Poemas de quem Deu um Fora
Agora você faz parte de um jogo de xadrez, desconsidere gêneros e escolha: Que peça você será?
O Rei? Peça mais importante do jogo. Ou a Rainha? Com toda sua liberdade, força e flexibilidade. O Cavalo talvez? Diferente, único, estratégico e cheio de estilo. Dentre os outros, o Peão? Menor peça do jogo, limitado, fraco, reprimido, considerado o sacrifício. É, esta última, não parece uma boa opção, mas, talvez seja a melhor das opções.
O peão é aquele que casa a casa vai chegando onde deseja. Seus movimentos são detalhadamente pensados, seguindo sempre em frente, pois ele nunca poderá voltar atrás. Uma característica para poucos, uma característica para os fortes. Observo também, os peões na linha de frente, como uma muralha, preparados, ou não, eles estão ali para enfrentar seus adversários face a face, seja ele quem for. Estão dispostos a ir até o fim, lutando para proteger sua entidade maior, a qual ele acredita, ama e dedica sua vida. Outro ponto importante, se não o mais, o peão é uma peça “pequena” alocado no tabuleiro em sua grande maioria, sendo a única peça que ao chegar do outro lado é coroado, podendo tornar-se qualquer outra peça. Este é o Peão. Possivelmente a maior e mais importante peça do jogo.
Passo a passo, consciente, batalhando e crescendo. Vencer? De repente... A vitória não é certa, contudo, saberemos apenas depois de tentar.
Afinal, que peça você será?
Éramos tantos
Todos ligados
A um único sentimento
Mas cada um em si
Tão externos
Distantes e perdidos
Os olhos na janela
Nas páginas de um livro
No chiado da TV
No breu do quarto
No fundo de nós
Em introversão
Regressão
Desistência
Desistência da desistência
Porque descobrimos
Que não se pode parar
Então seguimos
Assina-se os papéis
Sela-se o contrato
Nos declaramos cientes
De que cedo ou tarde
Dali de dentro
Seremos arrancados.
A thousand words in your tea
Sente-se
Tome um chá
Sem pressa
Já logo aviso
Está quente
E não vai esfriar
Espero que goste
Muitos amam
Outros odeiam
Mas é assim
Ardente
Do começo ao fim
Nos intervalos
Mil palavras
Vamos mergulhar
As horas vão passando
Os minutos se escorando
Os segundos se acabando
E então?
As chamas estão acesas
Vamos
Tome o chá.
Presente do Destino
Um anjo lindo
Que me trouxe a felicidade
Puro como o raio do Sol
E o azul do céu
É o que vejo em seus olhos
Um encanto, um menino
O presente do destino
O carregarei
Até que suas asas se curem
Te guiarei
Pois seus sonhos
São meus sonhos
E não há nada nessa vida
Que de ti vai me afastar
Você veio
Pra preencher a solidão
Fazendo mais feliz
Acabou a ilusão
Esta canção que estou escrevendo
É o plano de Deus pra mim
E agora eu entendo...
Ontem adormeci com a minha alma mais tranquila depois de um turbilhão de pensamentos e sentimentos que me envolveram por duas semanas. Não foram fáceis esses dias de luta contínua para entender o que aconteceu...
Após a tempestade que se apoderou de mim a calmaria chega a me deixar vazia, não encontro minha substância, meu conteúdo... e sei que se foi porque ele roubou muito de mim.
Dias à frente sem perspectivas porque depois da tormenta estou exausta, machucada. Mas sobrevivi. E temo só de pensar em quanto isso me mostrou que quero alguém para chamar de meu amor, após tanto tempo...
Quando anoitece espero ver um anjo...
Mas sempre o vejo num sonho,
Calma, Será que é real?
Salvei, Saudações a vida é um sonho,
Acorde... Estenda suas mãos...
Mergulhe na escuridão,
Somos estrelas que se apagam nos céus.
Descobri que sinto...
Um amor, um sentimento
Que batem em meu coração
O sentimento que tenho por ti
Não é uma fantasia, nem uma paixão
O que sinto por você
Se chama: amor
Foram mandados muitos te amo em vão,
pois no final cada um foi pro seu lado e ninguem amou ninguem.
Mas e se ainda houvesse amor,
não teria a mesma paz que o primeiro teve, nem a mesma intensidade.
Não seria amor...
Antônimos
Estou cansada da vida, mas não de viver. Sigo um caminho vazio, cheio de pessoas insípidas. Mais uma noite fria chega com o fracasso das minhas incógnitas.
Estou farto de toda essa lírica crítica, da promiscuidade contida, da hiperatividade distinta e desta patética vida.
Estou farta do que dizem não caber no peito, mas é meu por direito, do que me negam na jornada. Cansada da falta de bom senso, propensa à escuridão, e me permito falhar...
Fecho a porta e escolho deixar-te para trás. Respiro fundo, um brinde a este mundo que não me pertence mais.
Salto para a imensidão, com a tua presença eternizada em meu coração. Tu me tornaste uma prisão em meu peito, fruto de uma dor que não cessa.
Se prometes tudo, e tudo que entregas é nada.
E, não haverá um só dia sem arrependimentos e sem penúria.
