Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Hoje estou assim!
Com saudades Querendo que o tempo volte onde eu quero está com ele, Mas a saudade é tanta que me paralisa a mente, É muita saudade E nem consigo me encontra... E nada me deixa feliz Como se podem sentir saudades de uma época da fantasias e de amor Por que sentir saudades de um passado se não estou, mas lá, inventado saudades Quando há um presente imenso para se viver... Mas meu coração não sossega coração pretensioso sempre faz sofrer quer A razão até tenta dominar Mas raramente consegue E por causa do coração sinto tantas saudades...
Hoje entendi
Que não há ninguém igual...
Quando um amigo se vai, fica um pouco de saudades
e nada se desprende do vazio que fica, é como dormir e
não querer acordar, e meu coração se vestiu de luto, dos versos, das conversas jogadas ao vento. Quem irá pegar?
Se hoje só me resta poesia e com saudades fiquei...
Hoje eu puder
ouvir sua voz...
que saudades me deram de estar do seu lado
queria esta contemplando o azul do mar junto com você,
e olhar bem nos seus olhos e dizer,
que só mar sabe o quanto chorei por você.
Andei por tantas ruas,
Vivi tantos amores,
Deixei lembranças e
Vivo de saudades.
Reguei alguns sonhos,
Tantos outros partilhei,
Muitos nem nasceram,
Pela ausência do amor.
Não acumulei riquezas,
nem vivo na pobreza.
a viva me fez nobre.
Sou simples por natureza.
Ainda dói, mas agora não é uma dor tão dolorida, é apenas uma dorzinha de saudade, dor gostosa que fica no cantinho do coração que as vezes me faz lembrar de você, então quando isso acontece surge um sorriso no meu rosto e a dor simplesmente amortece, desaparece, dando lugar a um êxtase
na alma, uma paz, uma sensação indescritível de sentimentos bons e recordações doces.
Desde que você partiu as coisas nunca mais foram a mesma, a gente sofre, porém cresce, aprende, volta sorrir, volta viver, descobre novos caminhos, novos sabores, novos amores, no começo dá medo da solidão, seguir sozinho na escuridão da vida, mas com o tempo soltamos as amarras, tiramos os sapatos e colocamos asas nos pés e voamos para um novo recomeço,para um novo mundo, novo sonho e a vida é surpreendente sempre nos presenteia com algo melhor, quando percebemos estamos sorrindo, sendo felizes como se não houvesse um passado marcado de coisas boas e ruins.
Então sempre é tempo de viver, sonhar, acreditar, ter esperança, sorrir para os obstáculos, nao desistir, amar o próximo, ser gentil, se arrepender, pedir perdão e ser Feliz!
Sergio Fornasari
QUANDO VI TEU ROSTO:
FOTOGRAFIA COLORIDA
RETIDA NA MINHA LEMBRANÇA...
MINHA SAUDADE
FEZ-SE PEDRA PONTIAGUDA
A ESTILHAÇAR-ME A ALMA.
Ausência
(Para minha mãe ,Laura)
De diem in diem (dies primus).
Minuto após minuto, hora após hora
As lembranças vêm, a saudade cresce
E você inexplicavelmente em minha mente aparece
Como é bom amar você, prometo nunca te esquecer!
Dia após dia, sofrendo saudade tirana
A tristeza vem e me chama
A solidão num encanto me seduz
E me engana.
Esse amor estava escrito!
Você veio e como um barco
Ancorou em meu cais
E hoje não me sinto mais tão vazio.
Me sinto tão bem com você por aqui
Que sempre te imagino
Sempre me preocupo e me angustio
Pensando em você fico horas a fio.
Se me sinto sozinho
Quero tua boca
Mergulho em você
Entrego-me a uma paixão tola.
Me dou conta do barulho que o silêncio faz
E da falta de você
Dos seus carinhos, abraços
Da sua calma.
Dê valor as pessoas enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo o suficiente para que elas voltem.
frase do orkut de Jandira Ferreira - post revisitado
SAUDADE
E o dia era só lamento
Lacrimejava o telhado com saudades dela
Nos dias de chuva tudo é mais difícil
O café na segunda xícara a esfriar
Ele ainda não se deu conta
De que ela se fora para sempre
Sua companhia agora, só a dor!
saudades! sim… talvez… e por que não?...
