Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra

⁠A única forma autêntica de liberdade,
é ausência total da vaidade,
e a gratidão ao Criador pela vida...

"Sim, meu amor, eu estou bem, à exceção daquela saudade, minha eterna crise.
Estou bem, até onde a sua ausência me permite.
Sem ti, o bem estar e o estar bem, não existem.
Sem o brilho dos teus olhos, todo fim de tarde é triste.
Os raios do Sol me esfriam, minh'alma congela, meu eu não resiste.
Em teu âmago, o que reside?
A bruma da manhã, sobre mim incide.
Me trazem lembranças doces de gosto amargo, fazendo que da minha sanidade eu duvide.
Quando éramos dois, parecíamos dois corpos celestiais viajando a inenarrável velocidade e que de súbito, no espaço cósmico do amor e do prazer, colidem.
Sim, meu amor, estou bem, vá em paz, não vai ter revide.
Já marquei o enterro da nossa paixão, espero que tenha recebido o convite.
Obrigado por não se preocupar, meu amor, obrigado por ser tão medíocre.
Eu estou bem, até onde a sua ausência me permite..."

"Que sofra, que doa, que se lembre de mim, a ausência que magoa.
Que sofra, que doa, que sinta no peito, uma fração do meu sofrimento, e sofra.
Novamente, que sofra, que doa, eu fui sua cura, sua casa, e me tratastes como lixo, então, do meu eu, parva, vá, voa.
Que sofra, que doa, que clame pelo meu eu, e chore toda noite, a noite toda.
Que sofra, que doa, eu sou o toque que arrepia, eu sou a pele que sua, a palavra que retumba, a última trombeta que soa.
Que sofra, que doa, que tente me esquecer, que, ao tentar matar o meu eu, a sua alegria morra.
Que sofra, que doa, que, após me matar, o som da minha voz esteja em cada sibilo do vento, e, por sua face, uma lágrima escorra.
Que sofra, que doa, que se lembre de mim, sua ausência, me magoa..." - EDSON, Wikney

"Estou péssimo, amor.
A ausência do que me fizera mais vivo, jamais me matou.
Azar o meu, roguei para que o fizesse ao criador.
Estou péssimo, amor.
Só fico bem sob a iluminescência do seu olhar, aquecido em seus braços, sentindo do beijo o calor.
Estou péssimo, amor.
Seu corpo, que era minha fonte mater de prazer, deixou um vazio; eu queria tanto, mas Deus, parece-me, levou-me até a dor.
É só indiferença, rancor.
Queria odiar, queria gritar, mas já não há mais choro; toda lágrima secou.
Quisera eu ir onde você for, ser para sempre o seu redentor.
Eu faria de tudo para lhe fazer bem, ser do seu coração o senhor.
Obrigado por perguntar; jurei não mentir-lhe, então não o farei, minha flor.
Sem você, eu estou péssimo, amor..."

Não se perca pensando demais.
Nem tudo precisa de resposta,
nem toda ausência é culpa sua.


Você não veio ao mundo para ser suficiente
a expectativas que nunca foram suas.


Veio para ser inteira,
mesmo com rachaduras,
mesmo em silêncio.


Viva como quem honra o hoje,
não para consertar o ontem,
mas para caminhar um passo mais lúcida que antes.


Solte o peso que não te pertence,
trate-se com a mesma gentileza
que oferece aos outros,
e siga…
não em dívida com o passado,
mas em paz consigo.

Saudade de um filho ausente


Hoje bateu saudade
Martelando sem parar
Sentimento de amargar
Que machuca de verdade.


Quero que o seu progresso
Lhe dê asas pra voar
E que tu possas voltar
Quando alcançar sucesso.


Sejas feliz, fique em paz
Que aguento tua falta
Com essa dor que maltrata
Que a tua ausência faz.


Eu choro com tua ausência
Mas eu posso ir te ver
E teu abraço receber
Contigo ter convivência.


Mas me lembro de repente
De mães que sofrem bem mais
Que os filhos verão jamais
Quando a dor é permanente.


A Deus tenho clamado
Que Jesus olhe por ti
Já que não estou aí
Filho querido e amado.


E que conforto possa dar
Às mães que têm chorado
Pelo Senhor já ter levado
A quem mais vieram amar.

As coisas mais lindas acontecem na interação do amor e na ausência de controle. Outra coisa linda pode ser tudo o que a fé tem pra te mostrar quando você atinge a ausência da dúvida. Mais lindo ainda é aceitar o caos na sutileza dos sentidos.


Alessandro Lo-Bianco

Eu penso em muitas coisas, de outras eu recordo, de outras tenho saudades!
Pensamentos vêm e vão!
Recordações chegam e passam!
Saudade vem, faz sofrer e vai embora!
Já ela, na minha mente, não passa, nem vai embora... ela está sempre ali o dia todo, o tempo todo, o ano todo! Ali guardadinha no meu coração!

Se eu penso nela?
Pensamentos vêm e vão!
Se eu tenho saudades?
Saudade machuca mas passa!
Se eu lembro dela?
Quando se lembra é porque em algum momento se esqueceu!
Mas ela nunca vai!
Ela nunca passa!
Ela mora em minha cabeça, tá ali em meio ao mundo confuso dos meus pensamentos!
Ela está ali entre os risos e lágrimas, entre a multidão e a solitude!
Ela está sempre ali, dentro do coração!

