Poemas de ódio
Desejo seu, esse que profanou, violou, maculou, desacatou.
Não pediu nada pelo refém.
Dizia - te : Não vá embora pra outro mundo, minha flor.
Ansiando, quis esperar pelo adeus,
dormia,
embalado na alegria,
acreditando nesse amor.
Justiça para esse solitário coração.
Enquanto a falta de amor,
Escolhas de um perdido numa noite suja .
Essa voz que incendeia,
Meu vício,
pequenos cacos no chão.
Esse giro de tormenta ;
Esse giro de libertação;
Minha proteção.
Meu adeus .
Não adianta disputar
A bondade com o terror
Pois quem prega a maldade
Será sempre o perdedor
Não tem vez pro ódio, não
O amor é o campeão
Será sempre o vencedor
VAMOS REAPRENDER AS MATEMÁTICAS?
Os ódios precisam ser divididos
até seu desaparecimento completo.
O amor tem que ser multiplicado ao infinito.
O trabalho merece a adição da gratificação
e do contentamento.
Do dia a dia serão subtraídas todas as tristezas e
contrariedades.
Assim, usando melhor as operações
matemáticas principais, divisão, multiplicação,
adição e subtração, poderemos não nos
tornar mais sábios do que infelizmente
julgamos que somos
Mas com certeza..
seremos bem mais felizes.
SINÔNIMO DE AMOR
Não há nada igual que o dissabor de despertar, aquela embirração de não querer se levantar, aquele nojo de se olhar no espelho e sentir o menor nível de amor-próprio alcançável.
Tão lesivo, tão danoso, tão ácido esse amargor da vida azeda. O sentimento de perecimento da alma, a sensação de ter a energia sugada por completo, a aflição de se sentir inútil, e ao mesmo tempo, contentamento de ser desprezível.
A saudade de quando você ainda tinha um pouco de felicidade, a euforia com atos simples, o prazer do bem-estar, o entusiasmo de ver os amigos, da fome em demasia, daquela overdose de dopamina, endorfina, serotonina, ocitocina. A saudade do querer viver.
Pensar que tudo começou no coração, terminou em uma folha de papel molhada por lágrimas, começou com um gesto, terminou com uma palavra, nasceu na esperança, e morreu na depressão. Agora tenho a certeza de que sinônimo de amor, é luto.
RESUMO
Após morrer de forma brutal e logo em seguida ser ressuscitado, Fel agora imortal e com o rosto desfigurado, tem como trabalho ajudar a humanidade.
E após acontecimentos que mudaram sua vida e quatro anos cumprindo seu dever, Fel agora ao lado de Alexandra, uma Anja da morte, deve descobrir como parar uma invasão de demônios na terra.
Palavras-chaves: Vida, Morte, Ressurreição, Amor, Ódio.
Privado de faculdades.
A facada que você tomou, te fez presidente.
As variáveis do ódio te lançam a frente.
O membro perdido o tornou presidente.
A liberdade de expressão te faz reincidente.
Você precisa aprender ver a vida apenas pelo lado bom.
Precisa aprender a perdoar.
Precisa aprender a amar e não odiar.
Depois que aprender, precisa me ensinar.
SENTIMENTOS PUROS
Ao contrário do que muitos imaginam, o amor puro existe, embora seja quase impossível enxergá-lo nas pessoas.
O amor que damos, ou recebemos, está sempre dentro de um kit, acompanhado de outros sentimentos que nos atrelam a inseguranças, expectativas e cobranças.
Por outro lado, é fácil enxergarmos nas pessoas o ódio puro e isso tem uma explicação simples: ninguém espera reciprocidade pelo ódio que sente.
Quando você pergunta a alguém: O que há de errado comigo?
Você não quer a verdade.
Você quer apenas uma resposta menos contundente do que seria sua própria.
Inevitavelmente amanhã
Há trechos poéticos que arrebatam nossa imaginação, nos levando para as trincheiras do amor e do perdão, às vezes nos coloca diante do binômio amor e ódio; no plano terrestre não há astro magnífico que determine os destinos da natureza viva, os destinos da sociedade; a dinamicidade social impulsiona a vida, o mundo gira em torno dos acontecimentos imprevisíveis. Uma certeza, algo irrefutável, amanhã, inevitavelmente, vai acontecer não obstante a sua imposição, sua riqueza, de intervenção de sua nobreza, de sua posição social, de sua boçalidade; nada depende de sua arrogância; amanhã vai acontecer mesmo diante de sua hipocrisia. Nada depende de você, amanhã vai acontecer, com raios do astro rei, luminosidades incandescentes, com tempestades, formação de arrebóis, tempo nublado ou dia branco, amanhã vai chegar apesar de sua prepotência, de sua arrogância.
A leveza da vida é fundamental.
Aos bons ventos entrego os caminhos.
E aos sopros a ansiedade, a raiva e as mágoas.
A tranquilidade, que contagia a mente e o corpo, traz o despertar.
Sinto o beijo do nascer do sol, a chuva que limpa, o frio e o calor que se completam.
Dos sonhos eu marco as trajetórias, pronto para as tempestades e para os mares de águas tranquilas.
Ao respirar fundo, aprendo que as histórias e as lembranças fazem o destino.
