Poemas de quem Deu um Fora
Quero sentir o conforto do amor,
Sentir as nossas almas a voarem,
Chove lá fora e eu aqui dentro,
a pensar em ti,
As gotas de água caem
e lavam o meu coração,
O cheiro da terra molhada lembra-me,
dos momentos que estive com contigo ,
As lágrimas são silenciosas ,
escorrem pela minha face,
Sinto o vento soprar suavemente,
Sinto amor nas ondas do mar.
sinto o brilho de cada amanhecer,
O sorriso de cada criança,
O canto dos pássaros da alvorada.
Sozinhos estamos para amar,
apenas o nosso encontro ampara,
as gotas que caem ,elas formam a união
dos nossos laços eternos.!
La fora a vida não para
La fora a vida trincada,
Insistentemente fingi que sorri.
Seja pela janela ou pela fotografia
Cinza que volta e meia fica suja,
Com cores e tintas que sem desejar, colori.
La fora os passos são invisíveis
O vento é frio e os abraços,
São tão rápidos que não se sentiu.
La fora os olhares são perdidos
A dor é inevitável, o desejo incontrolável,
Que a morte parece um caminho feliz.
La fora a vida é latente
Mesmo com tanta coisa
Fingindo ser gente.
La fora acontece a todo momento
Para quem não tem medo,
De arriscar e perder receio
De sofrer e ser feliz!
Vai entender a distância? Vai entender a despedida tão fora de hora?
Vai entender essa saudade que transborda. Saudade que ignora o tempo.
Você escolhe sua vida? Você tem poder por toda a sua vida? Que balela, pois quando chega a hora de ir embora, não há escolha.
Fica somente o amor...
Eu sei que quando amo muita coisa está fora do meu controle. Isso assusta, mas não tenho como voltar. Não tenho como regredir o que não se regride.
Amor é só ida e nunca volta.
Amor denso, inquieto, esperado e repelido.
Eu simplesmente sei e também por isso choro, mas aceito...
Há muitos ventos lá fora
a assombrar os cordeiros
Desfasendo assim as rimas
ao despertar dos herdeiros...
Estou cansado de tantos "eu te amo" da boca pra fora
Sentimentos falsos
Alma que não aflora
Queria novamente aquele amor puro de outrora
Que extasia o coração
E o corpo revigora
Mas nos perdemos em um caminho sem volta
Feridas abertas
Mágoas expostas
Fico pensando se vou encontrar outro amor assim qualquer hora
Ou se vou viver pra sempre a dor da lembrança
E nunca sossegar esse coração que chora.
Bata a porta!
Deixe seus erros do lado de fora,
os ignore.. Finja que não existem
afinal, de que importa os erros
se você nem mesmo se importa com a verdade.
Conviva com seus erros, se aprender
a conviver também com a verdade.
Os Meus Sonhos
Eu quero sempre mais
Quero meus sonhos fora do cais
Livres a navegar,
Espalhando-se no mar
Quero viva a esperança
De um dia ver a tão sonhada mudança
Que comove meu coração,
Enchendo-o de emoção
Mas não faço castelos de areia no ar,
Pois nem tudo é tão fácil de se realizar
Sonhar de pés no chão parece impossível,
Porém é o melhor caminho para tornar-se invencível.
São tantas as confusões
O mundo, aí fora, me assusta.
Múrmuros, gritos, risos, todo esse barulho me devolve pro nada
É tudo sem sentido, e eu sinto
Um néctar gelado descendo por minha garganta,
Sem gosto , mas refresca.
Olho pra todos os lados e não vejo nada, nenhum Oasis.
Apenas um copo suado, um estranho do lado, sem nada pra dizer
Algumas bitucas afogadas nas cinzas, que ainda insistem em queimar
Turbilhoes e mais turbilhoes de histórias, deixo escapar, sem interesse.
Noto olhares frios procurando o que acham que ainda não encontraram.
Procuram por alguém, por amor, por trabalho, um sorriso, por mais um copo
E perdem-se.
São felicidades tortas, vãs, ocas e que se desprendem na fala.
Como se fosse um reunião de “mudos” ( ou surdos?),
Onde o que se ouve, não se escuta
Não, igual a todos aqui, não estou querendo saber.
Um sopro no fundo da garrafa e “- Mais uma?”.
