Poemas de saudade que traduzem memórias em versos

Quando bate a saudade, a minha sanidade se perde, pois gosto tanto de você que trocaria toda a minha felicidade por um segundo com você;
Me vejo sumindo quando mesmo sem querer você me apaga, mas continuo te assistindo no escuro;
Sua sensatez fez com que eu percebesse que não erá brincadeira, abri as portas do meu coração para valer;

Não fico nem mais um minuto sem você que estou a beira de um colapso sentimental de saudade de você;
Me faço em mil pedaços sem preocupações de você não aparecer para juntar meus cacos em momentos que para meu coração se faz infinito;
Como te quero tanto e as vezes o que vejo e desejo quase ninguém percebe por ter imensos sentimentos;
Doo-me para que não me veem chorar pelo que não achasse de mim mesmo;

Me amas? Mostre-me com atitudes;
Me invejas? Foda-se;
Sente saudades? Procure-me;
Me deixou para trás? Siga o teu rumo;
Se apaixonou-se? O problema é teu;
Gosta de mim de coração? Seja fiel;
Decisão entre eu e outra pessoa? Não me venha com mentiras;
Quer estar ao meu lado? Corra junto a mim;

Às vezes a vontade de lhe abraçar consegue ser mais forte do que a saudade;
E a sensação de você transcende quaisquer sentimento de prazer;
Quero a sua amizade e por toda vida... Em um nível fora de padrão que invada o familiar de nossas vidas...
Quero ser o seu melhor amigo, compartilhar dos seus problemas e festejar junto de ti como um irmão protetor...

Quando a Saudade é Vida!!!


O tempo faz seu papel...
A bel-prazer prateia nosso espelho com o clarão da vida!
Nos mergulha na caverna escura da reflexão...
E, nas lembranças do passado deixado!!!

É...! O tempo! Viajante eterno e montaria do parasita
Cuja foice vai e vem, vai e vem, vai e vem! Sem dó!
Louvando a dor e parindo a saudade!!!!

É.......O tempo! Faz a morte...Faz a Vida...e faz a morte novamente!
Leva a vida! Mata a dor!
Traz a vida nas lembranças, na saudade!!
Na saudade de ti...mãe ausente presente...
Voz ausente...sempre presente e ETERNA!!!!
Accb/05/1997-Carlos Kau Romano

Saudade


Passado que insiste em estar presente pra completar a parte que carrega da gente.

Eu me apego nas memórias e na nostalgia que as vezes me sufoca,
Óh meu Deus, quanta saudades eu tenho de algumas pessoas e algum momentos
gente que eu sei que nunca mais verei na vida, não importa quanto tempo eu tenho
mas também me afogo nas memórias
das oportunidades que deixei passar
devido ao medo de arriscar,
mas principalmente, do medo de viver.

Tem gente que carrega a saudade no peito todos os dias…
Mas não pode atravessar a distância.
E tem gente que até pode ir, pode ligar, pode estar perto…
Mas escolhe não fazer.

Saudade da gente


Eu estou com saudades da gente.


Não de um lugar,
nem de um momento específico.


Estou com saudade daquilo que acontece quando estamos juntos.


Das conversas que começam sem intenção e,
quando percebemos, já tomaram conta do tempo.


Das risadas inesperadas
e daquele jeito que só nós entendemos.


Tenho saudade de nós
até quando ainda estamos aqui,
imagina!


Porque existe uma diferença
entre estar perto de alguém
e estar verdadeiramente junto.


Amo nossa sintonia,
nossa cumplicidade,
A versão de nós
que aparece quando esquecemos o resto do mundo.


É uma saudade que pede presença.
Não é aquela saudade de voltar ao passado.


É a que quer simplesmente
mais um pouco daquilo
que é nosso.


Eu estou com saudades da gente...
Daquilo que somos
quando somos nós dois.

"Ainda que, por breves instantes, a saudade se distraia,
ela volta, silenciosa, e se instala de novo.
As horas passam, mas não levam consigo


a dor que aperta o peito
nem a imensa falta que ela faz,
como se parte de mim tivesse ficado
no lugar onde você está."

Saudade que arde,
consciência amargada,
troca de alma
mal interpretada,
mas no peito derrete,
doce e late,
feito dor misturada
com calda de chocolate.

"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

San Telmo


Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

Ainda sinto saudade daquela criança.

Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.

Hoje eu sei que heróis também cansam.

E talvez eu não queira mais salvar ninguém.

Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:

“Agora deixa.

Dessa vez,
eu salvo você.”

Alguns dias de ausência física tua Papai. A saudade aperta mais. Eita vida.
Esse pai me protegeu de tudo, sinto falta.
Muita.
Obrigada aí Deus.
Nosso laço de amor é além.
Te amo infinitamente papai Jarcy Andrade!

Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.

⁠as vezes a brisa tem mais teor que a tempestade.
derruba rumores e algumas saudades
leva embora a tristeza pelo caminho da vaidade .

Que chegue no silêncio...
e sufoca o instante,
para deixar a saudade na saudade e embriagar o instante...
Não sou aquilo que não quero,
nem a dose do seu desejo
Sou o instante que venero na vontade que anseio.