Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra

"⁠A esperança me reconstrói todos
os dias,
mas a saudade faz com que eu
desmorone todas as noites.

Tantas pessoas sozinhas,
por que elas não se encontram?

Quando dormir lembre que estamos vendo as mesmas estrelas."

⁠🥀
Saudade é uma estrada
que não existe mais.

Mas é por onde nossa alma
adora caminhar...
🥀

Nem toda saudade pede retorno!
Algumas só confirmam que você precisa seguiu em frente.
Atte.
Cleide 🙋🏽‍♀️

O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

Saudade eterna do meu pai…
Hoje me peguei lembrando das coisas mais simples:
do cafezinho passado na hora,
da xícara na mesa,
das nossas conversas sem pressa.
Era ali, naquele momento tão pequeno,
que eu encontrava paz, conselho e amor.
A vida segue… mas existem vazios que ninguém preenche.
O café ainda é feito, o dia ainda amanhece,
mas a sua ausência ecoa em cada detalhe.
O céu ganhou sua presença, e eu fiquei com saudade eterna, silenciosa e cheia de amor!

Viver sem ti é ser constantemente mutilada pela navalha da saudade.




Rosane Brito

Do Vácuo Eterno (Dissolução e Retorno)

“O nada não é ausência, mas pausa do divino.”
“Quem aprende a respirar no vácuo descobre que o silêncio é Deus em repouso.”
“O mago que teme o vazio ainda não encontrou a plenitude.”
“Entre o nada e o tudo repousa a paz que cria o universo.”
“Ser é apenas uma forma transitória de não ser.”
“A eternidade é o instante sem pressa.”

O PRESENTE


Saudade dói, mas é em contraste com essa minha mais doce homenagem que a minha alma te constrói.


Hoje aquele silêncio gritou no meu peito, sem jeito percebi e o guardei com respeito.


Saudade dói, mas é em contraste com essa minha mais doce homenagem que a minha alma te constrói.


Lembranças doces, suaves, que repousam em várias imagens, seu afago tantas vezes me ofertado, hoje tenta preencher aquele vazio deixado.


E do amor que outrora despertou nesse peito apertado que hoje sofre nas minhas várias noites acordado.


Seguir em frente, te honrar em silêncio, assim valorizo nossos momentos, pois de tudo que restou, não foi só saudade, mas um amor que ainda bate, acompanhado da tua imagem.


Fostes embora, me desejastes ser forte, e assim estou seguindo em frente, lutando e com coragem, da tua partida que já nem faço mais contagem, os dias passam, mas para mim, as vezes parecem apenas miragens e um vislumbre do que seria a eternidade.


Sei que dai de cima me observa e deseja que siga bravamente, mas saiba que te amarei eternamente.

Um dos sentimentos mais estranhos do mundo, é saber que um dia, tudo vira saudades, todas as nossas emoções, vivências, experiências e a existência consciente se acaba.




@eliel.kaled✨

Que o silêncio grite…
Pois quem ama não cala…
Que o cheiro da saudade…
Nao se demore a passar…
Que o amanhã seja sempre…
Motivo de festejar a presença…
Que a solidão não faça morada…
Escolher e ser escolhido é o propósito do amar…
Que o tempo não se gaste…
Sem a presença do outro em nosso abraço…
Patricia Feijo

"Ausencietude"

Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.

Saudade do tempo de criança


Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar


saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada


saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade


e da bicicleta velha
que parecia voar


saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde


saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande


engraçado


quando cresceu
deu saudade de ser criança


saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível


porque tem coisas
que o tempo não apaga


a criança ainda mora aqui


nos sonhos guardados
na esperança teimosa


em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou


e que ainda pode acontecer


porque no fundo


a criança nunca foi embora


ela só ficou ali


quietinha


esperando a gente lembrar dela.

Aprendi que a dor ensina.
Ensina a sentir saudades.
Ensina conhecer verdades.
Pois, o tempo passa e ficam as lembranças.
Lembranças, são como heranças.
Vivas sempre estarão
Guardadas no coração.

Eu me sentia invisível ao teu lado,
doía admitir — ausência não se apaga,
o tempo apenas cala o que é calado
e ensina a dor a descansar na vaga.

Segui meu rumo, outra mão tenho amado,
te contei, e o teu “feliz” soou vago:
era verdade ou gesto educado
pra esconder o indizível, sufocado?

Nunca soube se era defesa ou medo,
a tua condição, teu silêncio espesso;
fiquei — porque isso, ao menos, era afeto.

Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso:
se um dia me amaste, guardo o segredo
e peço perdão por culpas que não peço.

⁠ Não chores por mim

Enquanto a saudade bater,
Eu estarei aqui para te ver...
E quando as lágrimas cair
Eu te darei novos motivos para sorrir

Não é que eu queira que me esqueça,
Eu quero que você continue a viver
Mesmo com saudades, tenha esperança
Que em seus sonhos eu virei te ver

Não, eu não quero que chores por mim
Você sabe que sempre amei te ver sorrir,
Quando você chora, eu não estou aí,
Para acalmar teu coração e te ver feliz.

Eu costumava chamar de saudade. Hoje percebo que era apenas o nome mais fácil para algo que eu ainda não entendia. As pessoas que passaram pela minha vida não ficaram — e talvez nunca fossem feitas para ficar. Foram capítulos breves, lições rápidas, presenças que o tempo levou sem pedir licença.
As lembranças que desapareceram não foram injustas comigo. Só mostraram que aquilo já não me pertencia. E os amigos que se perderam no caminho revelaram uma verdade silenciosa: às vezes, a gente oferece mais do que recebe — e chama isso de amizade.
Dói admitir, mas existe um momento em que o vazio não é abandono. É início. Quando ninguém sobra ao nosso lado, sobra a chance de olhar para nós mesmos.
Então eu entendi: não era saudade. Era crescimento. Era a vida empurrando o que não fazia sentido.
E, no fim, fica uma descoberta simples e forte: algumas partidas não deixam falta — deixam espaço para a gente se reconstruir.

Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.

Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo

e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.

O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.

Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.

⁠Na barrenta Joaquim Cardoso, aquele garoto, pés descalços...
Fotografava nas pupilas as saudades de então...
E entre todos os percalços, as doces lembranças
Um saquinho de doces de Cosme e Damião
Para uma criança é tão fácil ter felicidade,
E entre bombons, cocadas e pirulitos eu saboreio este sentimento
Essas recordações me conduzem nas agruras da terceira idade,
E me adoçam até hoje, a existência em qualquer momento

⁠O navio partiu
Com ele, também, foi-se a esperança
A saudade é quem me faz companhia.

Lixão da Saudade:


Vossa tristeza chegou ao fim
Comprovou-se que o infinito tem fim
E que existe outro infinito que não existe fim
Mas existem tipos de tristezas que nos comprovaram diversos boatos da vida


Existe tristeza que se foi Existe tristeza que ainda não se foi
Mas a saudade, é ferida que arde a alma
E ela ainda tem seu reflexo num lixão


E quando ela volta
Ela contra-ataca com imensa vontade
Dessa vez, o infinito não vence
Mesmo com ajuda


Quando se envolve em meus braços
Podem ter infinitas lógicas
Mas quando se trata de saudade
Ela é nunca infinita


Se oferecerem para ela 5000 átomos
Ou um emprego na Via Láctea
A saudade ainda se recusa
Pois o infinito ainda permanece por lá⁠