Poemas de despedida de morte para dedicar a quem partiu
A droga do amor 2
Sentimento é algo surreal
Nem todos tem
Nem todos sentem
E os poucos que existem
São desprezados
São deixados de lado
São ignorados
O amor é para pouco é apenas para quem é puro de coração.
O amor quando não é correspondido causa danos irreparáveis.
O amor é uma arma para o bem e para o mal.
Por ele você cura e por ele você mata.
Quando morre os nossos pais, somos órfãos.
Quando morre a(o) nossa(o) companheira(o), somos viúvo(a).
Mas quando morre um filho, nem nome tem.
A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.
O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.
Todos chegaremos em um último dia, mas ninguém é consciente desta data, e nem o que será após.
Por isso, não seja tão passivo(a) diante do tempo, e nem guarde o seu melhor para depois. Diga aos seres queridos, o quanto que os ama. Não só diga, mas faça-lhes sentir.
Porque o grau de saudade e as lembranças que vais deixar na terra, é o que irá definir - justamente - se a sua história em vida valeu a pena, ou não!
Plantei uma flor que não pode florescer
Construí na minha mente
Terra fértil pra plantio
Impossível suportar a tempestade dentro do meu peito
A água e os ventos
Tudo destroem
Já está difícil segurar as raízes
Absorver o que é bom
Eu estou com medo
No jardim já tudo se desfez
O dia escurece a cada segundo
E com mais força
Tudo se repete
Vamos conseguir superar?
Essa catástrofe é natural
O sol tímido logo vai aparecer
Queimando as memórias remanescentes
E tudo
O incerto sempre é certo
Não temos domínio do depois
A cada segundo vivemos um milagre
A insegurança bate forte
A pressão imposta
A necessidade do imediato
Tudo satura, desgasta
Só nos resta viver
Ou sobreviver
Um dia de cada vez
Pois é o que temos
Não há momento ideal
O amor não é um mar de rosas
Amizades podem ser passageiras
E nós, passageiros dessa vida
Onde um caminho certo não há
E nada, depende só de nós
Como dizem
O caos sempre aparece
Demorou mas veio
Apareceu me desestabilizando
Não sabia o que fazer
Até que vejo a luz no fim do tunel
Saio em direção a ela
Mas nunca é facil
Meu corpo dói
Meus pés calejados
Já não aguento mais andar
Até que vi você
Algo em mim surgiu
As forças se renovaram
E tive esperanças de ser resgatado
Ao me aproximar do fim
Os olhos doem com a luz
Perdi o costume
Mas se adaptam rapidamente
E percebo que as coisas mudaram
Voce era só uma alucinação
Mas obrigado!
Danço em suas curvas
Devaneio em seu sorriso
Doce são teus lábios
Divirto-me em teus braços
Durmo em teu colo
Dou-me por completo
Duma vez, me afasto
De você, nada quero
Dose amarga de fel
Deu-me para beber
Dope-me mais uma vez
Dissipe minha alma
Desejo insaciável
Deslumbrante
Dói e nada sinto
Divergente
Dignidade já não há
De novo e de novo
Despido
Quem nunca olhou-se no espelho
Não saberá sua aparência
Quem não reconhece se perder
Nunca será achado
O sol nasce,
e com ele, a esperança.
O sol se pôe,
a lua toma seu espaço,
rouba sua luminosidade
e inicia-se a aflição.
Desde sempre.
Estas palavras são de alguém que diz adeus
Alguém que não suportou a pressão do mundo real
Alguém que de tanto chorar, secou-se
Este alguém, desta vez, terá coragem e ousadia
Ao menos desta vez
Este será livre
As vezes, assim penso, vivo
Um monólogo diário
Atravessando as vielas
Sem atalhos
Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio
O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos
Três vezes eu morri e renasci te amando
Dias em coma pareceram milhares de anos
Por toda a eternidade, estarei te esperando
Meu amor não desfalece, apesar dos danos
Ecos de uma guerra sem fim
Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.
Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.
Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.
A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.
Fragmento VIII - Violência simbólica II
É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito.
A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim,
não pode experimentá-lo nem morte, muito menos vida.
Não há armas nessa peleja; nem tampouco ato que livre.
Parcas águas não podem saciar o homem sem domínio de si,
obstinado a beber daquilo que lhe é comum.
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
O NATURAL DOS HUMANOS TERRESTRES!
O natural dos Humanos Terrestres é:
A expiração, o movimento, a desassimilação, a ignorância, o mal, a injustiça, o ódio, o conflito, a morte e a escassez!
Por outro lado, a inspiração, o repouso, a assimilação, a sabedoria, o bem, a justiça, o amor, a paz, a vida e a abundância, exigem coragem!
Compreender e Transcender o natural é a intenção dos raros na existência, mas, os vulgos só existência vã!
A Alma diz preocupadamente:
'MORREU!!!'
Mas, Cristo responde serenamente:
'NÃO MORREU, JÁ ESTAVA MORTO, E NÃO APROVEITOU ESSA EXISTÊNCIA PARA SAIR DO ESTADO DE MORTE E ENTRAR NO ESTADO DE VIDA!'
"Também colocou no coração do homem o anseio pela eternidde". (LS).
Ja faz uns anos que não anseio pela eternidade, pois ainda lembro da flor que desabroxou em minhas mãos, e eu tolo a deixei cair, foi para protege-la, mas minha punição foi vagar sem rumo, sabendo que nunca mais a veria novamente, e se a visse ela não me reconheceria...
Então me diga, como poderia eu desejar a eternidade se a unica coisa que me dava sentido a vida, ja não a tenho mais. Meus dias não passam de algo sem sentido, não tenho prazer em mais nada, meu coração não bate mais como se estivesse vivo, minha respiração faz o minimo de esforço possivel para existir. Então, sou obrigado a viver, não anseiando pela eternidade, mas sim pelo fim do meu sofrimento. Poderia ter dor maior do que uma espada cravada em seu peito pela razão da sua vida? A dor não passou, e eu não a condenei... Meu fardo é tão pesado, que não desejo a eternidade, como eu ousaria... por isso, tento encontrar o trabalho que me satisfaça, "porque se for para não fazer nada... melhor que morra". (MN).
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