- Não, só a despesa, por favor.
Enquanto espero, percebo que não estou pensando em nada ,
Nada além de não estar pensando em nada. É estranho !
- Não confunda os outros com sua loucura.
– OK, vou tentar
Sou igual a todos eles, também procuro algo.
Desta vez vou procurar minha carona lá fora, bye!
A Vergonha da Humanidade
Está chegando a hora... de colocar-me para fora. Sou a nuvem negra, sou peste da meia-noite, sou o sangue derramado no barro, sou o além batendo na porta, gritando altamente nas madrugadas, sou o barulho da fechadura, sou a bota batendo na escada, sou o gelo se derretendo, sou o recém-nascido morrendo, sou o grande dilúvio que leva moradias, sonhos e alegrias. Sou mal, não sei definir-me...
O que me resta é tentar ser um prelúdio, mas será muito difícil anteceder algo bom se gosto de atrocidades. Fui desenganado quase morri afogado na areia da minha ilusão, senti até parar meu coração, quase parou de verdade e a dor não cessou. Já matei e roubei tudo por amor, estou falando a verdade, A Vergonha da Humanidade é isto que eu sou.
Eu estou ligado a você pelo ar
O ar está ligado ao ar de todo lugar
Dentro ou fora da roupa dos pulmões
Ares ventam para mais canções
Onde quer que eu esteja, onde quer que você esteja
Onde quer que eu esteja, onde quer que você esteja
Eu estou ligado a você pelo som
Que escutamos antes do sono
Mesmo que entre nós haja um saara
Ou uma baía de guanabara
Mesmo que entre nós haja um saara
Ou uma baía de guanabara
Onde quer que eu esteja, onde quer que você esteja
A vida é muito curta...
Então sopre fora as sombras ruíns
do passado e faça com que o seu
presente seja uma imagem real de
um futuro cheio de cor e luz!!!
Te ver de longe é tão estranho, agora sim, tenho certeza que as coisas não mudaram só por fora como por dentro também.
Sinto tanta falta daquelas conversar, de ver o sábado torna-se domingo ao seu lado.
Sinto falta do seu abraço que me cobria e tornava-se meu refúgio, sinto falta de você salvar meus dias.
Sinto até falta das vezes que sempre chovia ao te ver. Talvez porque aquele momento era raro de acontecer.
Sinto falta do que você sempre foi pra mim, e ainda é.
Lembro-me de você sair correndo de casa e tentar chegar a tempo de montar meu coração que estava em milhares de pedaços.
Eu lembro de cada detalhe, de cada sentimento que entreguei a você e que guarde pra você.
Você é meu tesouro.
Por isso sempre me lembro de você, meu querido.
"Se encheu tanto de você... Guardou tanta coisa no coração, que me esqueceu do lado de fora."
-Aline Lopes
Diga Se Eu Irei Para Sempre
Eu aqui, sem rumo algum, caminhando por aí a fora.
Diga-me se eu irei para sempre, pois ultimamente estou
Tendo pensamentos pesados, nunca tinha acontecido nada
Parecido com isso antes. Vejo uma escuridão imensa.
Diga-me se eu irei para sempre, pois em um dia lindo e
Ensolarado, não consigo mais ver o gratificante ser que
Me rodeia como se eu fosse o mestre da humanidade.
Diga-me se eu irei para sempre, já não estou tendo mais
Fôlego para a respiração de segundo em segundo.
Talvez eu não tenha conseguido superar tudo o que eu passei.
Diga-me se eu irei para sempre, tudo na vida passa, mas agora
Não há de passar o que já deveria ter saído dos meus pensamentos.
Não há lugar, não há mais espaço para mim, não há nada.
Diga-me se eu irei para sempre, além disso, as pessoas não querem
Dizer o que é certo e o que é errado, só querem saber de criticar, criticar tudo.
Mesmo sabendo que existem pessoas e pessoas. Que alguns sonham em
Atingir as alturas, outros sonham em realizar um pedido de muito tempo.
Ás vezes as pessoas dizem coisas sem saber, outros invejosos insistem em odiar a felicidade dos outros, seja qual for o passar da vida de cada ser, tudo na vida passa. De tempo em tempo, existem os momentos únicos, que para uns duram.
Outros insistem em jogar tudo para o alto e se isolam de tudo e de todos.
