Poemas Desconhecidos
O calor de um momento
O delírio nas palavras
O aguçar de um pensamento
O viajar no desconhecido
A intimidade exposta
Uma certeza sem certezas
A ilusão que se propaga
Um conhecer sem se ver
A ternura imaginada
Fantasioso pensar
Declarações mal interpretadas
Ignorância do saber
O ego que transborda
Imaturidade de um ser
Na penumbra da noite
Desejos ocultos
O êxtase de um sonho
Nada mais a dizer
Fica na imaginação fértil
Um gostinho do querer
Pensar o que poderia,
Mas em meio arrogância
Sobrou o desprazer
Frases feitas talvez,
Você nunca me conheceu.
Poesia de Islene Souza
Sob o céu vasto e estrelado,
Sou sagitariana, alma errante,
Busco o infinito, o desconhecido,
Com um coração vibrante e amante.
A flecha que dispara em sonhos distantes,
Persegue horizontes e novas visões,
Com uma paixão que não se apaga,
Explorando mundos e emoções.
A liberdade é meu guia constante,
O vento, meu fiel companheiro,
No caminho das estrelas cintilantes,
Sigo em busca do verdadeiro.
Em cada passo, uma nova aventura,
Em cada curva, um mistério a desvendar,
Meu espírito é uma chama pura,
Que nunca se cansa de sonhar.
Sou sagitariana, e no meu ser,
Arde a chama do sonho e da luz,
Com coragem para sempre viver,
E a esperança que em meu peito reluz.
O desconhecido
mostra-se atraente —
ou inspira temor?
Olhar através
do breu,
traz consolo
ou traz desespero?
No fundo d’Alma,
importa não
permitir o breu,
ao que restou,
resta apreciar.
Revela-se encanto
até mesmo em momentos
onde não se pode
a luz vislumbrar.
O sofrer se transforma em amar
O sofrimento é algo tão complexo que faz brotar algo desconhecido
Esse algo, com o amor pode ser parecido
Veja só esse paradoxo, para florescer é preciso sofrer
E quem passa por um caminho tortuoso
Pode chegar a um destino brilhoso.
Como a luz que faz o girassol virar
O sofrer até o destino, se transforma em amar.
Morte
Devemos abraçar o desconhecido,
E embarcar em uma viagem até o final;
Pode parecer mórbido, mas ouça-me,
o caminho para a morte pode ser divertido, sem dúvida;
Pois a vida é apenas um momento fugaz e a morte, seu final inevitável;
Portanto, vamos viver plenamente, sem nenhum lamento,
abrace cada momento e cada detalhe;
Vamos fazer memória, rir e amar,
Buscar aventura, viajar e explorar;
A morte pode vir, mas não tenhamos medo,
Pois temos vivido uma vida pela qual vale a pena morrer;
Vamos recebê-la de braços abertos, pois na morte, encontraremos a paz,
Enquanto nossas almas voam e encontram libertação;
Portanto, vamos seguir viagem com alegria e graça,
E se divertir com a beleza deste espaço fugaz;
Pois a vida é fugaz, mas a morte é certa,
Portanto, vamos viver corajosamente e sem nenhum ônus;
E quando chegar a nossa hora, vamos com um sorriso,
Ao embarcarmos em nossa milha final;
A morte pode parecer assustadora, mas não é o que parece, pois é apenas uma parte da vida e de seus misteriosos sonhos.
Buona fortuna!
Que bons ventos o levem
rumo ao desconhecido
e esses mesmos ventos o tragam
de volta ao lar.
E que na sua volta esteja pleno em experiências
e sabedoria.
Que dos seus lábios apenas escape
aquele sorriso manso de quem viveu
o que havia para ser vivido.
E que embora singrando rotas onde vórtices
de espumas do inesperado retorcem
as entranhas mais viris,
o mar te devolva com os olhos
ainda mais brilhantes.
Reluzentes por ter voltado
e também para nos contar
o que desconhecemos.
Não sei se sou capaz
de encarar o desconhecido
Mas a certeza que tenho
é que jamais conseguirei fugir.
Você
Você é a canção doce de um amanhecer desconhecido – é o lamento dos pássaros que cantam, sinalizando, em meu coração descompassado, o amor. Amo-te assim, neste silêncio contemplativo, quase impassível, um tanto cálido, como o chão quente de quem pisa e sente. Esse menino espevitado, de sobrenome Diligência, escala os troncos das veias do corpo e, tenaz, na cavidade do peito, desembuça presença, agita tudo por dentro, na incoerência que desfaz a razão: ora paz, ora torrente, dias que me deixa dormente, sem mente para naufragar em outros barcos soltos no mar. Ávida por chegar aos braços do nada, desmancho-me, ancorada, entre fios de água que formam contas de terço, difundem-se em fé, correm pelas bocas castas como ladainha de beatas e rogam, como quem pede a santos, ateando-me nos braços da esperança, que vai de encontro à serenidade do seu corpo. E, assim, por fim, reencontro-me na lucidez do seu gosto e no chão firme da sua alma.
Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!
Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!
Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.
Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...
Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!
Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.
Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.
O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.
