Poemas e Poesias
DIAS SEM FIM (Poesia experimental)
Dias escuros, choram por mim,
E eu aqui, sem você.
Dias claros não são iguais,
São diferentes, mais reais.
Todo dia acordo, e lamento a mim mesmo.
Todo dia recordo e me auto me beijo.
Cada dia é um dia de esquecer,
Todo dia tem dia favorito de amar (de lembrar, de lembrar, de lembrar).
Cheiro bom das lanchonetes,
Abrem os olhos, são cotonetes.
Agora o dia é tão escuro,
Mas a noite brilha, com fogo duro.
Todo dia acordo, e lamento a mim mesmo.
Todo dia recordo e me auto me beijo.
Cada dia é um dia de poder,
Todo dia tem dia favorito de esquecer.
Transcende alienígenas, tudo meio perdido,
Violão de bossa nova, tudo tão perturbado.
Coisas novas são velhas passadas,
Encontrando momentos, pegando a estrada.
Garota,
Passaram-se os anos e a poesias continua
As ruas das curvas da sua verdade
Será que permitiu se tocada por uma luz
E deixar a escuridão no passado fora do coração.
Ou continuado na sombra da vida cuidando da dor não sua
Feito menina ainda tem medo de correr as ruas, de lua se sentir nua
Alguém falou mal das bruxas que morrem na pureza da sua lealdade
Pobres Mãos santas de sangue, verdades e mentiras enforcadas no tempo.
Não existe verdade e nem mentiras a falsidade é também amiga
Tem a própria justificativa colocar culpada de tudo, sem trocar o assunto
O mundo diz o poeta “tem mais mistério do que nossa vã filosofia”
Não deixe de ter alegrias porque um sistema dominador te guia
A fé tem que brotar de dentro é da fonte correr a água da vida menina...
Olhe para dentro da suas opiniões as conclusões suas gera nova saída
Você nasceu e vai partir sozinha o destino é só seu então arisca.
Se o papa papão tem mais razão tu matas a fonte o próprio coração.
A vida é uma só ela bate dentro do peito foi desse jeito Deus fez
Não tem dinheiro nem a culpa da tradição a vida é ciclo de resignação
Que possa mostrar a direção certa porta aberta para a saída
Se entre você e Deus, arrisca, Ele te permite ser o seu próprio guia.
Fantasia ou realidade do tempo o pensamento corre pra frente e para trás
Traz a lembrança bonita do corpo o paraíso de mulher infinito brilho
Sinto homem e lobisomem correndo atrás da lua da madrugada e mistério
Nas estrada de seu corpo as curvas e os desejos capotam e permito a sonhar
POESIA DE DESPEDIDA
No teu olhar
Me encontro
Volto de um lugar
Que nunca entrei
Encontrar a paz, talvez?
O bom da vida é amar
Esquecer ou lembrar
Mais um dia passou
E nem foi pra frente
E nem mesmo ficou
Não consigo enxergar mais você
Te perdi, não posso te ver
Me encontro contigo, só por hoje
Vou morrer se não te ter
De alguma maneira, eu ainda lhe vejo
Nas lembranças, em um beijo
Acreditamos que a paz realmente não exista
Diariamente lhe possuía, mas em minha vida
Nada preencheria.
Porque o que sentia antes
Era tão vibrante quanto agora
Agora estou maduro
E teimoso, quanto tudo
Sinceramente, eu me queixo
Mandei algumas mensagens
Você respondeu de forma curta
Notei minha inutilidade
E te deixei para sempre
Poema da Opressão
Na túnica obscura do poder estatal,
oculta-se a força de um jugo brutal.
Sob os holofotes da democracia ferida,
ergue-se a mordaça que cala a vida.
Censura, exceção, anomia reinam,
num sistema onde as injustiças tecem.
A liberdade é prisão, um cárcere oculto,
repressão vestida de ordem, fruto do insulto.
Desigualdade social em atrofia cruel,
o país, sob tirania, perde seu papel.
Monarquias de prepotência e aristocracia,
Luiz XIV, na história, uma sombra sombria.
O governo centralizador, tirânico e frio,
exerce seu poder sob o despotismo sombrio.
Coerção e coação em ondas violentas,
a brutalidade desenha cicatrizes cruentas.
Arbitrariedade e boçalidade, armas da dominação,
intolerância que corrói o chão da nação.
Prisão, ergástulo, enxovia do pensamento,
solidariedade e humanismo viram lamento.
Mas, mesmo sob o jugo da sujeição,
há quem sonhe com a ruptura da opressão.
