Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Às vezes a vontade de lhe abraçar consegue ser mais forte do que a saudade;
E a sensação de você transcende quaisquer sentimento de prazer;
Quero a sua amizade e por toda vida... Em um nível fora de padrão que invada o familiar de nossas vidas...
Quero ser o seu melhor amigo, compartilhar dos seus problemas e festejar junto de ti como um irmão protetor...
Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.
Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.
A maior felicidade é a ausência de luto
Mas quando o filho se vai, a dor é real
Paz real é a paz sem despedidas
Mas a família distante é um vazio a preencher
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama
Ignorar a perda é viver na bem-aventurança
Mas a saudade de um filho é uma dor que não passa
Que a memória do amor compartilhado traga conforto
E que a esperança de um reencontro ilumine o caminho
*:*
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama
Para sobreviver
À tua ausência
Moro numa casa
Onde mágicas paredes brancas
Soletram melodias de amor
Nas letras vivas que te escrevo.
Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.
Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.
Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
Saudades
Sinto saudades dos momentos que passaram em minha vida do qual sei que não voltam mais.
Saudades da suave lágrima que escorria em meu rosto, sem esforço, do grito de dor preso na garganta.
Saudades de ter quem amar, aguardando ansiosa o momento de sua chegada.
Saudades das vezes que corria para teus braços, todas as vezes que sentia medo.
Saudades de viver loucos amores, sentir o doce perfume de uma louca paixão.
Saudades dos beijos apaixonados, nossos corpos suados, ter seu cheiro entranhado, seu nome cravado em mim.
Agora só me resta essa saudade de sentir saudades.
Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!
Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!
Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.
Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...
Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!
Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.
Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.
O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.
Marília Masgalos
A Estranha Geometria da Ausência
Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.
Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.
Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.
Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.
Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.
Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.
A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.
Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.
Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?
Em homenagem ao meu amor que escolheu partir desse mundo me deixando em eterna saudades. Todos os poemas aqui escritos por ele está assinado como "IL"
Poemas que ele deixou para mim em uma cruel, amarga e dolorosa despedida.
O Grito que Mora em Mim
Eu amei alguém
que virou ausência.
Não porque quis ir,
mas porque a dor falou mais alto
do que o amor que o chamava de volta.
Ele era casa
num mundo onde eu sempre fui visita.
Era paz nos dias em que minha mente
era guerra.
Era silêncio bom,
daquele que não machuca.
Guardei meu grito por anos
porque achei que não tinha direito.
Porque me disseram, sem palavras,
que amar não me dava permissão de sofrer.
Mas deu.
Deu e ainda dá.
Há três anos
o tempo anda,
mas meu coração ficou sentado
no mesmo lugar,
esperando alguém que não volta
e se culpando por não ter sido suficiente.
Eu tentei ser abrigo.
E fui.
Por um tempo, fui luz.
Mas até a luz cansa
quando o escuro é profundo demais.
Hoje, carrego um grito no peito.
Um grito sem endereço,
sem ouvidos,
sem resposta.
Um grito que não quer morrer —
só quer ser ouvido.
Não quero esquecer
porque esquecer seria perder de novo.
Só quero lembrar
sem sangrar.
Se algum dia alguém me amar,
não será no lugar dele.
Será ao lado da cicatriz
que ele deixou em mim.
Porque eu não sou feita só de perda.
Sou feita de amor que foi grande demais
para caber no silêncio.
E enquanto eu respirar,
ele vive
no espaço exato
entre a dor
e o que ainda insiste em bater aqui.
Aprendi a conviver com a ausência
como quem aprende a respirar debaixo d’água.
No começo doeu,
os pulmões queimavam de lembrança,
mas depois o corpo se acostuma
a viver com menos ar,
com menos riso,
com menos você.
Às vezes ainda emergem memórias
como bolhas —
estouram rápido,
mas deixam o peito pesado
por horas.
Dizem que, com o tempo, tudo passa,
mas a saudade de você nunca passou.
Gostaria de te ter aqui,
te mostrar o meu valor
e a neta incrível que uma de suas filhas gerou.
