu Fundo a Menina Ama
Silenciosa Incanta
Disperta desejos
E continua Sardadi
La Flaca Madalena
A seriedade enferruja a face
Derrama os olhos
Constrói arrimos problemas
Não seja escravo da beleza
Não exija a pureza
modiqui só si vive
quem arrisca a ser uqui sié
Formosa Rapunzel
Saltou no Firmamento
Enlaçou Alma
Era Você explodindu Flores
Habita tão forti quiú Tempo Desconheci
Modiqui
A razão essencial di Vivê
É conjugá Uamor.
Minina Preta
Eu sou aquilu quíu pensamentu nú vê
Eu Sou a Minina Preta qui mora nu fundinhu du Zóio
qui todo Mundo hospeda em casa.
Flor di mel
Uamor é a eterna lua di mel
Seja amanti infinitu isi distancie du véu du
passadu e du disconhecidu futuru
Seja somenti abismu nu presenti.
Tormenta
Uamor é como flor qui só disabrocha na intimidadi
É como gota quiscurrega na bainha du vento
É como onda qui suspira na saia du mar
É a sinfonia mais pura du Zóio da Alma
Despidida
Meninu
Nuá segredo escondidu
Quando si tem pouco a ser dituai
Silencie púrum instanti...
Agora iscuti...
- É o coração!
Lembri-si o incontru é sempre nu Véu Duoiá
Avuou
Uamor quê ser visto pra pudê ser reconhecido
Uamor quê ser dado para pudê ser compartilhado
Nú tenha Medo Sô!
Modiqui ele é como Pólvora
Tem Chama Infinita
Primeiro acendi
Depois é semeado
Si espáia nu vento Duoiá
Como suspiro Suspenso
Feito bola di Sabão
Alumia
Dizer teu nome em vão
É profaná Uamor
É dispedaçá a flor
Modiqui é dentro quiá natureza Salta!
Capinando o Zóio
Meninu qui cê tá fazendo?
- Capinando o Zóio uai.
Mai pra quê homi de Deus?
- Pra nascê Flor!
- É pumodiqui em todo Zóio siscondi uma Flor
E toda flor tem qui ser regada
Assim como o Amor
Serpentina Colorida
Ocê nué um sonho,
É existência mais bela,
É a estrela sem nomi,
É fascínio e delírio
É o vazio mais preenchido
É pumodiqui ocê é a morada du Infinitu
Feliniana
Agora penso
Qui boca é essa?
Qui mata a sede e beija Flores
É a porta perfeita dos desejos indiscretos
Iscondi sorrisos di infância
Agora penso
Qui boca é essa?
Quinú fala com palavras
Essa boca é danada ficou mal acostumada
Nú pensava em ouvir nem amá-la
Mas essa boca é encarnada na linha doci du beijo
Maré
Elas foram feitas di silêncio
Para Alumia todas as coisas sem nomi
O anonimato tem mistérios
Tem Alma di passarinhu
É pumodiqui assim
O Mundo roda direitinhu.
Flor di Velasques
Seu Idioma-Amor
Sua Nação-Flor
Seu lema-Silêncio
-Homi duCéu...
Quem busca silêncio incontra Flor du Amor!
Ou seria o contrário?
Mas é claro!
Núimporta a ordem sô!
Nué qui agora fico mai fácil uai.
Zóin
Ao aproximá núisqueça dioiá profundamenti
Abra toda casa
Fiqui completamenti nu
Tenha a certeza qui belezas ocultas irá encontrá
As palavras aqui são somenti decoração
Os sentidos são mais duqui cores
São pássaros livres
A ti beijá.
