Poemas Doce

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A vida não é tão
doce assim,
sempre que algo
anda diferente,
faço um pudim
de tapioca para mim.

Com o coração despreocupado
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.


Que no teu coração floresce
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.


Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.


Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.


(Agradecermos a Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.

A vida é maravilhosa,
um pouco doce e ácida
como a Jentik-Jentik
que ainda não provei,
Sob a orientação de Deus,
logo jamais desistirei.

Fazer doce com Belimbing
para te trazer para mim,
Minha história mais
linda de amor sem fim.

Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.


Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.


Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.


Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.

⁠Rodeio Erguida

A semana em Rodeio
madruga chuvosa
nesta cidade amorosa,
doce e acolhedora.

Rodeio erguida não
teme o mau tempo,
ela é encantamento
e cidade recanto.

A semana em Rodeio
seguindo adiante,
do Médio Vale do Itajaí
é valoroso brilhante.

Rodeio verdejante
as tuas montanhas
sempre hei de louvar,
foram elas que fizeram
escolher aqui para morar.

Encontrar um Ingá-doce
colher sementes,
fazer um bolo com café,
Ter um dia você do meu
lado ainda está de pé.

Em inefável palpitação crepuscular
quando está no teu doce arquitetar,
durante o teu paroxismo silente
que todos os dias está a aumentar.


No teu peito, na mente e na alma
estabeleci território de total pacificação,
Onde Súcubo e Íncubo ágeis como
fantasmas de carícias fazem habitação.


O quê tu buscava acabaste de encontrar,
depois do meu aroma de Pitanga-preta,
a tua ânsia não deseja por outro buscar.


A tua intuição tem produzido fino absinto
sensorial só pela miragem de meus lábios,
abrindo os nossos portais para o paraíso.

Cercada por estes bosques,
sou o doce e casto juramento
de abrir o vergel secreto
ao teu amoroso folgamento,
É o quê tenho desejado
a todo o momento sem temer
perder a minha razão,
Tornei-me inteira dentro de ti
a Framboesa-de-cipó saborosa,
o pertencimento sublime
e o amor de devoção
que o céu nem mais é o limite.

Versos Intimistas que ainda
hei de declarar para celebrar
a tua amorosa e doce vinda
sob a Sapucaia toda florida.


...


Versos Intimistas sob o Ingá
e eu olhando nos teus olhos,
É assim que dois boas-vindas
para você que mora nos sonhos.


...


Versos Intimistas sobre nós dois
sem clichês, sem mistérios
e sem deixar nada para depois,
declamações sob o Jequitibá-branco.


...


Versos Intimistas como buquê
eterno presenteado bem debaixo
do Jequitibá-rosa e uma história
surgindo entre nós toda venturosa.

Fique com o que enargeia,
inunda, delicia e incendeia.


Escute o meu doce canto
amoroso de flor de Babaçu
em companhia do vento.


Entregue faça Sol ou Chuva
o que tanto pleno deseja
em meio a Mata dos Cocais,
entre nós o que festeja.


Minha bonita manhã solar
que ilumina e com doçura
tem invadido provando --
que para amar não é tarde,
e me acendeu a sensualidade.

Quando a descuidada Vale do Rio Doce conseguiu tornar imbebível as águas de um rio, do qual quem bebeu jamais esqueceu, eu já suspeitei que ela era muito mal seletiva.


Mas quando ela fingiu indenizar uma parte da população valadarense, fingindo não ter aniquilado o Doce do Rio que também era da outra parte, ela aniquilou também a suspeição.


Há indignações que não nascem apenas do que vemos, mas daquilo que sentimos ser arrancado de todos nós.


Quando a lama tornou imbebível as águas de um rio cuja doçura acompanhou gerações, não foi só o sabor que se perdeu — foi a memória líquida de um povo, sua identidade, sua história escrita em correnteza.


Naquele instante, já não era preciso grande esforço para desconfiar da seletividade de quem, por dever, deveria zelar e reparar.


Mas o espanto maior veio depois, quando o teatro das indenizações começou a escolher rostos e CPFs, a dividir dores, a parcelar perdas como se um rio pudesse ser fatiado em zonas de sofrimento e leiloado por migalhas.


E ali, naquele gesto que soou mais como cálculo do que como cuidado, não foi apenas o Rio Doce que se viu diminuído — foi a própria confiança que secou…


Que foi para a lama.


