Poemas de quem Deu um Fora
Os desejos passageiros não podem ser maiores que as lembranças que nos fizeram bem... Quando a gente encontra ou reencontra aquela pessoa que fez nosso coração bater freneticamente por muitos instantes e a gente se depara com as dúvidas que nos cercam, sobre como ela passou seus dias sem nós ou como poderíamos ter dado certo antes, vem aquela dor de não nos permitir. Porque o ser humano se permite muito pouco!
Nós não nos permitimos mudar de opiniões, não nos permitimos outras chances, não nos permitimos o DIREITO de ser feliz sem nos importar com a opinião mesquinha dos outros.
Por isso, não deixe as opiniões alheias conduzirem seu modo de vida. As pessoas têm a triste mania de não viverem a própria vida bem e exigirem de você explicações e atitudes que talvez você não queira ter, nem dar!
remanescentes na manhã
podemos viver do que jeito que desjar-mos viver!
abraçar a sorte de nossas proprias maos!
podemos criar mil desculpas e ideias
sonhar o mais simples dos sonhos!
só a pureza do amanha, faz sermos remanescentes de mundo
que se destrói dia apor noite, palavras apos julgamentos!
só os que matam a frieza, alcança a aurora de seu mais profundos sonhos
e no amor; viver sem saber nem ao menos explicar
pois a transformação de dentro, reflete la fora!
A ARVORE CAPITALISTA
A árvore capitalista em terra fértil asfalto.
Tem troncos de madeira política, roubo.
Galhos grossos, de classe media alta vaidade.
Galhos finos de sacrifício e tráfico.
Com frutos, que são as nossas atitudes.
De sabor: violento e vaidoso cítrico.
Frutificando o ano inteiro
Com efeito daquela fruta mordida.
Nutridos pela raiz de todo mal.
O dinheiro.
SONHAR ACORDADO (Autor: Henrique R. de Oliveira)
Do olhar pra dentro,
sonhar acordado,
nas imagens que criamos.
E sorrimos só pra gente
do que pensamos.
Vivenciando o imaginário.
Acreditando.
Querendo e ensaiando.
Para torna-lo verdadeiro.
E ocupar a vida real
Mais desinteressante
Daquilo que sonhamos.
Porque de tudo que eu disse,
que fique apenas o amor,
Nas minhas meias palavras
podem estar as incertezas
do que ainda está por vir.
Se não lhe prometo o amanhã,
é pra que vivas o meu hoje.
E essa melancolia que insiste
em abater meu coração,
E essa dor que insiste
em sufocar meus pensamentos,
E esses amores mau resolvidos
que eu insisto em entender.
Por quanto tempo haverá esse tempo?
Por quais guerras ainda irei lutar?
Sede e fome me invadem
e a certeza de que não sei
absolutamente nada do amor.
Momentos em que as palavras deixam de existir
e o olhar não se faz presente
levam me a uma ausência de sentimentos.
O que tenho me tornado?
O porque tenho me tornado?
Tento entender...
Não temos que esperar que nos der valor pelo que fazemos,
Temos apenas que plantar nossa semente de vitória
Sem esperar que alguém levante a bandeira pra gente.
O poeta de tanto mentir o seu próximo, acaba também
De mentir a si próprio chegando a acreditar em suas
Próprias mentiras.
A duvida que promove, é a mesma que mata o sentimento.
Às vezes é preciso abrir mão do que se quer, para que possamos alcançar a felicidade.
E embora o coração deseje demais que seja diferente, algumas coisas simplesmente são como elas são, e ninguém, e nenhum sentimento vai fazer isto mudar.
Saber sentir, está a palavra ordem do momento.
E por mais que eu tente segurar, as lágrimas não deixam de rolar, pensando em tudo que sonhei ao teu lado, musicas que sonhei escutar em nossa cerimônia, os filhos que desejei ter, os passeios que planejamos um ao lado do outro.
Coisas que você nunca vai sentir, nunca vai saber como é....
Hoje tenho vontade de seguir sem você, de deixar a dor enquanto ela tiver que permanecer , e depois ela ir embora, devagar, cicatrizando e me preparando pra o novo, até o dia que eu olhe para o passado e veja que você me ajudou sim, que você me fez crescer, de uma maneira dolorosa, mas me ensinou a dar valor somente em quem merece ser valorizado.
Ah seu jeito de amar, às vezes tenho saudade, do toque , do beijo.....mas às vezes não tenho mais....