Fraternidade e dignidade em luta renascem,
na corrosão do sistema, forças se entrelaçam.
Icônica será a força da liberdade,
quando o humanismo vencer a atrocidade.
Que a túnica negra caia, revelando a luz,
e a democracia, enfim, conduza à paz que seduz.
Poema do Terror
Na sociedade colapsada, ressoa o eco,
Do simbolismo social, barulhento e seco.
Militância nojenta, abjeta, imunda,
Na pocilga do ódio, a divisão se aprofunda.
Novas expressões, vernáculo ultrajado,
Vocabulário em frases, impactantes, revirado.
Ato subterrâneo, comportamento binário,
Amantes da democracia em caos planetário.
Populismo digital, extremista em vigor,
Ainda estamos aqui, apesar do terror.
Preceitos fundamentais que a sociedade forjou,
Agora no abraço da democracia desmoronaram.
Monstros sociais, utopias regressivas,
Militância doentia em lutas nocivas.
Idiotas da história, vanglória, mediocridade,
Roedores do erário público, artistas da falsidade.
Corruptos, sanguessugas, peculatários também,
Concussionários do dinheiro, humanos que nada têm.
Latrocidas da verdade, falsários do caminho,
Urubus sociais, abutres do dinheiro mesquinho.
Mentiras escorrendo em agressões cabotinas,
Narcisistas no espelho da latrina.
Imundície vil, ignóbil e cruel,
A sociedade em septicemia, sob o próprio véu.
Morte, agonia, decomposição e podridão,
Lixo humano em sujeira, canalhice em explosão.
Idiotas antissociais, com suas condescendências,
Apropriação indébita, criminosas evidências.
Anomia e hipocrisia em rebeldia disfarçada,
Mentiras como bazófia enganosa, mal intencionada.
Ilusão e jactância, ideologias em rupturas,
Fraudulentos forjando a corrosão das estruturas.
Um filme de terror com voracidade destrutiva,
A desconexão com a sociedade já é ativa.
A democracia, apaixonados proclamam amar,
Mas na escuridão, a humanidade deixa a sangrar.
O tempo
Digno de figurar um poema
o relógio recita amiúde
o instante sem pressa
do célere tempo
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
repetidamente
laborioso
Pudesse eu,
inverter o sentido destro dos ponteiros
que ascendem para a finitude
da fugaz existência
Pudesse eu,
resvalar pela espiral do tempo
para o abraço carinhoso
da mulher que mais me amou
Pudesse eu,
fazer parar o tempo
o tic-tac do relógio
e a dor da saudade
Poema: Ano Novo e o Cuidado com a Mente
O ano novo chegou, trazendo renovação,
É tempo de cuidar do corpo e do coração.
Mas a mente também pede atenção,
Para que a paz habite nossa imensidão.
Deixe para trás as dores que o tempo curou,
E abrace os dias que a esperança trouxe, com amor.
As metas deste ano têm um toque especial,
Cuidar da mente é o maior bem essencial.
Comece o ano com pequenos passos de cuidado,
Valorize os momentos, deixe o estresse de lado.
Defina para si uma meta a cada mês,
Procurar a calma, a serenidade, a sua vez.
Em janeiro, respire fundo e se permita ser,
No silêncio, o autoconhecimento pode florescer.
Em fevereiro, talvez uma prática de meditação,
Em março, buscar a paz em cada respiração.
O autocuidado é um objetivo constante,
Cuidar da saúde mental, sempre avante.
Estabeleça limites, diga não quando necessário,
Cultive a gratidão, mantenha o olhar solidário.
Que a ansiedade não seja seu guia,
Mas a tranquilidade seja sua companhia.
Na busca por equilíbrio, faça do descanso,
Uma prioridade, sem sentir nenhum embaraço.
Este ano é o momento de parar e refletir,
Buscar ajuda quando for necessário, sem se omitir.
Cultive amizades que tragam luz, que ajudem a crescer,
E sempre se lembre: cuidar de si é o maior poder.
Que cada dia seja um passo na sua jornada,
De autocompaixão, de mente equilibrada.
O ano novo é a chance de um recomeço,
Com metas claras, para a saúde mental, o progresso.
O poema é transcrição de sentimentos, onde o poeta transforma em palavras seus sentimentos.
Deixa escorrer sobre o papel suas angústias, coloca nos traços suas alegrias e tristezas e nas linhas suas paixões.
O poeta, por sua incessante paixão na escrita, escreve para aqueles que são amados e para aqueles que não são.