Marília Masgalos
Até o final
Um destino certo e sombrio
Medo do desconhecido
Corroído pelo ciclo esquecido
A alma e o coração vazio
Os olhos que pouco acompanha
Menos impulsivo estou
Se a idade me preocupa
Feliz pelo que passou
Se devagar ainda Caminho
Mais ou menos
Merecido
Quem ira dizer o que farei
Viajo pelo abstraido
Tento fugir do transpasso
Ainda o que me resta não sei..
O grandioso Filtro.
As leis do universo são desconhedas.
Dentro das limitações do desconhecido humano.
Paredes se formam, leis são reescritas...
Meramente por novas descobertas.
Muitas vezes precisamos olhar para cima para compreender o espaço entre nós o desconhecido.
Falamos e replicamos os atos de outras vidas.
Numa simples lei do existir não é o abismo sem vida. Mas, abundância de vida.
Nos prova e ilumine em pequenos momentos que luz do conhecimento é o deslumbre.
Mas a ressalvas de pensamentos que somos únicos numa teoria que um percentual absurdo seremos só nós mesmos num intervalo da vastidão.
Uma tribulação ao desconhecido.
Foi à primeira vista, confesso,
meu coração tropeçou no destino,
e chorou em silêncio,
diante dos bloqueios que me ergueu.
Conheci um jovem,
com a sabedoria dos livros
e a leveza de quem carrega
um verão no sorriso.
Estudos dançam na sua voz,
como três rios que buscam o mar,
e eu, perdido, encontrei
no eclipse dos seus olhos
um sol inteiro a me guiar.
Ele planeja a vida com precisão,
como um motorista atento à estrada,
e eu, apenas passageiro do instante,
me deixei levar pelo encanto
de sua atenção delicada.
Entre tantos caminhos,
um olhar me fez perder o rumo.
Floresceu sem pedir,
como verão em meio ao inverno.
No eclipse dos teus olhos,
vi nascer um sol eterno.
E mesmo distante,
o brilho ficou em mim,
Sumiu da minha vida,
como quem fecha portas sem dizer adeus.
Ainda assim, no silêncio,
ficou em mim a lembrança —
do brilho inteligente que me encantou
e do amor inevitável
que floresceu em segredo.
Um sorriso eterno,
um encanto raro,
um amor que floresceu sem pedir licença,
e que é infinito —
enquanto dure.
Migrar é o ato divino de plantar raízes em solo desconhecido com a mesma fé de quem acredita que qualquer chão pode ser fértil.
Marcilene Dumont
Confissões de um desejo secreto
Desejei lançar-me rumo a um destino desconhecido, desprovida do interesse de compromissaria fiel, até que meu coração reclamasse por tal;
Clamei pelo encontro dos seu olhar no meu, sem pressa para fugir de tal encanto ocasionado pelo momento fugaz;
Abracei a espera por algo incerto que uma voz rouca me propôs esperar.
Ladeei-me de esperanças , pois em mim há muitas destas sensações que me permite remontar, remoçar renascer e viver…
De repente percebo que a espera é apenas uma forma sútil de rejeição que as palavras, por covardia não se fizeram pronunciar.
Sigo pois com meu coração alvo de esperanças infindas de que, um dia ainda se voltes a mim, voltes a me procurar…
PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO
Ouço os gritos da família em meus ouvidos...
... ... ...
Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?
Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?
Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?
A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!
1975 (retornando da faculdade)
Desconhecido
Você me trouxe a tona um sentimento desconhecido e num primeiro momento deu medo de interpretá-lo e vivê-lo,
no entanto, a história conta e remonta os finais felizes vividos pelos mistérios do desconhecido, então seguro nesta crença quero continuar reescrevendo a minha própria história sobre o poder maravilhoso deste sentimento.
Insciência
Por que o desconhecido lhe assombra?
Por qual razão lhe apavora a liberdade de uns?
Falo a ti da vida, se quiser falo da morte, da luz, da sombra...
Mas não espere lógica quando lhe falar de emoções,
Não espere um céu quando lhe falar do inferno!
Entretanto, do que adianta falar de amor?
Do que adianta se tu não ouviu Fernando e ainda queres para ti o mar?
A tua glória, ó senhor, será a de muitos a majestosa dor
Enquanto te afogas no conforto do que pensas, morrendo está quem pensar,
Quem enxergar o absurdo, mesmo com teu escuro, sobre dores entenderá.
Loucura é debater com sóbrios que nunca se embriagaram do saber
Mas o mundo precisa de mais loucos sem medo de falar,
Aqueles que denunciam reis que estão confundindo política com lazer.
As melhores pessoas serão loucas o suficiente para entender, mesmo em teu lugar.
Por que queimas bruxas em fogueiras?
Tens medo do sobrenatural ou é falta de boas maneiras?
Não espere compreensão de tolos, políticos ou altezas.
Procure a justiça, lide e aprenda com fatos, mentiras e incertezas.
O rumo é desconhecido e desgastante e, a partida e a chegada é energizante.
Se tocar no fogo se queima, na chuva se molha.
Logo, boa parte do destino é sempre manejável com esquivas ou acessos alinhado a mente que comanda o corpo com uma vida em um planeta que exige metodologias e procedimentos em toda ação.
