Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
Aprendi que a dor ensina.
Ensina a sentir saudades.
Ensina conhecer verdades.
Pois, o tempo passa e ficam as lembranças.
Lembranças, são como heranças.
Vivas sempre estarão
Guardadas no coração.
Saudade fazem lágrimas rolar
Beijam lábios, sentem o paladar
E o sabor da saudade
Misturam-se nas voltas do tempo
Viajam nas ondas do vento
Onde giram pensamentos
Por tantos vividos momentos
Para alguns tem breve sentido
Outros emoções febris
Lembranças tristes ou alegres
Mas o que se apura de verdade
É o tempo que não tem idade
Mesmo que entre lágrimas e risos
Para alguns saudade, poucas ou demais
Dos tempos que não voltam nunca, jamais!
Tão somente restam saudade!
Preciso sentir saudades sua
Pois juntos demais vira costume
Saio andando pela noite lua
Pra que aconteça o descostume.
A distância rompe o tempo
E surgem tanta lembrança
Soprando você no pensamento
Fico feliz como criança.
A noite ao brilho do vaga-lume
Sinto falta de seu corpo e seu cheiro
Inebriado então pelo seu perfume
Retorno a seus braços tão ligeiro!
Existem certos tipos de saudade que não querem matar a distância.
Querem apenas provar que algo foi real.
Elas não gritam, não imploram, não pedem retorno —
apenas permanecem, silenciosas,
como quem aceita a ausência
mas se recusa a esquecer o que um dia fez sentido.
Não é a saudade comum das horas mortas,
Nem a dor previsível que o tempo traz.
É algo maior que habita em mim, e me devora,
Um fantasma de vida que não me deixa em paz.
Existe um mistério além do meu próprio peito,
Algo que sobrevive e pulsa no ar,
Enquanto eu me perco no labirinto imperfeito
De contar as horas sem te tocar.
O dia amanhece como uma sentença fria:
Saber que não terei o calor do teu corpo ao meu lado,
Que tua respiração mansa não vai embalar o meu dia,
E teu sorriso... Ah, teu sorriso estará guardado
Em algum lugar distante do meu alcance,
Deixando minha retina em um eclipse forçado.
Isto não cabe no molde estreito do dicionário,
Palavra nenhuma traduz a forma como me desfaço.
É um flagelo sem nome, um hábito diário,
Uma auto-tortura tecida em cada espaço.
É existir sabendo que parte de mim está em ti,
E que sem o teu toque, sou só a sobra do que sou.
Saudade
Aperto manso no peito,
eco de presenças
que o tempo levou,
mas que o coração
se recusa a esquecer.
Nildinha Freitas
Poeta Potiguar
Tempo
A tristeza assola essa terra
Tristeza sem fim, sem trégua
Nostalgia outonal
Saudade condicional
O vento sopra a poeira do que restou
Trazendo consigo lembranças de um tempo...
Lembranças que vivi...
Lembranças que sempre sonhei...
Tristeza e saudade de tudo
Recordações doces de uma vida amarga
Tempo que não volta...
Tempo que não para...
"O momentos felizes
um dia serão saudades
mas, o maus momentos
serão tristes lembranças
Criem bons momentos"
"A saudade as vezes
vem, faz bagunça
e vai embora mas
sempreolha pra traz.
Vem sorrindo na chegada
mas na partida ela chora"
"A saudade faz que a
gente sinta que alma
sai do corpo e viaja para
o passado revivendo
momentos que pareciam
adormecidos"
"Lembranças são memórias
e recordações do passado
Saudade é a falta que esses
momentos causam quando
foram bons"
Saudade de você
É estranho sentir saudade
de alguém que ainda está tão perto,
mas que já mora tão fundo em mim.
Às vezes, não é a distância que faz falta...
é o seu jeito,
a sua voz,
a paz que existe quando você está.
E então percebo
que saudade não é apenas querer alguém por perto.
É carregar sua presença
mesmo quando você não está.
É fechar os olhos
e encontrar você
onde ninguém mais consegue chegar.
Talvez seja isso que você fez comigo...
Sem perceber,
deixou um pouco de você em mim.
E agora,
onde quer que eu esteja,
sempre existe um lugar
onde você está.
"Pais são abraços que permanecem mesmo quando os braços já não alcançam.
Na saudade, descobrimos que cada lembrança é gratidão;no silêncio, entendemos que não há arrependimento, apenas o eco de um amor eterno.
Ser filho é carregar no coração o abraço que nunca se desfaz."
— Roberto Ikeda
"A minha saudade não é vazio, é o amor que ficou guardado no peito, aquecendo o coração quando a presença já não se pode tocar."
By Amauri Alves
Olho para o copo de vinho à minha frente e vejo o reflexo de uma saudade que teima em não passar. Dizem que o tempo cura tudo, que as memórias desaparecem, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais os dias passam, mais nítido é o teu sorriso na minha memória e mais pesada é a tua ausência no meu peito.
Fiz tudo o que estava ao meu alcance para seguir em frente, para encontrar um novo norte, mas a verdade é que ainda preciso de ti. Preciso da tua voz, que ainda acalma o meu coração, e da tua presença que, por si só, fazia o mundo parecer um lugar mais certo. Sem ti, sinto o meu coração partir-se em mil pedaços, num processo lento que só para quando me perco em pensamentos sobre nós.
Tu tinhas o dom de me fazer sentir invencível, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Hoje, sinto-me pequeno, a tentar encontrar conforto onde ele não existe, apenas para conseguir esquecer, por uns instantes, que já não estás aqui.
Onde quer que estejas, sabe que o meu amor por ti permanece intacto, guardado naquele canto da alma que ninguém consegue tocar. Sinto a tua falta em cada brinde e em cada suspiro.
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
Quem não imagina, quem não sente saudade, quem não tem a fé...é um ser irracional capaz de negar a sua propria existência.
Porque um ser humano normal é capaz de compreender os seus sentimentos, embora sejam virtuais.
(Daniel Perato Furucuto)
A Coragem da Saudade
Dizer sinto saudades não deveria ser um motivo de vergonha ou uma demonstração de orgulho ferido, mas sim uma celebração do laço que nos une ao outro. Falar da saudade é reconhecer, em voz alta, que o tempo longe não apagou a importância daquela presença em nossa caminhada. É um grito de coragem que quebra o gelo da ausência e abre as portas para o reencontro. Quando temos a audácia de simplesmente falar que o outro nos faz falta, desarmamos as defesas do mundo e lembramos que a vida só ganha sentido real quando compartilhada.