Transbordando

Demétrio Sena - Magé

A saudade que levo é de algum tempo
muito antes da bolsa que habitei,
vem de quando não sei nem rebuscar
nas memórias em sobreposição...
Ela dói com pungência que aprecio,
pois me dá fundamento; identidade;
tece um fio que aponta pro sentido
que não vejo nos dias por aqui...
Peço a volta no tempo inexcrutável,
já não acho saudável tanta marcha
neste rumo que aponta pro vazio...
Quero ir, os meus passos estão leves
e preciso entender a própria rota
ou a gota que avança minha margem...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Não pense que repetir o ciclo de sumir e reaparecer na minha vida vai me fazer sentir saudade. Para começar, eu não sinto saudade de quem escolhe a ausência.
Sou alguém de demonstração constante de interesse, não por carência, mas porque não gosto que me vejam como insensível. Quando gosto, demonstro — e demonstro de forma clara.
Respeito o seu espaço e cuido da maneira como você se mostra, justamente para que a minha interpretação nunca seja injusta ou equivocada.

Quando a lua esbarrar no mar...
Quando a ultima estrela.deixar
seu rastro de saudade na imensidão...
Talvez seja o hora de lhe falar
Das borbulhas de amor no olhar
Das noites que passo a suspirar
Da paz que encontro em seu olhar
Sei que sua alma cigana quer ficar
Mais logo vai voar se aconchegar
em horizontes no qual não faço parte...
Quero seus momentos...Sorrisos soltos
Sonhar em meu ninho...Mais depois ...
O que impota...São os minutos que conto
Para sermos nossos ...Esses São eternos
Me fazem sonhar e querer mais ... E mais...
Sei que sempre volta ...Em tardes brilhantes
Ou em manhãs perfumadas na primavera
Pois esta com um pé preso em uma estaca
Fincada no meu esperançoso coração...
Sou seu ninho...feito com fios de luz
Que a cada verão se renova entre outros
Para curar seu coração aventureiro...

Saudade é:

O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...

NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

CBTU - FORTALEZA-CE

Saudade dos nossos nostálgicos TRENS CBTU.... Havia um tempo, que nunca se andava de trem sem antes sentir aquele velho frio na barriga.

O avexamento de nossos pais;
O nervosismo se apresentava em todas as vezes.

Nos trens, parte da infância se construiu, pois éramos rotina deles mesmos.

Não havia vagão sem os inesquecíveis vultos antagônicos do dia a dia.

Eram eles que, diariamente, desde o primeiro engate ganhavam a vida. O pão de cada dia.

Não havia vagões sem os Crentes, as fitas cassete ou sem "Cristo está voltando".

Não havia vagões sem os pedintes e nem sem os vendedores de qualquer coisa (Caramelo).

Todo cego e seu pandeiro, fazia de seus sons um movimento mais que o inconfundível.

"tata tata tata e o toin-toin-toin"

A Estação João Felipe era sempre uma aula de história despercebida. Nos mosaicos pisavam milhares de pessoas, as quais iam e sempre voltavam.

Em toda entrada ou saída haviam os toques repetitivos das catracas.

Não havia trens sem a regra: "Não pode ficar nas janelas, pois pedras podem vir!"
Jamais será esquecido os cartazes de rostos machucados por pedradas nas janelas...

Acima das portas um adesivo, e este ilustrava o itinerário com linhas e bolinhas em suas retas.

As portas eram disputadas pelos jovens da época, era um atrativo de aventura e perigo.

Os sons dos engates, freios e pedradas na máquina forte estão martelando até hoje em nossas memórias.

Aquelas máquinas eram bravas, fortes e imbatíveis! Eram como dragões que soltavam fumaça a todo tempo.

Pelos amantes dos trens, será sempre o melhor. Inesquecível! Insubstituível!

⁠No terceiro dia, que o coração agoniza de saudade,
no terceiro dia, que lembramos o quanto éramos felizes juntos.
No terceiro dia, que nos perguntamos o por que da partida,
mesmo sabendo a resposta.

No terceiro dia, que penso que deveria ter feito mais, pra você ficar ao meu lado.
No terceiro dia, lembro dos nossos beijos calorosos, dos nossos abraços como se fosse a ultima vez.
No terceiro dia, percebo que já esquece até o seu perfume.
E só a saudade e as memorias me restou.

Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.

Do passado, guardarei apenas as saudades.
Do presente, o desejo.
E do futuro, a pressa dos sonhos.


Não sou aquele que ensina,
sou o que aprende.
Pois na ausência da luz,
é no menor clarão que encontro minha devoção,
e, quando o sol me envolve inteiro,
desprezo àquilo que um dia jurei amor eterno.

Ao responder sobre
mim,
recitei minhas saudades e
meus medos,
então em uma coragem
esquizofrênica,
eu me 'interlecutei' com
"Onde me fixo?"
e me 'enlucidei' vago,
como um ponto e vírgula
em meio a um
papel em
branco.

💔 Um Soneto da Ausência Desvanecida
A respiração se prende, e agora a verdade é clara:
A fachada brilhante acabou, o amor terminou.
Encaro o silêncio que guarda o medo,
E descubro que não sou um amante arruinado e abandonado.
Pois neste espaço árido, devo atestar,
A crença fundamental que arrefece o fogo do espírito,
Aquilo que lamento, embora outrora uma busca sussurrada,
Nunca foi real, portanto o amor nunca existiu.

Foi uma troca de anseio, imperfeito e breve,
Uma dívida fantasma da qual o coração não pôde escapar;
A dor precede e permanece como principal,
E a solidão veste a forma exterior da paixão.
Assim, neste quarto vazio onde as sombras se encontram,
Amor e solidão são sinônimos, doce,
Pois amar é dar o que não se tem
a alguém que não o quer, gravar
Um vazio sobre outro vazio e chamar-lhe graça.