Pois seremos todos tombados e levados ao juízo final até ao último reduto de nossa mísera humanidade. E, quiçá será expropriado de cada homem o seu demónio pessoal e levado a prestar contas. E não haverá homem algum consciente de sua audácia e liberdade para declarar-se "puro", porque a maldade remonta carácter e tal pesará à balança da verdade toda a imundície que carregas ó homem terreno. E será assim até ao infinito final.
Falência adiada até que decaias em sua própria vergonha e tenhas compaixão de si mesmo. Pois o Senhor é o seu Pastor e nada te faltará enquanto nele credes.
Aos poucos limpo meu peito.
Tiro a dor da distância.
Tiro saudade de um amor.
Tiro o amor e deixo o carinho.
Com o tempo as coisas vão tomando rumo.
E o livro com folhas rasgadas , ganhará novas histórias!
CELA DE SALA
Enclausurado em minha sala
eu vejo TV
vejo TV e me acorrento na tela
... Sou um preso dessa esparrela
que me atrela em cadeados
e correntes , d'essas mentes
que mentem...
Desses olhos que sentem, e
essas bocas que se dizem crentes.
Enclausurado em minha sala
recebe palmas do nada
e continuo preso...
Nessa cela espalmada,
entre quatro paredes e um ar
um sofá para imaginar...
E a vontade doida de voar.
Antonio Montes
Sem sol, sem lua, apenas o sangue escorrendo em minha alma, assassinada por um amor não correspondido, sem sonho, sem desejo, apenas corpo, vazio, de alma, de sangue, de dor, de existência.
Viver uma vida fora do útero de uma mãe, sem uma luz ou uma sombra para seguir, sem a dor da existência, sem o medo da realidade, voltar a matriz energética do mundo, dissolver-me em átomos de dor e agonia, carbono e hidrogênio, oxidação explosiva, metano e enxofre, dissipar ao solo.
Não morrer e não viver, apenas não existir, não nascer, não querer, não poder, não...
Concentre-se, pra sempre, pra sempre, pra sempre, pra sempre.... Pra sempre, pra sempre, pra sempre... Eu acho você, em energia, energia, energia... Eu sei que você me sente, me sente, me sente... Eu te ajudo a achar o caminho, pra sempre, pra sempre, pra sempre...
Vaso Chinês
Porcelana frágil, bordado ao acaso
Com um tal dragão nele cunhado
Em perfumado luzidio dourado.
Delicada forma, reflexo Parnaso.
Vaso chinês, arte, audaz talvez,
guerreiro, porém, alma de vaso.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Maio de 2018
Cerrado goiano
“Amigos nascem no campo de batalha, entre um ataque e uma dor; nascem do mais improvável momento, mas nascem como provisão do céu.
Amigos são as nossas melhores escolhas, a família que D’us nos deu o direito de escolher; não precisam ser muitos, só precisam ser verdadeiros. Às vezes apenas um, mas um que seja Leal. E para sempre.”
Acabou!
Mais não tem um dia que eu não passe pensando em você!
A minha maior tristeza é saber que ainda nos amamos, e como é bom quando depois de meses recebo assim…. do nada uma mensagem sua.
E sempre do mesmo jeito:
Oi!
Tudo bem com você?
Passando para te dizer que estou com saudades de ti!
Podemos nos ver? Preciso tanto de um abraço seu!
Aí começamos tudo de novo!... Aquela troca de mensagens afetuosas que rapidamente evoluem para encontros marcados… E morremos de amor um nos braços do outro.
E como é bom estar em teus braços amor! Eu não queria nunca mais na vida sair daquele quarto!
Ficamos até planejando em como caberia bem uma pia e um fogão ali! Viveríamos de amor!
Oro para Deus todos os dia amor, para nunca mais ter que passar pela tristeza que eu sinto toda vez que faço o caminho de volta pra casa e tenho que deixar você!
Eu sei que eu sempre estarei aqui te esperando voltar pra minha vida, nem que seja pelo mínimo tempo o possível. Nem que seja só pra vir brigar comigo!
Eu sempre estarei te esperando…
E vou ser a mulher mais feliz do mundo quando você puder ficar pra sempre!
Eu ainda vou ouvir você dizer que “sim” no altar para mim!
Há um desejo avassalador em meu coração de arrancar a agonia do escárnio que existe em minha vida. Há um desejo de me tornar aquela a quem sempre desejei ser e sempre tive preguiça de perseguir.
Há um desejo de viver aquilo que eu nunca consegui por medo de tentar.
Há, antes de tudo, um desejo gritando, ecoando em meu coração... há um desejo de ser eu.
E esse, eu nunca tive, o que torna tudo tão mais especial.
Há o desejo de ser alguém que eu nunca fui. De amar como nunca amei.
Há o desejo de me amar como nunca fiz, e essa é a melhor angústia que já tive.
No fim de tudo, o que quero é apenas ter a certeza de que vivi da melhor forma, de que fui feliz e fui triste... e que alcancei o que havia em meu destino alcançar.
No final de tudo, eu só não desejo partir sem ter pelo menos tentado ser feliz e sem ter pelo menos uma vez conseguido...
A nossa história é um livro pronto!
Então, tudo que fazemos ou falamos,
DEUS sabe de tudo: PASSADO, PRESENTE & FUTURO!
O amor é a paixão metamorfoseada em letra, poesia, e canção... Em um único ato...
© Luciano Spagnol
Poeta do Cerrado
Cerrado goiano
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