Porque quando uma parte é acolhida apenas para que a outra seja silenciada, deixa de existir dúvida: o que se aniquila não é só o rio, mas o respeito que deveria correr com e como ele.


No fim, a indignação que sobra é também a que educa.


Ela nos obriga a olhar para além da superfície barrenta e perguntar: que tipo de sociedade permitimos construir?


E que tipo de humanidade ainda queremos salvar do fundo dessa lama contaminada que insiste em não decantar?⁠

⁠Tão Execrável quanto a Política do Espetáculo, só a Doce Inocência dos Espectadores Apaixonados.


Há algo de perigosamente confortável em assistir à política como quem acompanha uma série: torce-se, vibra-se, odeia-se o vilão e idolatra-se o herói.


O enredo muda conforme o roteiro das conveniências, mas a plateia permanece fiel à emoção do momento.


Poucos percebem que, enquanto se escolhe um lado para aplaudir, quase ninguém se dedica a entender o palco, os bastidores ou os interesses que ditam as falas.


A Política do Espetáculo vive da reação imediata — do aplauso fácil, da indignação instantânea e da memória curta.


Ela não exige reflexão; basta paixão.


Quanto mais apaixonado o espectador, menos ele pergunta.


E quanto menos pergunta, mais o espetáculo se aperfeiçoa.


O mais curioso é que essa doce inocência que costuma morar nas cabeças alugadas tem a estranha mania de se imaginar a mais bela das virtudes.


E o espectador acredita que sua devoção é consciência cívica, quando muitas vezes é apenas fidelidade emocional.


Confunde engajamento com torcida, convicção com pertencimento e crítica com traição.


Assim, o espetáculo prospera: líderes viram personagens, discursos viram cenas e crises viram temporadas.


E a plateia, tomada por suas certezas inflamadas, raramente percebe que a maior vitória do espetáculo não é convencer — é entreter o suficiente para que ninguém queira desligar o palco e reacender as luzes da razão.


Talvez o verdadeiro gesto político de nosso tempo não seja gritar mais alto que o adversário, mas resistir ao encanto da encenação.


Porque enquanto houver plateia apaixonada demais para desconfiar do roteiro, sempre haverá quem transforme o Destino Coletivo em um show demasiadamente lucrativo de ilusões.

Você se alimenta de doce espiritual, mas recusa o alimento sólido. E depois não entende por que não cresce.


A festa te anima. A doutrina te revela. Por isso você corre de uma e foge da outra.

⁠Eu me perdôo
Por só ter sido uma doce, e pobre criança
Crescendo longe dos doces e chocolates e tentando segurar ao máximo todos os melhores que encontrava pelo caminho.
Apenas isso.

Eu agarrei com tanta força aqueles doces
Era tudo a primeira vez, as primeiras fantasias
Agarrando com muita força o meu passado, ao máximo, tão quanto fosse necessário para achar que eu tinha tudo por um instante.

Eu me perdôo por isso
"VOCÊ SÓ VIVE UMA VEZ, APROVEITE SUA VIDA", é a frase que o acaso (um brincalhão, como sempre) me trás enquanto estou me perdendo nestas linhas.

Eu estou ME PERDOANDO. Em algum momento seria preciso, sinto que chega a hora finalmente.
Preciso, enfim, mais que nunca e como sempre, desprender e deixar permanecer apenas o que deve ir comigo..

O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.

Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.

O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.

Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.

A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.

- E quantas mãos você tocou?
Depois de um doce vem sempre um copo d’agua
E o sal grita para ser devorado.
E quantas bocas você beijou?
Depois do arroto vem sempre uma desculpa
E um sorriso pior que o outro
E um novo gosto de amargura.
E quantas noites você dormiu?
Depois das vidas longas
Vem sempre as mortes curtas
E uma saudade imensa de tocar mãos.

Inserida por RebecaMelo

Dear

Para onde foi aquele cheiro doce que hoje eu pude sentir? Por mais que você tenha ido. Meus pensamentos com você não se vão.Você está em toda parte. Você me persegue, talvez me segue. Ah sim eu descobri, você estava aqui. E agora está em mim. Posso sentir teu cheiro. Lembrar cade detalhe seu. Não vai ser possível te esquecer. Eu sou uma parte de você. Meu coração eu te dou. Afinal, o seu hoje você me deu.

Inserida por BrunaAbrantes