O que é
a culpa?
senão a mão que
não existe mais
aguilhoando
o mesmo cão
senão o olho desse cão
que não existe
abocanhando
a mesma mão
E se algo der errado, conte, por a música sempre atrai, as coisas mais belas da vida!
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Tem que ser Amor
É preciso ter Encanto
Para formar Poesia.
Pois a vida vale a pena
Se vivida com amor
Preservando o natural encanto
E semeando poesia
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Foi na poeira dos tempos que os cães decidiram ser amigos fiéis.
Todos os cães.
Foi há muito tempo atrás.]
Diógenes Pereira de Araujo
Eu fui egoista,não valorizei nossa amizade,derrepente você foi embora e depois de dois anos estou te procurando pra dizer:
TE AMO.
Hoje, eu queria apenas, ser o motivo, dessa da curva de alegria, que se desenha na tua boca, quando ficas assim, perdido em pensamento.
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Música
Tit:Talvez a culpa seja do "Tempo".
Entre a verdade e a mentira,mal sei qual é o mundo falso.
Fugir de tudo e de todos é a intenção,triste ou alegre o resultado é a solidão.
Me perco nessa dança e me sinto única e forte o centro das atenções,as vezes sem medo de dançar,voar,cantar,o que puder eu faço.
Fugir de tudo e de todos é a intenção,Triste ou alegre o resultado é a solidão.
Me perco nessa dança e me sinto única e forte o centro das atenções,difícil de explicar mas talvez um dia isso possa acabar.
Saúdade é o que sinto,falta de você so de você.
Tão rapido passou o tempo e perde você.
ABRA A JANELA...
Deixe de tolice, não faça besteiras, enxugue essa lágrima e se olhe no espelho. Arrume o cabelo, ponha uma for, ponha na boca uma cor, dê um brilho pro sorriso. Abra a janela, olhe, lá fora tem um arco-iris, que vale ser visto, é tão bonito, tem cores de amor. Vai lá fora, mesmo que, na chuva se molhe, lava a alma e leva embora a lágrima... Já não tem sentido a espera, para que amargura, se ele não vem, em outras águas navega. Já não és o farol, nem o porto que ele, outrora quisera. Para que chorar? Ele não merece todo esse amor. Então tira a echarpe, arrume-se, abra a janela, vejas quantas estrelas estão sozinhas, e mesma assim, não deixam que o brilho se acabe.
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Garçon
Me traga aquela cana quente, que desce cortando, mas que vai direto sarar esse meu penar.
Não esqueça do guarda napo, pra eu por na mesa e não molhar tudo de cerveja quando eu começar a lembrar... chora...
Seu eu me comportar e não te amolar, chame o taxi pra me levar, mas se eu não for de todo agrado, me deixe aqui largado, juro não levar daqui nada, so a graça que a solidão minha companheira pode me dar.
Não esquece de trazer o tira gosto mais sem gosto, so pra deixar o amargo da bebida e sicatrizar a ferida que ela me fez, so por me beija.
Te falo mais,amigo, todos corremos perigos se um dia pensarmos em se apaixonar... pior é quando o monstro nos dá um certo foco, tem voz mansa e consegue nos amansar.
É tão diferente que surpreende a gente no jeito tão simplório de nos dominar. Depois como covarde, nos deixa com uma certa ânsia de alarde e nos expulsa sem pensar, nos mostrando a parte mais dura do que é amar.
Anos perdidos
Me agonia em saber
Que tantos anos se passaram
Eu não vi que estava errado
Tudo estava fora do lugar
Um paradoxo platônico
Eu não soube mudar
Porta errada, eu fui bater
Estraga-se nosso tempo
Sem razões ou porquês
A dor hoje é maior
Com vontade de consertar
Voltar no tempo e recomeçar
Parece impossível
Mas meu sangue darei
Pra este amor viver
Tira o pé do acelerador,
descansa este par de asas.
Não vês que estás exausta
girando em torno de si,
perdida na encruzilhada?
Esquece as demandas urgentes
dessa gente desesperada.
Ignoram que em tuas palavras tem gente:
poeta desamparada.
Tira o pé do acelerador,
descansa o teu par de asas,
nem todo poeta finge a dor
enquanto recolhe os passos
da busca insana, desarvorada.
Desabotoa tuas lágrimas, poeta:
tem gente aí dentro de tuas palavras
retome a pessoa ausente
ressentida por ter dado sempre,
por ter recebido às vezes,
mas por não ter trocado, verdadeiramente, quase nada.
Descansa teus pés, poeta.
Desacelera teu par de asas.
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