Poemas e Poesias
Um instante
Se algum dia
Alguém te tentar
Dizendo palavras
Pra te machucar
Espere um pouco
Respire bem mais
E feche os olhos
E pense na paz.
Não tente lutar
Com coisas inúteis
Só abra lugar
Pra sonhos ilustres
Seja bem mais
Do que possam ver
O que você faz
É O que vai valer.
Você é alguém
que pode sonhar
Seu sonho é algo
Que pode tornar
Um mundo Alegre
E bem mais legal
O início não é nada
O que importa é o final.
PARÁBOLA ESCLARECEDORA
(Para a classe trabalhadora)
“O pior cego é aquele que não quer ver”.
(Sabedoria Popular)
Com omissão, um funcionário viu,
sem adotar a boa providência,
o seu patrão sectário e sutil
abusar da pior maledicência.
A articulação maledicente,
feita pela chefia malvada,
teve a ação condizente
de quem fez que nem via nada.
O alienado funcionário
foi dando uma de “pata cega”
e deixou o odiado mandatário
ir tentando prejudicar um colega...
Justificando sentir muito medo
de tomar uma providência,
o omisso foi ratificando o enredo
da patronal maledicência.
Negou, na verdade, o idiota
funcionário tão conivente,
a solidariedade que importa
e se viu solitário no batente.
Depois, o malvado mandatário,
comprovando ter péssima intenção,
depôs o alienado funcionário,
negando-lhe a devida indenização.
Eis a moral da história: ser conivente
com a patronal escória é, futuramente,
sentir, na pele, a injustiça sentida,
por quem repele uma cobiça indevida.
Paulo Marcelo Braga
Belém, 15/02/2009
(09 horas)
OLHE O TOMBO
Se segurarmos a mão,
de quem não esta, nem ai
... Pelo riscos do coração,
podemos de cair.
Antonio Montes
BANCO DAS LEMBRANÇAS
Do que adianta agora,
pedir para juntar lagrimas caídas
depois que o vento levou-as,
agora que tudo acabou...
Do que adianta falar de amor.
Hoje, só...
Nesse banco, abaixo d'essa janela,
que ontem ainda era tão nossa...
Eu olho a lua do nossos sonhos
e não vejo mais as estrelas,
do nosso esplendor.
Sinto o desespero evadir o meu silencio
e meu coração dispara querendo
enxugar as lagrimas da minha cara.
Tudo entristece em minha volta?
em sonhos, eu tenho a sua imagem
e acordado, sou açoitado pela saudade,
e o desespero, torna-se agonia
diante do meu pesadelo.
Antonio Montes
LUCIANO E SELMA
Risca a pele da noite
Quando lembrar de mim
E durma um sono tranquilo
Na calmaria da vida
Com o sol brilhando no meu rosto
A felicidade tocou em mim
Ao despontar do sol
Trazendo alegria para o meu coração
Todos os dias da minha vida
Que eu fiquei perto de você
Os meus olhos se alegram deixando meu coração feliz
Todas as vezes que meu pensamento e direcionado a você
CAÓTISMO DO MUNDO
Aqui, nesse apartamento,
... Do meu olhar eu vejo...
A lua com vidros
a rua com tiros
a paz, perambulando pela guerra
E os clamores, dos olhares de socorro
não são mais vistos, diante da clemência
... É pena, que todos querem amor
mas, nunca aprenderam a dá-lo.
Aqui desse meu olhar eu vejo...
A ganância todavia espojada
na cadeira do impero
a insaciável caneca dos desejos
do comando humano... Todavia seca
... Vejo lagrimas de sofrimentos,
escorridas pelos rostos dos inocentes
a esperança no caminho do mundo
a debater-se pelo suspiro do amanhã.
Aqui nesse apartamento
... Do meu olhar, eu vejo...
Os livros do mundo lidos, mas
seus ensinos, nunca foram seguidos
A coerência subjugada pelas correntes
da inconsequência,
a curiosidade sendo levada
pelos trilhos, dos perigos
as feiras dos ensinos vendendo
todo tipo de crença, e todas as
crenças, ludibriando a inocência.
