Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra

A saudade vem e vai como a onda do mar, totalmente abstrata, algo longe de ser tocado. Um sentimento que, às vezes, vem como uma adaga, muito bem trabalhada, fazendo com que um frágil coração seja afligido, causando tormento de lembranças, ora em sorriso largo, ora com nó na garganta, enfim, fazendo com que as veredas do passado se tornem um imenso deserto no presente.
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Mas será que é só isso? Não! A inocência é bela, repleta de graça, tornando em realidade como se tocasse as nuvens, enchendo os olhos de vida e um burburinho acelerado no peito trazendo a saudade do amor, da pureza, da ingenuidade de uma criança. O cocheiro muito volátil nos coloca na porta!
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Sim, na porta e com um leve toque conseguimos abri-lá e então ser surpreendida com turbilhões de sentimentos, onde a saudade é a chave e que está na sua mão lhe permitindo e lhe outorgando poderes para sorrir, abraçar, bailar, chorar largado, cochichar, beijar e tocar o oposto do abstrato a ponto de ouvir o coração e se derramar na saudade que chegou ao fim.

Inserida por Avipen

Tempos de Outrora
Ricky Henry.
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Canto pra saudades me deixar...
Eu canto....
Minha poesia agiganta...
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Me arrepiando quando sente...
A melodia tocada pelo..
Sol sustenido do violão...
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Na varanda o sol se apresenta...
flores balançam no soprar do vento...
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O bailar dos pássaros...
A beleza das borboletas...
E o mel extraido do da linda flor...
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Hoje a canção que faço é em forma de seresta...
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Da minha janela me vem a inspiração...
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Veio em bossa nova...
Relembrando João Gilberto, Noel Rosa, Gal Costa, Gilberto Gil, Dorival e muito mais...
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É... velhos tempos de outrora...
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Conheci muita coisa boa pela vitrola do meu Pai...
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Então cada rima e cada verso que nasce...
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Pra vocês eu confesso...
Que bons tempos à décadas atrás...
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O amor de antigamente...
Hoje é raro quase não se vê...
Pena que bos tempos não volta mais!!!
Tempos de outrora que viveu amou de mais...

Inserida por chd

⁠Controle Remoto

Na ausência, utilizo o remoto,em cada descontrole do controle para nos controlar em algo controlado.

Inserida por samuelfortes

Binóculo e Hospício

Serenou
Saudades
Dos olhos
De sempre
Ver

Experimentou
Eternidade
No breve
Instante
De eterno
Ser

Inserida por samuelfortes

O Estúpido como Real

⁠Enquanto isso
Serenou
Saudades

Dos olhos
De sempre
Ver

Experimentou
Eternidade
No breve
Instante
De eterno

Inserida por samuelfortes

⁠Chega de Saudade

Saudade
Essa coisa
Doida

Doce
De sentir
Doída

De soslaio
Piscando
Cumplicidade

É coisa
De não ter
Idade

Tempero
Na ventura
De viver

De durar
Pra sempre
Eternidade

Inserida por samuelfortes

Escola de Perdão

⁠Vendo
O especial
Sentiu
Saudade

De
Um tempo
De crer
Que crer
É poder

Saudade
Coisa

De quem
Tem
Idade

Idade
Pra ter
Saudade

Inserida por samuelfortes

⁠Carteiros de Quadros

Não sei
Talvez sim
Talvez não

Saudades
Sim
Do carteiro
De outrora

A expectativa
Da esperada
Carta-resposta

Lá vem ele
Friozinho
Na barriga

Carteiro
De outrora

Inserida por samuelfortes

Felicidade Guardada



Troço
Sem modo

Saudade
Coisa
Vadia

Saudade
Não
Tem hora

Saudade
Não
Tem dia

Saudade
Coisa
Da alma

Saudade
Coisa
Da gente

Saudade
Espuma
Do mar

Que
As ondas
Deixam
Na Areia

Inserida por samuelfortes

⁠Saudades na sala
É a mudança da estação
Tudo passa
Menos o amor semeado.

Inserida por samuelfortes

⁠A espera
Alterou o barro

Assim,

Que decidi
Esperar

O oleiro secou de saudade

Inserida por samuelfortes

Areia Fria Sobre Pés

A cabeça enterrada nos ombros
Qual a escura rosa sem aste
Não há saudades mais dolorosas
Do que as das coisas que nunca foram

Foi tão bom, tão bonito, tão completo,
Que a gente nem fotografou
Nem localizou, nem postou,
Apenas viveu

Inserida por samuelfortes

Exibição Atópica


Vez por outra
Contempla
A rua

Ausências
Fazendo
Presença

Eternizando
O que vai
Sendo...

Saudade
Não se mata!

Inserida por samuelfortes

⁠A Saudade e mais um Assunto


Morrer de Saudade
Morrer
Morrer com saudade

Deixarei

De morrer de saudade
Mas
Morrerei com saudade

Inserida por samuelfortes

A Saudade e o Capaz


⁠Bateu
De sentir
Saudade

Até
Do quê
E
De quê
Ainda
Nem tem

Que isso
É coisa
De quem
Junta
Idade

É que
No fervor
Dos sentimentos
A memória
Por vezes
Varre

O que
A brisa
Suave
Traz

Inserida por samuelfortes

Envelhecer


É ter
Lembranças
Do
Que não
Aconteceu

Saudades
Do
Que não
Viveu

Crer
Que
O que foi

Ainda
Pode ser

Perceber
Sem querer

Que

Ainda está
Por vir

Inserida por samuelfortes

Voltando


Ausências
Em cada
Rua

Ausências
Em cada
Esquina

Ausências
Por onde
Passa

Ausências
A cada
Instante

Ausências
Por toda
Parte

Presenças
Que
Permaneçem

Nas lembranças
Que sempre
Ficam

Inserida por samuelfortes

⁠SAUDADE!

Sentiu
Tristeza

Ouvindo
Acordes

De
Indefinida
Saudade

Saudade
De
Não sabe
O quê

Saudade
Do que
Ainda
Nem é

Saudade
Melancolia
Sempre
À espreita

Inserida por samuelfortes

⁠Da Eloquência à Loucura


Hoje
Um dia a menos

Saudade
Sentimento longínquo

Atração pelo inevitável
No
Atravessar de eixos

Vigor
Físico

Não muito

Quando
Muito
Caminhá

Segue
Em frente
Vai
Bestano

Anda
Para
Para
Anda

Fantasias
Quando
Ainda

Do plausível
Ao provável

Até mesmo
O absurdo

Por vezes
Até
Distrai

Toca
Em frente
Assuntano

E deixa
Que
A vida
Vai

Inserida por samuelfortes

“Nem todo silêncio é ausência de voz, às vezes, é presença de sabedoria.”

Há momentos em que o melhor argumento é o silêncio. Especialmente quando alguém está convicto de uma verdade que não abre espaço para escuta, insistir é como tentar acender uma luz em quem escolheu fechar os olhos.

Manter-se em silêncio diante de certas certezas alheias não é sinal de fraqueza ou de omissão, mas de maturidade emocional. É compreender que nem toda conversa precisa de resposta imediata, e que nem toda batalha merece desgaste.

Silenciar, nesses momentos, é um ato de autocuidado, respeito e inteligência.
É confiar que o tempo ensina o que o ego ainda não permite aprender.

Inserida por NelmaAndrade