[5 de abril de 2015]
24 horas! reabri hoje o livro a paixão segundo g.h., da clarice. escolhi-o para ser o nosso manual de inexistência mútua. 24 horas. o tempo não é real. saudades! sim… talvez… e por que não?... saudades de feitio estranho. fome de fazer nada ao teu lado, porém a distância fala do seu próprio modo, o tempo não fala, mas canta a sua própria canção. 24 horas sem comunicação. aceito a fatalidade com um sorriso triste. a resposta possível não é possível, amor e mistério. tenho medo da saudade, ainda que ela ande presa a mim.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [2]
[7 de abril de 2015]
segunda-feira. foi a primeira sem ti, detestável. comprei os sorvetes, como sempre, um pouco depois das nove da noite. encontrei-te em espírito na última aula, hesitei, fiz uma pausa. experimentei os olhos afadigados dos estudantes sobre os meus, abandonei a sala para refrear a dor da tua inexistência.
descobri, afinal, que a tua irmã tem a tua voz, como várias vezes disseste. condenei a minha intromissão, queixei-me então do dia, do frio, da solidão e da tua coragem. os sorvetes desfizeram-se, sobre a mesa, entre a pilha de louça suja. justiça poética, acredito. hoje é feriado. tenho a certeza de que cá terias passado a noite… saudades! sim… talvez… e por que não?... onde estiveres, só quero que te lembres de ser feliz.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [3]
[8 de abril de 2015]
trabalhei com afinco, o dia todo – como sempre o faço –, com a vã esperança de libertar-me. então o trabalho não liberta? de pouco adiantou. surgias em cada palavra vitimada que eu lia, e punha-me logo a sorrir como um louco no fim da tarde. guardei o riso para depois, rir sozinho a desgraça alheia não tem graça nenhuma.
hoje tive uma raiva daquelas! voltaram a tirar-me uma das luzes do carro. ao malfeitor brindei as labaredas infernais, mesmo que tenha sido por meio de um haicai muito mal conseguido. são saudades! sim… talvez… e por que não?... falando em poesia, descobri que não eras, afinal, o pote de vida, mas sim a fonte.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [5]
[13 de abril de 2015]
já se sabe que os escritores são uma raça estranha de seres humanos – assunto esgotado. enfadonha seria a sociedade sem, por exemplo, pessoas como o eduardo white, sangare okapi e álvaro taruma. disse-me um amigo filósofo que agora é deputado: ‘os poetas são os humanos mais humanos’. white tinha um coração ainda maior do que o talento. sangare idealiza ilhas e calça sapatilhas coradas (quando não está a encantar serpentes com o fumo do cigarro que se apaga no turbante do aladino). taruma, o condenado, vive mesmo numa ilha, mas é um pirata de terra firme. em comum, a poesia.
sonho. é melhor assim, que pensem que de um sonho se tratou. foi real, ouvi a tua voz. quanta preciosidade numa curta ligação! refiz a nossa última visita ao mar. escalei as pedras e dediquei o teu nome à infinidade das águas e do céu, num voto de afecto alternativo e, talvez moderno.
sabes que tenho uma paixão pela academia, mas está a fartar-me o ensino. talvez devesse ficar exclusivamente na investigação, não sei. o resto conto-te pessoalmente. apeteceu-me um sorvete, como sempre, nas segundas. o teu ficou guardado, com duas lambidelas cheias de ternura. saudades! sim… talvez… e por que não?...
© pedro pereira lopes
SAUDADES/LEMBRANÇA
Márcio Souza.
Eu quero sentir saudade,
Para aumentar meus desejos,
Lembranças, doces saudades,
Dos teus abraços e teus beijos.
MORTE DO POETA
Marcio Souza
Meu mundo perdeu-se as cores,
Transformou-se em saudades,
Já não canto mais versos de amores,
Foi-se embora a felicidade.
Será meu canto de despedida?
Que o próprio tempo revela?
Dessas surpresas da vida,
Que o pobre poeta não espera?
É uma angústia sem fim,
É uma dor que arrebata,
Que tomou conta de mim,
E que aos poucos me mata.
E nessa adversidade sentida,
Levada à própria sorte,
O poeta morre, com a poesia em vida,
E a posteriori, com o seu próprio corpo a morte!
De tantos versos e cantigas,
Hoje é um poeta que jaz,
Sem lágrimas de despedidas,
Que apenas, partiu em paz.
Marcio Souza
SERTANEJA.
Marcio Souza.
É uma saudade que aperta
No peito de um sertanejo,
De uma paixão que desperta,
Sonhos de amor e desejo.
A ti eu daria tudo,
Construía até igreja,
Daria o céu, daria o mundo,
Pelo teu amor, sertaneja.
E nesses meus tristes versos,
E na tristeza do meu canto,
Sertaneja te confesso,
Todo o meu amor e encanto.
É um canto triste de quem chora,
De saudade, é solidão,
De um amor que se foi embora,
E que levou meu coração !
Márcio Souza.
PRESENÇA E AUSÊNCIA
A tua presença é minha companhia,
A tua ausência é a minha descrença,
A tua presença é a minha alegria,
A tua ausência é a minha agonia!
A tua presença é a minha inspiração,
A tua ausência é a minha vida perdida,
A tua presença é a minha canção,
A tua presença é o meu canto,
A tua ausência é o meu silêncio,
A tua presença é o meu encanto,
A tua ausência é o meu pranto.
Presença e ausência, sentimentos contidos,
Sentidos na alma sem explicação,
Da presença ou ausência, de amores vividos,
Nas lentas batidas do meu coração.
Presença é amor é a felicidade,
Ausência é a falta de um querer bem,
Presença é presente, é gostosa é verdade,
Ausência, lembranças, tristezas e saudades!
Márcio Souza
