Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
A saudade é um sentimento que, às vezes, vem como uma adaga, muito bem trabalhada, fazendo com que um frágil coração seja afligido, causando tormento de lembranças, ora em sorriso largo, ora com nó na garganta, enfim, fazendo com que as veredas do passado se tornem um imenso deserto no presente.
Sentimento complexo, palavra simples, mas cheia de significados. A saudade carrega junto de si um misto de sentimentos, a felicidade e a tristeza nela se confundem.
O choro vem livre quando acompanhado da saudade, às vezes seguido de tristeza. Ela se divide no tempo. Tem a saudade de alguém que foi pra longe por um tempo, mas que volta. Tem a saudade "boa", aquela que nos remete à bons momentos da nossa vida que, apesar de não voltar, sempre nos traz um brilho nos olhos. Tem a saudade dos amantes, que contam os momentos para se encontrarem. Mas a saudade mais difícil de lidar é aquela de alguém muito querido que se foi. Ah! Essa saudade dói, machuca e aos poucos tende a atenuar mas nunca a passar! Ainda enche os nossos olhos de lágrimas, mas é a certeza de que amamos alguém de maneira profunda e verdadeira. Seja qual for a sua saudade, lembre-se: só sente saudade quem amou e viveu intensamente!
Estou pronta para parar de sentir saudades. Estou pronta para experimentar coisas novas.
Meu silêncio que agride e a sua ausência que lhe matará. Quando alguém me agride, eu absorvo e devolvo para ele a reflexão.
Saudades do meu amor, só queria poder acordar amanhã sem lembrar de nada.
Talvez a dor poderia ser menor.
Todo dia é uma luta. Do nada, bate aquela saudade… e o pior é saber que nem um ‘oi’ posso dar. No fim, viramos isso: estranhos que já se conheceram demais.
Se o tempo tem o poder de nos dizer quem são as pessoas, a saudade tem o poder de nos ensinar quem é importante para nós.
Quando a ausência do bom senso de alguém afronta a minha maturidade, percebo que o tempo ensinou-me a crescer.
A ausência de perdão é uma prisão onde o prisioneiro carrega as chaves do cárcere penduradas no pescoço.
Saudade não é apenas lembrar. É sentir o vazio de algo que já foi, mas que nunca mais será igual. É o eco de um momento que ficou no passado, mas que ainda bate no presente. Saudade dói porque nos lembra que o tempo não volta, que as pessoas mudam e que o que um dia foi, nunca será da mesma forma outra vez.
A saudade não faz barulho. Ela se esconde nos detalhes, no perfume esquecido na roupa, no café tomado sozinho, na música que toca sem avisar. Saudade não grita, mas ecoa onde ninguém pode ouvir.
O tempo leva pessoas, momentos, histórias. Mas a saudade é o eco do que foi bonito demais para ser esquecido. Quem partiu ainda vive na lembrança, nas palavras que ficaram, naquilo que o coração se recusa a deixar ir.
Saudade é quando alguém parte, mas nunca sai de verdade. O corpo se vai, mas os gestos ficam, os risos permanecem, os momentos insistem em visitar a memória. Há ausências que pesam mais do que presenças distraídas.
A saudade é um espaço vazio que insiste em não ser preenchido. Tentamos seguir em frente, mas ela nos acompanha como sombra, lembrando que há coisas que não voltam, mas nunca realmente partem.
A força não é ausência de fragilidade, mas a coragem de seguir em frente mesmo quando tudo dentro de nós treme.
Envolvo cada pedaço seu e alivio a dor da ausência com a memória da existência de que vamos nos encontrar. Seu beijo é vivo e o calor da sua ausência me consome. Quero-te na intensidade de um olhar, te quero na manhã de um despertar, te espero para saborear o mel trazido pelo gosto gostoso que é beijar você.
