Poemas e Poesias
É besteira "V.O.C.Ê"
Se passar de boa pessoa!
Quando
Suas atitudes revelam...
Seu caráter
Diante do mundo em que vives.
Tente!
Ser autêntica e pare de se mascarar...
Pois elas
Caem, envergonham e fazem
De ti ninguém.
A vida é um mar
Que enche-se de problemas mais com soluções
Que amansam...
E contornam-se com sabedoria dos que sabem
Esperar pelas repostas de DEUS.
A doçura é o avesso da amargura
Num gesto que pousou... Lentamente nos lábios
Que me provaram... Mais que jamais... Eternizou-se
Em mim!
Porque não sentiu intensamente o doce verdadeiro
Que continha em minh'alma e coração.
Aprendi a esperar...
Embora o tempo voe... Sou raízes e não folhas.
E meu apreço é sábio nunca corre além...
Do que vem lentamente, mais chega sempre!
É na delicadeza da vida
Que o sorriso de DEUS nos alcança e o seu amor
Nos preenche de tudo que nós faz falta!
Ausência.
Sinto-te de mim tão distante.
Mesmo sentindo-te tão perto de mim.
O que aconteceu com nosso amor?
Será esse o fim?
Não permitas que morra.
Em tão singela solidão.
Esse sentimento tão puro.
Que faz feliz o coração.
Quero-te junto a mim.
Neste tempo tão voraz.
Para matar essa saudade assassina.
Que há muito tempo se faz.
Sua ausência é um tormento.
Que ao meu coração desatina.
Perto ou distante.
Seu cheiro me domina.
...Parei-me diante do mar;
Já era noite, admirei as ondas,
também as estrelas e a lua,
saboreie uma brisa mansa e serena.
Ainda me faltava algo:
... - Você !!!
Jmal
MEDO
O medo existe...
Que medo?!
... Medo do tarde, do triste
medo do cedo, do segredo
da tarde da noite
medo do degredo.
Medo do existir, ou não existir.
Da ida, da volta
do ir, e vir
de passar por aquela porta
o medo porta, torta, entorta,
o medo, importa.
O medo existe, alegre triste
... Entre choros e agouros
medo da aglomeração, do estouro
... Medo da cor do ouro...
Medo da fome...
Do homem, lobisomem
daquilo que nos consome...
Medo... Do imposto torto
da alegria do loco
dos olhos d'aquele morto.
Medo do medo
medo do terrível segredo...
Antonio Montes
ESSA ANGUSTIA
Essa angustia, esse stress
... Uma prisão sem porta
porta sem janela
língua sem tramela
dias sem dobradiças
duvidas não ouvida.
Essa angustia esse stress
... Correntes com cadeados
aleijado sem muleta
banguela sem dentes
aglomeração de enguiço
encruzilhada com feitiço,
maleta preta.
Esse stress, essa angustia
... Escuridão sob gruta
choro sem lagrimas
nó que não desata
domino e as cascatas
fim do verde,
fim das matas, sede
... Chibata que bata.
Antonio Montes
Jura de AMOR.
Eu prometo-te
Meu amor
Meu coração
Minh'alma e a minha eterna alegria
De viver ao teu lado enquanto em "nós" existir ...
Uma imensa vontade
De se amar...
Se completar...
E partilhar tudo de bom ou ruim...
Mais sempre com uma união sincera
Que nós faça compreender que é melhor vivermos juntos
Do separados tendo em "nós dois" uma afinidade sem fim...
Que nos torna únicos em uma alma com dois corações
Que se completam...Inteiramente.
Ela
Compreendia pouquíssimas coisas
Mais...
Ela sempre buscava em seus pensamentos
Uma razão sensata para prosseguir...
Em sua caminhada tão árdua
Porém...
Magnifica em sua teoria tão avançada de ver o mundo
Diante dos seus olhos que enxergavam tudo
Na perfeição do seu imperfeito.
ACALANTO DA NOITE
Chover sem horas
adormecer aos sonhos...
Notas dedilham um violão
uma canção, de abandono.
Braços sobre a lua
suspiro a voar na rua
as luzes se fecham ao sol
a felicidade continua.
Orvalho ao alvorecer
as flores no jardim
o choro calou a noite
o silencio surgiu no fim.
Antonio Montes
Encaixe
No teu abraço me enlaço
Sem deixar que nossos corações virem nó
De confusão
Em mente sã
Enrolados como lã.
É perceptível
Aquele encaixe perfeito de corpos
Aquela ligação perfeita de espíritos
Nossos.
Almas quebradas
Refazem-se nesse abraço
Para quê?
Almas não precisam ser faladas.
Amor é masoquista:
Força que dói, mas é bom.
Abraço é luta
Que liberta
Ou não.
Silêncio, batidas
Toque, cheiro
Eu e você
Em nossos leitos.
O último que verás
Chora agora! Mulher sem raça!
Que viveu sem jamais ter merecido
Neste mundo teu nome não deixou traça
Coração, meu, desaparecido.
Canto eu com amargura
Sobre tua pele rude e impura
Sobre teu leito inconsequente
Canto eu dolorosamente.
Não posso negar que és bela
Tampouco posso me conformar
Mas posso dizer que levas uma vida de cadela
Mesmo tendo isto,
Tua morte não irei clamar.
Coração teu, que dizes ter
Por quem ele continua a bater?
Será ele onipresente?
Estando em todos os lugares
Batendo por dezenas de rapazes?!
Quem tenho eu, além de ti,
Que amor é esse que nunca senti?
Concerta-te imundo mulher
E me tenha como quiser.
... Vida vivida
Porém, mal repartida.
Que
Nunca cesse em nós
A gratidão
O amor
E a fé
Que nos sustenta!
Quando o mundo
Nos rouba a paz e a serenidade
Dentro
Do nosso coração.
Cada história
Conta uma vida, mais não conta, por inteiro à alma e o coração
De quem a viveu intensamente.
Nas asas
Do silêncio o vôo perfeito acontece...
E na calmaria, segue flutuando...
Sem nada a dizer: apenas sentindo o vento sagrado
Guiando com serenidade as direções que se podem ter.
No céu do seu viver.
Gesto de amor
Um pequeno gesto
Faz algazarras fluírem demasiadamente
Enchendo de amor o coração
Que nobremente ofertou carinho e gentileza
Sem pedir nada em troca!
Além da FELICIDADE
Que já bailava dizendo obrigado
Em sua alegria momentânea, porém verdadeira!
Meu Guardião!
Imensurável a tristeza que oprime o peito... é uma dor que não sei de onde vem e quando vai.
Sou um pássaro preso na gaiola dessa vida... que canta, porque Deus deu o dom...
Ou...
Canto, para Deus não me esquecer aqui.
O véu do pranto embaça o olhar, que antes brilhava pelo sorriso franco... branco...
É um pesar que curva os ombros e num lamento tombo, cansada das lutas inglórias...
Me arrasto em trapos... vestes, alma e coração... pedindo perdão pelo que...?
Não sei!
Nenhuma vontade me domina, só lamento essa sina, que em fardos carrego sem saber o porque.
Mas...
Se tua mão me erguesse e de minhas feridas cuidasses...
Se teu olhar me iluminasse, meu mundo seria o teu.
E na fusão dessas almas feridas, abraçadas... perdidas...
Seriam enfim pelo amor afagadas, cerzidas... cicatrizadas.
É no reflexo
De nós mesmos que se revelam
A verdadeira essência
De quem somos.
De onde viemos e pra onde
Vamos...