Coloca ternos sentimentos nos versos, e neles expressa sua esperança de oferecer amor em forma de poesia.
A ira irá se acabar de vez,
o vulto pálido se extinguirá,
essa noite de outono escrevo,
um poema sem claustro ou dono,
respingado no céu de estrelas.
A poesia encanta , faz sorrir e chorar e o principal descreve o coração com um simples olhar.
A alma de um poeta tem muitas faces, basta um pedaço de papel, uma caneta e observar.
A música vira poesia, o toque um belo verso, a beleza é descrita com perfeição e o autor é só inspiração.
Poesia de Islene Souza
Sonhos e desesperanças:
Desacreditada de poemas românticos, forçada a viver a doçe ilusão de um quase algo que quase me matou.
Sonhando alto pelo impossível que de possível só tinha a dor.
destinada a sofrer por amar, abandonada pela própria esperança e fadada a morte sem a mansa sensação do amor.
A dúvida que corrói os ossos e abala a mente, nos trás brevemente a sensação de esperança, que morre logo após a quebra de confiança.
Poema do Recomeço
No ocaso do nosso entrelaçar,
Despontam sombras no horizonte do amar.
Desvelamos adeuses, tecendo a despedida,
Mas nas cinzas do ontem, pulsa nova vida.
No crepúsculo das promessas não ditas,
Desprendo-me de mágoas, antigas feridas.
Palimpsesto da alma, recolho fragmentos,
Esculpo a esperança em novos ventos.
Desatamos os nós, soltamos amarras,
Palavras raras, como pérolas, semeiam as parcas.
Na penumbra do fim, busco o inédito,
Quero o novo, o inexplorado, o mágico.
Em cada lágrima, um cristal dissolvido,
Resetando a trama, que foi tecida.
Esquinas do coração agora redefinidas,
Entre-laces novos, promessas coloridas.
Nas veredas do reencontro, raro e sutil,
Encontro-me, reinvento-me, em busca do febril.
Na alcova do futuro, danço a dança da aurora,
Embalado pela melodia de uma paixão que aflora.
Poetas são seres de luz,
Que transformam a dor em poesia,
Que transformam a tristeza em beleza,
Que transformam a vida em poesia.
MARIA FLOR
Tu és a flor Maria
Eu quis ser poesia
Uma poesia de amor
Para você Maria Flor.
Vi nos teus olhos tristeza,
Tuas pétalas caídas
E todas as lágrimas sofridas
Que derramaste na incerteza,
E não creste ao amor meu...
Hoje a relva a teus pés sou eu!...
Sednan Moura
Não sou dos poemas,
não sei rimar,
nao sei versar,só contemplar,
contemplo o tempo
que poderia ter passado junto a ti
se tu não me afastasse de ti
Então me vejo presa a somente te amar
Amar por telas,
telas que te vejo e pinto,
a tela de uma caixa mágica,
onde te juro um te amo
e só sai amor profano.
Poesia do doce
Em toda a minha vida …
sempre Amei os doces …
Doce de leite , doce de amendoim, cajuzinho, brigadeiros… Doce e mais doces …
Mas detestei doces …
Doces de abóbora , doce de figo, marrom glacê , arroz doce
Eca …
então eu nunca os amei doces …
Ela escreve poesias que adoro ler, mas quando pego na caneca, só me vem à mente minha vontade de morrer.
Ela me fala sobre a vida e como ela é bonita; acho tudo isso lindo enquanto olho para minhas feridas, ainda abertas, ainda doloridas.
Gostei daquela parte em que você dita... para falar a verdade, às vezes isso me irrita.
Um truque de mágica só é especial quando não sabemos como é feito, assim como tudo aqui na terra. A paz é para os mortos; a vida é uma guerra
aqui estou eu
aqui estou eu, sentada em frente a tv, escrevendo esse poema.
penso em palavras para rimar, gírias para usar, formas de interpretar...
aqui estou eu, sentada em frente a tv, pensando no futuro.
penso se vou me formar, vou trabalhar, vou ser o que eu desejar...
aqui estou eu, sentada em frente a tv, pensando no passado.
palavras que poderia ter dito, coisas que deveria ter vivido, coisas que eu poderia ter abduzido...
aqui estou eu, sentada em frente a tv,
pensando no presente.
penso que estou estudando, estou me esforçando, estou me dedicando...
aqui estou eu, em um universo paralelo.
Poema de Finados
Amanhã que é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.
Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.
O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto ali.