E que o destino é nossa melhor música, a nossa melhor dança.
O destino é a palavra do início e a palavra do fim.
Há quem diga que a vingança é um prato que se come cru.
Eu digo que vingança é um veneno que ninguém merece saborear. Deixa que a vida se encarrega de fazer os ajustes e colocar tudo no seu devido lugar.
Não mude sua natureza para caber no ódio de ninguém
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prático em determinadas questões: ou você quer ou não.
Desculpas não justificam erros. Perdão não é amnésia. Não há borracha para palavras ditas. Não se passa corretivo em gestos. Amor não tem remetente. Ele é urgente. E precisa de dois. Não há correio para o ódio.
É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra.
Até que um dia o palhaço sai de cena.
Uma noite escura
Uma noite escura solitária
Um uivo na noite chorava
Chorava pela desgraça no mundo
O mundo na qual ninguém desejava.
Uma noite escura solitária
Um ser existente e vazio...
Pensava sobre o que se passava
O porque da noite uivava.
Uma noite escura solitária
No abraço de poucas palavras
Se desvia perante o silêncio
No qual nunca retornava.
- Von
enquanto falarmos de racismo
ele continuará a existir.
enquanto alimentarmos dor e sofrimento
estes irão se expandir.
assim é ódio que mantemos em nosso coração.
assim são as diferenças que enfatizamos em nossa nação.
Como você pôde me deixar
Quando eu precisei possuir você?
Eu te odiei, eu também te amei
O ato de me odiar, aprendi a dominar.
Se eu pudesse traduzir o que há em meu coração, diria ao mundo que me odeio
Odeio a mim por tudo que me fiz passar, por todos que deixei aproveitarem da minha falta de malícia
Me pediria perdão de joelhos, por ter transformado a menina cheia de sonhos em uma mulher triste e desiludida.
Não, eu não quero mais conhecer ninguém, todos se aproveitam de alguma forma, te sugam a energia, a beleza, as qualidades.
No fim é sempre você, triste com sua lágrimas como companhia. Eu tô com nojo da humanidade, eu tô com nojo de todos, nojo de mim, por me permitir tanta coisa.
Só quero meus amigos de antes, aqueles que me amam somente pelo fato de eu existir, com todos os meus defeitos, tristezas e qualidades, mesmo estes sendo tão poucos e raros
Somente a eles quero dedicar meu tempo e minha juventude já escassa pelo avançar da idade.
Quanta coisa me envergonha
Não respiro sem pensar
Ela merece todo o ar
Não respiro e penso: disponha
Quanta coisa me entristece
Quero te ajudar, Formiga
Tento ser “a boa amiga”
Que tu me pensa ser
Como isso não me desce…
Quanta coisa me enfurece
Tanto ódio de mim mesma
Ódio, ódio duma resma
Que me descreve, me conhece.
Jamais desista de si mesmo.
Pois é, eu desisti.
FRACA!
Cada dia que tentei ser mais perfeita, fui mais errada. Errei comigo, com aqueles poucos que me amam e que me querem bem. Errei tentando acertar. Voei muito perto do sol, e agora to pagando por isso, queimando, cada vez mais. Você não vê? Você não sente? Você não consegue escutar pelo menos um pouco do meu silêncio? A culpa é sua, sempre foi. Você me fez assim, você me fez sentir assim. Cada palavra dita, dói como um soco em mim. E cada soco dado, eu ainda sinto. Você não tem vergonha? A culpa é sua. A culpa é sua por eu ter feito isso, por eu estar fazendo isso. Mas você não consegue ver não é mesmo, nunca conseguiu ver. Eu to pagando pelas coisas que você me fez no passado. Lembranças boas de você? Poucas. Mas as poucas que eu lembro, fazem eu te amar um pouco. Lembranças ruins? Muitas. E são essas lembranças que me fazem te odiar, e ser quem eu sou hoje.
Você me fez, e deixou bem claro que se arrepende. Você é louco? Ninguém merece ouvir as coisas que eu ouvi, tão traumáticas. Depois de 13 anos, eu ainda as levo comigo. Pra qualquer lugar. E por causa dessas atitudes, eu me perdi. Tentei ser perfeita o tempo todo para te dar um pouco de orgulho, mas nunca fui o suficiente não é mesmo? Por causa de você estou sofrendo, gritando, chorando, sangrando.
Eu tive que desistir de mim por causa de você. Agora, que as coisas tenham que ser como devem ser.
Você me fez desistir de mim mesmo, venha me pedir desculpa antes que seja tarde demais.
Faz de conta
Vou descrever e também registrar
meu real pensar
Não quero passar tempo
montando frase sobre sol e lua
Não estou à cata de aplauso
busco sim, me exprimir
com assuntos, complicados para mim.
Recuso-me a aceitar certas injustiças
todos tem muito xodó com o tal do amor
Mas há ódios muito mais nobres
que a maioria dos amores.
Que tanto se pegam nas verdades?
A verdade não é nada melhor que a mentira
E quanto ao sonho?
Que nada mais é que a forma da esperança
Da velha e cansada esperança
que já desistiu de si mesma a muito tempo.
Mas nada disto precisa ser dito
tem que ficar escondido
enquanto fingimos viver.
Enide Santos 26/08/13