Falam que precisamos aceitar a perda,
mas como?
Fingindo não sentir falta
e sendo rude quando falam sobre?
Confesso que, se tivesse você aqui,
as coisas seriam mais fáceis…
Bem, eu arrisco em dizer que seriam.
Quero poder ser o que não foram,
para que você veja e possa se orgulhar.
Me pergunto se aí de cima você ainda me olha,
e se, me olhando, ainda se orgulha,
se ainda sorri pra mim
se o seu amor por mim não acabou no seu desviver
Porque uma das razões do meu viver
é você.
"Com Deus, o corpo se torna templo e a alma encontra o seu descanso, não na ausência de problemas, mas na presença da Paz."
-Dr. Diogo Sena
Senti frio mesmo estando perto de você, moça bonita.
Não foi o vento, foi a ausência.
Percebi que os teus carinhos já não caminham na mesma direção que os meus,
que a sintonia se perdeu em algum silêncio não dito.
Não sei o motivo de tanta indiferença,
nem sei se quero saber.
Algumas verdades doem mais quando explicadas.
O frio que veio de você não foi acaso,
foi resposta.
E às vezes, aceitar o frio
é mais honesto do que insistir num calor que não existe mais.
Por trás de um olhar uma saudade, por trás dessa saudade um adeus mal dado, nunca dado. Por trás de um olhar uma dor imensurável, dor de amor, de saudade. Por trás de um olhar uma alma, que por mais que você tente camuflar, ser apático ou não sentir, ela te entregará pois, frente à alma o coração e a frente desse...teu próprio olhar. A alma mora no olhar!
Flávia Abib
Há dias em que o silêncio pesa
como se a casa estivesse cheia de ausências
O tempo passa
mas não passa por mim
ele apenas me atravessa
sem pedir licença
Carrego sorrisos que não uso
palavras que nunca disse
e sonhos que ficaram
encostados no canto da alma
Não é tristeza gritante
é esse cansaço manso
de existir sentindo demais
e sendo pouco sentida
Algumas noites
eu não choro
apenas fico
olhando o escuro
esperando que ele me entenda
A solidão não é ausência.
É presença de si.
É quando o ruído do mundo se cala
e a alma finalmente se escuta.
A solidão não é solidão —
é evolução, força amadurecida, sabedoria em silêncio.
É reconhecer a própria nobreza
sem precisar de aplausos ou testemunhas.
É estar em paz vivendo no caos,
inteiro mesmo quando tudo ao redor se fragmenta.
Quem abraça a solidão não foge do mundo:
aprende a caminhar nele sem se perder.
A Vida é Feita de Saudade.
A vida começa sem saber o nome das coisas,
e já ali nasce a saudade
do ventre quente que nos guardava em silêncio.
Choramos não por dor,
mas porque algo ficou para trás.
Na infância, a saudade tem cheiro de terra molhada,
joelhos ralados e mãos sujas de sonho.
Sentimos falta do dia que acaba cedo,
da tarde que nunca deveria terminar,
do colo que sempre estava ali.
Na juventude, a saudade aprende a amar.
Ela se veste de promessas, de partidas,
de pessoas que passam rápido demais.
É quando descobrimos que nem todo amor fica,
mas todo amor ensina.
Na vida adulta, a saudade pesa.
Ela mora nas escolhas não feitas,
nos caminhos que exigiram coragem,
nos abraços adiados pelo cansaço.
Aqui, aprendemos que o tempo não espera.
Quando os filhos crescem, a saudade muda de casa.
Ela passa a morar nos quartos vazios,
nos brinquedos guardados,
no silêncio depois do “boa noite”.
E entendemos que amar é também deixar ir.
Na velhice, a saudade se torna companhia.
Ela senta ao lado, sem pressa,
folheia memórias como quem reza.
Já não dói tanto — ensina.
Mostra que tudo valeu a pena.
No fim, percebemos que a saudade
não é ausência,
é prova de que vivemos.
E que cada fase da vida,
se vivida com presença,
vira eternidade dentro do coração.
