Poemas de Saudades de quem Morreu
- Quem entenderá?
Quando Jesus Cristo nasceu, a religião morreu. Então não houve mais necessidade de religamento do homem com Deus através de sacrifícios. Jesus se tornou a própria ponte da Graça para a Redenção, e todas as Leis resumiram em amor e amar.
CHORAR BAIXINHO...
Morreu. Vestiu-se de negro o sentimento
entre as lembranças as muitas, as penosas
dando um aperto do que foi um dia alento
hoje só tristuras nas recordações dolorosas
Má sorte! Como dói o afeto que foi ao vento
ao relento, o olhar afligi agonias silenciosas
ó ilusão, então, me tira deste tal sofrimento
balsama minh’alma com perfumes de rosas
Aliviando, assim, essa fúnebre infelicidade
pense na sensação de ferir-se com espinho
desolado pelos pensamentos de saudade...
Se este amor está morto, sem um carinho
um abraço, o laço, e não mais restou nada
então, deixe meu coração chorar baixinho! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/03/2021, 14’07” – Araguari, MG
Estou morrendo. Nasci e naquele exato momento, uma parte de mim morreu.
E a todo instante desde então, venho morrendo dia após dia. Meu fim está próximo. Se é hoje ? não sei.
Amanhã ? talvez. O certo é que ele vira, inevitavelmente e disto não posso escapar.
Natal
O Natal (ainda) vai mal...o Cristo nasceu nesta data... ou será que morreu?
...tanta confusão das tradições, que ao nos lembrarmos das comemorações natalinas, o que nos vem à mente é um velho gordo vestido de vermelho, um pão com frutinhas, sorrisos ameaçados pelo dia seguinte que tende a apagar tudo isso, um peru que esteve apavorado às vésperas e finalmente descansará em paz na panela de alguém. Ah, tem os familiares e os amigos... brincam de "amigo secreto"...deve ser por isso que muitos nem vão mais à casa um do outro durante longa data, senão perde-se o sentido da brincadeira no natal... fogos iluminam o céu... tão lindos, mas se dissolvem tão rapidamente, assim como aqueles sorrisos (ainda bem que temos smartphones).
Festa da alegria, de fartura e comunhão, não podemos negar. Muitos dizem que nesta data as pessoas ficam melhores...
Presentes e mais presentes... estão presentes, todos...
E o Cristo?
Eii...será que o convidaram??
Tu sorriu
Meu mal sumiu
Me respondeu
Tristeza morreu
Chamou atenção
Enxerguei constelação
Seu infinito
De longe
O mais bonito
Teus olhos escuros
Me mostrou
Outros mundos
Tua boca
Fez a minha
Salivar
Tua linda face
Entrou na mente
Pra ficar
As vezes
Não faz Sentido
Mas se
Encaixa
Como engrenagens
Ou algo parecido
Grito com toda
Minha força
Para o universo
Me traga ela aqui
Ou me leve até ela
É só o que te peço.
Páscoa
Será que pode nascer de novo quem morreu por falta de amor, por ausência de empatia?
Será que é pedir excessivamente um milagre de ressurreição, que devolva vida para toda essa gente?
Será que a dor vai passar e o será que o corte vai se fechar?
Será pedir demais, querer um tempo de trégua, ou mil anos de paz?
Nildinha Freitas
Pois então, somos seres pensantes.
Já ouvi muito a frase:
"Pensando morreu um burro."
Mas sou da seguinte opinião;
"Quem não pensa muito erra!"
Eu admiro pessoas que interagem ideias, opiniões, dando sugestões quando tem vez, após ter sido concluído a ata não adianta dar palpites de como deveria ser, gosto de quem pensa pra frente com os pés no chão, tem um senso crítico aguçado de pontos positivos e negativos, não estou dizendo de mimimis, mas sim de características ao todo, que discutem pontos de vistas.
Ia lhes dizer por hoje chega, mas já virou o dia, então boa noite, ou melhor...
Bom dia!
O HERÓI QUE CAIU DA TARDE
.
.
Morreu o herói,
Como morria a tarde.
Para ele, o silêncio estendeu seu manto
Sem o feroz fulgor das festas; sem fazer alarde
.
Ah, tu,
Que tantas lutas vingaste
Contra as tiranias que derrubaste.
Agora já não há glória; já não queimam fogos.
Somente o último calor suave: apenas o calar dos pássaros
.
Como é possível, a um herói,
Morrer sem fogos, sem a luz que arde?
Como é possível este pôr dos olhos, como um cair da tarde?
.
Os pássaros, à sombra, não respondem,
O riacho murmura e cala:
Morreu o Herói
Ao cair
da
Tarde
DESENCONTRO
Pintei um céu
Para nós dois
Um quadro azul
Em tom pastel.
Morreu meu sonho
quando amanheceu
Você, indiferente,
Não me reconheceu
E no vale ficou
Sem olhar para o céu.
Eu te acenei amor
Amorosa te beijei,
E o dia era instante
Sereno, constante,
Gravura em papel
Mas um beijo de amor
Não foi o bastante.
