Poemas de Vazio
A leitura nos faz ganhar tempo, quando podemos reunir tantas lembranças e conhecimento, num espaço de tempo que se conta em centenas ou até milhares de anos. Aproxima-nos de povos numa fração de segundos, sem ao menos tirar os olhos do papel.
A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela, antes de se ver cumprida.
Com cinco ou seis termos de arte, e nada mais, dá-se ares de conhecedor de música, quadros, construções e manjares: pensa-se ter mais prazer do que os outros em ouvir, ver, comer; impõe-se aos seus semelhantes, e engana-se a si mesmo.
Odeio ver alguém concordar comigo em algumas coisas por que só assim eu tenho a certeza de que estou redondamente errada.
‘‘Zeus no Céu, Poseidon nos Oceanos e Hades no Mundo dos Mortos, tentaram conquistar esse mundo várias vezes durante os tempos mitológicos… Imagine se um deles, deuses tão poderosos, regesse o mundo?! Os seres humanos e a Terra seriam inevitavelmente destruídos por completo… E exatamente por este mundo estar um verdadeiro caos, ele precisa de um salvador para dominar e governá-lo e eu sou o mais qualificado para isto!’’
Suas palavras são jogadas pra cima ao vento. Mais tarde, se forem boas, plainam como folhas de outono, caem suave e não machucam ninguém . Se forem ruins, caem direto na sua cabeça.
Não importa, sempre será assim.
Nós sempre teremos medo de que alguém interrompa nossos planos e acabe com nossos sonhos (os quais, inocentemente, julgávamos que seriam realizados).
Sem dor não haverá ganho . Sem esforço não haverá conquista . Sem sacrifício não valerá a pena [...]
Reinos terrestres têm seu auge e seu declínio, mas está vindo Aquele Homem de Quem é dito: "e o Seu Reino jamais terá fim".
(…)O que sobrou posso contar nos dedos, antes eu mal conseguia fechar as gavetas tão abarrotadas de coisas, pessoas, lembranças…
Por caridade, não deixem a língua portuguesa do Brasil se estragar ainda mais. Estudem a boa e velha 'Gramática Metódica' do Napoleão Mendes de Almeida, leiam José Geraldo Vieira, Graciliano Ramos, Leo Vaz, Herberto Sales, Gustavo Corção e Marques Rebelo e defendam o que é patrimônio cultural seu.
No reino da anarquia, o príncipe regente manda construir; o príncipe ambicioso manda demolir; e o rei fica calado.