Antonio Montes 13/03/17
VELHA CASA
A velha casa na beira da estrada
hoje sem cor, parede derrubada
nada, sobrou do existir...
Mas ali, em época passada
vidas foram projetas
e suas passadas fizeram sorrir.
A velha casa, teve suas glorias
que hoje faz parte da historia
que ninguém pode destruir...
Ali, nasceu filhos e filhas
projetou-se pela vida seguida
e vivem lembranças por ai.
A velha casa na beira da estrada
ainda protege vidas desgarradas
que voam pelo seu existir...
Uma vez e outra, vida cansada
calada com poucas palavras
em repouso, passa a noite ali.
A velha casa na beira da estrada
hoje quieta sem burburinho
guarda momentos em seu existir...
A noite, te gela calada
o sol te aquece o abandono
só as estrelas, arriscam-lhe um sorrir.
Antonio Montes
Como é que tu querias
que te desse o meu amor,
se tu lá no fundo
nunca me deste teu valor.
Tu nem presta-vas
atenção ão que fazia
e muito menos
as coisas que dizia.
Quando sua vida estiver sem movimento e com as horas do relógio determinando seu existir, pode ter certeza que a prisão da existência esta consumindo a sua vida...
Cuidado!, quando a vida termina e você nunca existiu você sempre esteve morto.
Flor da rocha
Em solo improvável o inesperado acontece,
Na bruta rocha a linda flor floresce,
Não sei se foi sonho ou miragem
Mas aquela linda flor, hoje me mostrou,
Que a esperança é de verdade.
PASSADEIRA
Passa, passa passadeira
passa a noite, passa roupa
passa pela vida inteira
passa o dia quase loca.
Passa o vestido de renda
a calça toda engomada
passa os sonhos de prenda
sonhando, em ser amada.
Passa cuecas e camisas
no dia sutil da vida
Seu rosto triste na praça
passa pelas avenidas.
Um dia passou amor
deixando muita paixão
sofreu saudade e desprezo
sofreu dor no coração.
Antonio Montes
Acordei com uma visão
que tinha que ajudar,
e desde dai meu irmao
começei a improvisar.
Isto é pura realidade
k te vai orientar
tu presta atenção
estou aqui pra te ajudar
Vamos lá mano
começar a improvisar,
mostra o teu talento
e põe gera a rockar.
Ó coração não o odeie por ele não te corresponder
talvez ele sofra o mesmo que você...
Não deseje o mal a ele
Deseje que ele te deseje apenas...
E será suficiente para viver uma vida de ambições...
Ó razão tire o da mente
e o jogue-o fora sutilmente
Ó como queria que fosse minha morada,
bastaria para não só ,estar aqui...
Bastaria se me chamasse de ... amada.
CAMUFLAÇÃO
Lenço branco na janela
... Estou livre...
Pode subir...
Essa noite, nossas chamas
... Irão evoluir.
Antonio Montes
ALEM DA QUINZENA
Hoje é dia dezesseis do mês
Eu sei... Já passou do meio
estrondou a minha vez.
Esta caindo um toro tenso
Agregando enxurrada
e transbordando poentes
Infligindo sentimentos.
Com o rio cheio...
Não tem como ir ao correio
que fica lá do outro lado
no sopé d'aquele monte.
Antonio Montes
No fundo você sente e é até um pouco estranho.
Numa frase ‘’eu te amo’’
numa outra ‘’até quando.’’
Sinto muito e não demora
solidão bate na porta.
Como ser tão decente?
na mira de uma semente?
É algo que demora e não tem explicação.
Por mais que se explique
não teria solução.
Para algo tão estranho
chamado coração.
NA CORAGEM
Brincando de gigante
Eu me perco, diante da coragem
No beco, quem sabe?
Tremendo... Um vulto?
Pode ser uma visagem!
Existe um aviso, perigo!
Faça o que lhe digo
Não ouça e castigo!
E então?
Salgando os costumes da vida
O viver sobre o tempo
Um chorar no sentimento
Alento... Partida.
Antonio Montes