Ainda assim eu pergunto: diga-me se eu irei para sempre. Não é tão difícil de responder essa pergunta que me toca demais. Eu mesmo posso responder.
Você algum dia irá se perguntar por que de tudo isso. Mais será tarde demais, pois eu já terei partido para sempre.
Todos os dias ao acordar, eu jogo fora as
folhas secas, feita de dores. Jogo as lágrimas
fora e deixo livre o jardim, para plantar
sementes de amor e colher alegrias.
"Eu gosto das coisas mais bobas, das brincadeiras mais sem graça, dos sorrisos fora de hora, de ser simples e feliz."
-Aline Lopes
Lá fora a chuva ameaça cair.
Aqui dentro meus olhos ameaçam brotar lágrimas...
É a falta que você está me fazendo.
O frio castiga o meu corpo e a saudade castiga o meu coração.
A raiva de saber que, por motivos bobos, você se chateou e se afastou de mim.
Me deixando assim sozinha, com frio, com saudade e sentindo mais do que nunca a sua falta.
Até quando vai durar a sua birra não sei.
Até quando você vai alimentar esse orgulho sem fundamento, eu também não sei.
Se você sente minha falta ou não eu nunca vou saber, nunca vou perguntar.
Numa terra onde é verão o ano todo, os poucos dias de inverno que se instalam machucam a carne tal qual uma navalha, e quando mais preciso do seu calor, do seu colo, do seu abraço... Você simplesmente não está.
Vou tomar um chocolate quente, ler um livro, ver um filme, ligar para uma amiga que não falo há tempos.
Vou fazer qualquer coisa que aqueça meu corpo, aqueça meu coração e ocupe meus pensamentos enquanto você não volta.
Só te peço uma coisa: Não demora muito, pois eu vou estar esperando com o coração repleto de ansiedade.
Do súbito e reipersecutório.
Cai em meio ao vão
Levantei e fui ao chão.
Me arrastei para fora.
Quando estava próximo ao topo!!
Enxerguei apenas jactanciosos...
Fingi ter caído de volta ao vão.
Mas realmente jogando-me de volta.
E escorreguei em uma pilha de modestos.
Noutros momentos lembrei do que poderia ter sido.
Cogitei: Eu lá, seria simplesmente frívolo.
Seria nada. Aqui me sinto mais humano.
Frio lá fora, café quentinho aqui dentro, páginas em branco esperando para serem escritas, contos e poemas emaranhados em minha cabeça.
Sinto-me tão bem, é assim que vou dar sentido a minha vida, é dessa forma que aproveitarei meu tempo.
Quantos livros lidos, quantos textos salvos no note?
É hora de deixar meus pensamentos comungarem com os pensamentos dos antigos.
Escritores, sábios, poetas sejam pacientes ensinem-me a escrever, ajudem-me a descortinar minhas melhores idéias.
Quero a clareza e a simplicidade em minhas frases, quero escrever de um jeito novo e original, quero pensar o que ninguém pensou, se é que isso é possível, enfim quero evadir-me, extraviar-me entre as linhas, transmutar-me em palavras para assim ganhar sentido.
Para trás deixo as intrigas do mundo, o medo, o fracasso, as preocupações, e avante sigo, avante escrevo.
Talvez a literatura tenha como principal objetivo esse: olvidar as amarguras, vencer as decepções. Talvez todos os escritores soubessem disso e conservassem esse segredo a sete chaves para que o mito não fosse quebrado e banalizado.
Desde a antiguidade grega, desde os escribas egípcios, desde os místicos e profetas judeus, que as palavras vêm sendo exaltadas e depuradas, e todos descobriram o poder que emana de cada sentença. No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus, isso resume muita coisa, e hoje, para além de Saramago, de Freud, de Nietzsche, de Shakespeare o verbo ainda é o verbo e ainda encanta, elucida e exerce a potencia de ser verbo.
Estou sendo obscuro? Nesse ponto prefiro ser obscuro mesmo.
Céus, montanhas, horizontes, oceanos, pássaros, sonhos, almas, gramática, descortinai o mistério, rompei o véu do enigma, o sentido da parábola. Kafka abra as portas de seu mundo hermético. Joyce mostre-me as nuances mais secretas de seu mundo onírico, de modo que eu venha a entender o que cada símbolo traduz...
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