Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Saudades e anseios por um lugar em que só escuto falar, mas que no profundo sei que este lugar é o meu lugar de origem.
Você me disse pra fugir, me esconder onde a saudade não aperta, onde não cabe existir vazios dentro de mim. Mas aqui não cabe nada, só cabe sentir tua falta com o desejo de querer te pertencer mais um dia. Tem dias longos, tem chuva que custa a passar. Tem paredes vazias, quadros sem retratos, espelhos quebrados, histórias sem pudor. Tem o que eu mereço ter por perto, com a insegurança de não saber mais quem eu sou. Mas fica tranquila que um dia tudo volta, tudo se conserta, e eu poderei ver, novamente, o encontro de nossas almas com o arriscado sentimento de afetar o teu saudoso amor.
Há quem ignore sentimentos profundos, pois é mais fácil aceitar a ausência dos sentidos do que acreditar que por dentro existam eles.
Nessa atmosfera intensa, agora me encontro suspenso, destinado aos cuidados dessa saudade alheia. Ah se ela conseguisse escapar aqui de dentro!!! E talvez assim eu lhe visse adentrando pela porta aberta, atingindo de cores todas essas paredes cinzas que permanecem esquecidas nas limitações de um dia sem suas cores circulares que transbordam lentas e contidas de uma vontade avassaladora de sentimentos. Quem sabe assim você pudesse chegar como grãos de areia desenfreados que em instantes espraiaria toda essa sala!!! Vou colocar aquela calça que você me deu e regozijar-me nessa manhã, recuando qualquer tentativa incômoda que me afaste de você.
tenho saudades daquele riso que me tornava alegre e que eu acreditava que seria perene, quando só existia confiança e ainda que frágil me sentia protegida.Inunda-me o silêncio, estende-se pelo meu corpo, penetra nas minhas raízes, entrança-me as palavras nos lábios, e estorva-me o ar que respiro...
É melhor ter uma vida sozinho sem sentir saudades, que ter lembranças de alguém com fragmentos de felicidade.
Tenho sido tão repetitivo mas, não há manhãs que a saudade de você chegue menos abrasiva. Ontem o carteiro apareceu deixando sua carta, caminhando devagar fui lendo trechos em que você dizia também estar guardando uma saudade. Disse ainda que sente falta dos meus braços e desconhece outros beijos e cheiros. Enquanto o café esfriava reli dez vezes o trecho que você me queria para cuidar de ti, que meus carinhos de manhã é o que você deseja e o meu amor ainda permanece nos seus lençóis. Ainda existe aquela parte de mim que você adora, aquela em que olho fundo nos seus olhos enquanto canto aquelas cantigas ou coisa assim, de um jeito ainda que sem jeito mas, que você entende que elas sempre principiam as nossas lembranças. Ainda acordo de manhã e lembro-me dos dias que não envelheceram, das vezes que te segurava por mais um tempo nos mesmos braços antes de você sair e fechar a porta. Daí me afundo no travesseiro e peço silenciosamente que o sol continue nos deixando a mesma impressão e que o dia continue escorrendo sobre nós ainda que na forma mais farpada de saudade porém, a nossa indizível e absoluta verdade, o amor.
E lembrarás que não sentiremos culpa, não inventaremos maneiras para permitir que uma saudade opaca fique entrecaminho dos nossos dias futuros. Não amenizaremos nenhum sorriso, nem deixaremos encolhido, cinza e distante qualquer lembrança daqueles dias de inverno, dos momentos que deixamos nos pertencer às solicitações de felicidade que chegava inteiro, consciente, todas as manhãs que você acordava em mim e o dia por si recusava-se a não estampar um céu claro e amarelo. Haverá tempo e os dias seguirão assim quando acordarmos de manhã, eu desenhando pingos de chuva e nuvens brancas enquanto você amontoa as estrelas.
E se a saudade insistir muito em ficar aqui tentarei dobrá-la num gesto ou numa palavra e fugir num momento oportuno. O dia hoje apareceu meio escorregadio, me levando para você numa consciência espreita e impossível de recuar. Os pratos estão na mesa, os chinelos ainda estão pela casa e o carteiro ainda não passou. Vou amenizando sua lembrança e deixando bem de leve aquele sorriso, distinguindo as surpresas para o dia. Vou esparramando sobre a mesa aquelas palavras que você me disse e dessa forma segurar forte comigo as satisfeitas lembranças que ficaram cercadas, impossíveis de serem interrompidas. Talvez eu te espere naquele mesmo bar da esquina. Enquanto isso ficarei desvendando os segredos do dia, esparramarei um pouco mais de amarelo adornando essa tarde branca e silenciosamente ficarei com você, nesse pensamento indecifrável, em primazia absoluta de te encontrar brevemente.
Tenho saudades da igreja...
Eu tenho tido saudades da igreja, não porque eu esteja desviado ou algo do tipo. Tenho tido saudades da igreja, não por causa do afastamento obrigatório, devido à pandemia, não, não é por isso. Eu tenho tipo saudades da igreja porque algumas igrejas não têm sido igrejas de fato. Tenho tido saudades de irmãos que amam irmãos, que se importam, que são menos frios e zombeteiros. Temos tantos “teólogos” com seus monólogos extensos e frios, completadas com sua postura arrogante e sorriso cheio de zombaria, mas nenhum amor prático para completar todo seu arcabouço de leitor voraz da palavra. Quiçá pudéssemos ver um bom samaritano! Ao invés disso temos muitos sacerdotes, descendo pelas estradas e atravessando para o outro lado ao avistar aquele pobre miserável que havia sofrido por circunstâncias difíceis. Ou temos levitas, que também o vendo, passa ao outro lado. Nossas bíblias são tão reformadas, nossas vestes, canções, igreja e até nossa “fé” se diz reformada, só falta mesmo ser reformado o nosso coração. (Desconhecido)
Sentirei saudade, mas ali realmente não é mais o meu lugar. Eu preciso encarar a situação. Não vou deixar que as outras pessoas definam quem sou.
Uma luz tão reluzente, que só de ver meu espírito consegue sair da escuridão do medo;da saudade! que destroça meu peito! E que permite que meus olhos voltem a enxergar a beleza da vida; Assim se faz você meu anjo bom, que desceu do céu para salvar minha alma.
Saudade é um rosto esperançoso de carinho, sol tímido das manhãs invernosas
Saudade é o aguardar pacientemente a mudança da estação.