Despedaçada,
Abandonei os teus olhos
Perdidos no vale
Sondando ilusões
Sem olhar para o céu.
Enveredei nas alturas
Carregando teu nome
Um punhado de estrelas
E um doce pincel.
Estava certa que vinhas
Porque tinha que ser
Mas olhei para baixo
E chorei a verdade:
Você tão cruel
No vale voejava
Junto às borboletas
Sem olhar para o céu.
A guerra perdida.
Do que você morreu, perguntou um soldado ao outro.
Morri alvejado pelo inimigo.
Mas quem era seu inimigo?
Não faço ideia. Nem ao menos sei que guerra eu combatia?
Mas como você poderia estar em uma guerra e não saber qual era ela, ou quem era seu inimigo?
Foi assim: Eu não a comecei e nem ao menos percebi ela chegando, também não concordei com ela ou entendi as razões, eu não sabia porque aqueles que antes eu chamava de vizinhos se tornaram inimigos e tão pouco estava preparado para me virar contra eles.
Então, porque morreu nela?
Porque do mundo de onde venho, os fortes ainda decidem quem vive e quem morre ao invés de ampara-los.
Os poderosos ainda brigam pela razão e os líderes ainda agem como ditadores. Desse mundo de onde venho eu simplesmente não tinha nenhuma escolha.
Mas e quanto a você, morreu de que afinal?
Morri da mesma guerra que você, porém, eu padeci da falta de empatia, da falta de amor, da falta de respeito e da falta de carinho que um dia deram início a ela. Padeci dos frutos resultantes justamente das escolhas que fizeram por você.
Lamento muito ouvir isso. E a propósito, eu me chamo Inocência e você?
Eu me chamo Esperança.
Odilon dos Reis
Misterio
Naquele mistério da cruz
Nosso Deus abandonado
Que lá foi crucificado
Por nós morreu Jesus
Diante de tão grande atitude
Preso a mão com um prego
No silêncio da plenitude
Fardos pequenos que carrego
Silenciamos diante dos doentes, nos enfermos, sofredores
Da pobreza da Miséria das dores
Vendo Jesus naquele estado
Quando sentir muita dor
Quando te faltar amor
Lembre-se que foi muito amado
Ademir Missias
quanto ao amor
Eu que vos digo
Que ele existe mas é muito maior por aquele que morreu na cruz por nós
A poesia nasceu na escuridão de sentimentos e morreu nos primeiros versos, sem enxergar a luz no amor
MAX ROQUE
Detalhes -
Naquela casa ao fundo
vim à vida como sou
e lá morreu o meu avô
num silencio profundo.
Alta noite em solidão
passa a vida em sopro lento
passo eu e passa o tempo
só não passa o coração.
Faz doer lembrar que a morte
nos deixa secos e tão sós
naquela casa , por sorte,
sempre lembro os meus avós.
E quando um dia eu partir
não me chorem por favor
já me basta toda a dor
de ter vivido sem sorrir.
Minha mãe morreu de câncer;
no Brasil, aos 9 anos de idade.
Meu pai morreu de guerra,
na Itália, 9 anos antes;
Ambos ausentes...
Tendo nascido sem pais,
fui instruído por alienígenas
e aos 15 anos de idade,
precisei criar 15 regras para a vida:
.
1 Nunca matar, mas preservar a vida
2 Nunca roubar, mas ser caridoso
3 Tornar-me pesquisador e cientista
4 Pesquisar a cura do câncer e da morte
5 Pesquisar os extraterrestres e a antigravidade
6 Descobrir o sentido da Vida
7 Aprender música, pintura, karatê e esgrima
8 Ser leal e sincero com todos
9 Honrar a Deus, a Família e a Humanidade
10 Ter uma vida de sabedoria e gratidão
11 Mudar o mundo para melhor
12 Proteger os mais fracos, mulheres e crianças
13 Tornar-me líder e Presidente do Brasil
14 Ser justo com os faltosos e bom com os retos
15 Não fazer nada que não possa publicar
.
Na juventude podemos tudo,
Exceto manter os pais vivos e juntos.
Seca
...Hoje sou madeira seca
cortada pelo lenhador
Sou árvore velha
que morreu para virar tambor
Sou a pele do tigre que embelezou
a sala do matador...
Minha avó morreu -
Num breve acenar ao pôr do sol
minha avó morreu
homens sem nome a levaram pela rua
e ficou minh'Alma num soluço ensurdecedor
esperando eternamente pela sua.
Diálogo com Jesus: O que aconteceu comigo Jesus? Cadê eu?
-Voce? Você morreu...
Eu morri?
-Sim, morreu.
E agora? Eu quero minhas músicas minhas composições, meus pensamentos...E a minha história?
-Sua história está comigo, eu vou reescreve-la! Você agora é minha!
Ah! Eu tô tão cansada...
Deita que vou cuidar de você...
-Ta bom!
O fim dos tempos existe sim, para quem morreu.
Enquanto tenho vida, Fé não penso no fim e nem que ele possa um dia existir.
Viver intensamente é o melhor propósito de vida de cada um.
