Poemas de Saudade de Poetas Portugueses
Buscando calmaria, noutros mares que não me lancem à arrebentação. Paz interior, descanso para o combalido coração.
Os risos são as melhores máscaras para disfarçar uma alma deprimida. Quem se vê sorrindo jamais imagina o quanto sua alma está chorando. E de repente você interpreta um personagem na vida real, com tanta maestria que ninguém consegue perceber que para você já deu e está cansado de ser o protagonista desse enfadonho seriado.
Miseráveis homens que somos, quando medimos os outros com a nossa régua de santidade ou moralidade , e julgamos nossos semelhantes como se fôssemos perfeitos. E não adianta a palavra nos advertir, que Deus não vê como nós humanos, porque na nossa presunção, achamos capazes de aferir a vida alheia como que tivéssemos o poder de esquadrinhar os corações.
Eu quero a sinceridade do clima, suas nuances sazonais, regado às intempéries do tempo, incerto mas honesto em sua marcante apresentação ante o espetáculo da vida.
Só mesmo contemplando a natureza para esquecer os problemas mil, as mazelas que assolam nossa amada pátria Brasil.
O sentimento que o mundo chama amor, não passa de lascívia da alma soberba, que só pensa em ter vantagem em tudo, e sobre todos.
Não é preciso dinheiro para cultivar amor verdadeiro.
Nem ter posse ou aparência legal, mas sim um coração fértil para cultivar esse sublime sentimento real.
A melhor companhia é estar consigo mesmo em plena paz interior. As vezes estamos em meio a tanta gente e mergulhado numa solidão, qual peixe fora do seu habitáculo, sem oxigenação.
Em casa, na igreja ou no quintal, celebremos o dia de NATAL.
Não para glutonaria, bebedeira, ou ostentação, mas agradecendo o autor e consumador da eterna salvação.
Inúmeros são os problemas que nos aflige na vida, e de repente, os problemas se acabam, para aqueles que partem desse plano. Resta saber, se em algum lugar da eternidade, estarão isentos de alguns acertos de contas.
No mundo a gente chora de tristeza ou rir para não chorar. A fragilidade da vida é como um perfume que se esvaece pelo ar.
O nada não existe, tudo subsiste perfeitamente compreendido no seu devido lugar na vastidão desse universo infindo.
Não somos nada, realmente nada além de poeira amontoada. Somos partículas atômicas agrupadas, somos barro com arrogância exacerbada. Somos um sopro e mais nada. Qual barro na mão do oleiro, que amassa e refaz sua arte animada, que molda ao seu bel prazer e como lhe apraz ser adornada.
E essa liberdade tem o artífice criador, moldar o barro para desonra, ou faze-lo para o encher de honra e louvor.
Avançamos, mesmo não querendo e ainda que prostrado. Seguimos em frente sim. Porque o amanhã se transformou em hoje e o presente virou passado.
A ignorância é peculiaridade humana. Ninguém sabe tudo e poucos sabem muito, entretanto, somos todos ignorantes. O problema todo é que alguns ignorantes se acham capazes de contestar o conhecimento científico sem nunca ter pesquisado ou debruçado sobre enigmas colossais, desafios até então intransponíveis a mente humana, no que concerne o aprofundamento de tamanha busca pelo conhecimento. São séculos de estudos acumulados para avançar o desconhecido.
Quantos ensoberbecidos, senhores de si. Quantos se achando poderosos neste mundo aqui. Somos meros mortais, subsistindo a natural sucumbência. Seguimos rumo a extinção de nossas consciência. Não há nada que possamos fazer, capaz de impedir nosso perecer. Estamos de passagem, seguimos em viagem. Destino presumido, porém humanamente ignorado.
Cada instante de vida é uma dádiva dos céus. É um milagre que não se repete jamais. É uma riqueza que jamais poderemos acumular, mas diligentemente e com sabedoria gastar.
Somos brasileiros no reino da demagogia, e regidos por uma poderosa imperatriz. Seu nome? Dona Hipocrisia.
