Poemas de Memória

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Meu corpo é um tripé, minha cabeça é uma câmera, meus olhos são lentes, minha memória é um filme de fardos e lembranças do passado...

⁠Eu faço parte do imaginário, da memória afetiva, do momento mágico das pessoas. Para muita gente eu ainda sou aquela que descia da nave de chuquinhas, a intocável, a quase E.T. Rugas não combinam com isso. Deve ser horrível me ver despencando como um ser normal.

⁠Se semear não te anima, porque são muitos os fardos, traga a memória os frutos, suculentos e fartos.

⁠O ruído do tempo desperta meus pensamentos para que eu não esqueça no canto da minha memória.

A vida começou a parecer uma grande chance de transformar cada momento em uma memória.

Falou de perda e exílio, de letras desterradas e do cordão umbilical da memória; esse que, apesar das montanhas e oceanos que acabam separando as almas dos sóis da infância, jamais se rompe.

Somos feitos de memória e as memórias vêm das vivências diárias. Crie sempre a melhor oportunidade.

⁠Os melhores e maiores eventos da minha vida, hoje, são registrados na memória.O mundo não precisa mais saber, nem dos meus amores, nem das minhas glórias.

Às vezes a memória deixada por um livro é mais importante do que o próprio livro.

O coração tem memória seletiva e só guarda o que vale a pena lembrar, o resto ele sepulta com graça sob a lápide do esquecimento.

O dia que inventarem uma vacina que apague da memória das pessoas a sensação de poder, de querer e se sentir superior, o mundo será melhor.

"perder o ser amado não significa deixar de tê-lo ao nosso lado.Graças à memória, ele pode permanescer conosco.Fazer o luto é entender isso.Implica tempo e um trabalho subjetivo que leva à consolação"

Se memória fraca é parte da felicidade, o que acontece se esquecermos quem somos e perdermos a personalidade? O passado ajuda a sermos melhores, não cometendo os mesmos erros.

Prever o futuro é recorrer à memória:!:!:!:! Pensar no futuro é ser egoista com o presente, viver demasiado o presente é um pleonasmo do futuro.

O brasileiro é um povo sem memória. Se o mundo acabasse hoje, ninguém lembraria disso daqui a uma semana.

Por mais que você vá embora, não vou te perder. Te terei na mente enquanto ainda tiver memória.

Nossa memória é nossa consciência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, somos nada.

Como adestrar a memória teimosa que insiste em associar o cheiro do perfume com o dele? Não é possível. As peculiaridades de cada um são únicas, são eternas. Não se pode esquecer. Não se pode lutar contra a vontade de resgatar o amor perdido, a ilusão da felicidade sem fim. Não se pode brecar o riso que invade os olhos úmidos quando falamos daquele que um dia prometeu felicidade e lealdade utopicamente eternas. É preciso aprender a conviver com as mãos soltas, com o olhar ausente, com a cadeira vazia, com o unitário. O amor não é eterno, só as saudades, só a assombração das lembranças. Isso permanece, até o fim, até o último dia, até o último suspiro. Convenhamos – vai-se o amado, fica-se o coração partido.

Deixem-me rebobinar a memória já suja e gasta pelo tempo, que me trai e que luta contra todo meu amor, que agora tem uns pontinhos brancos de mofo. Vou colocá-lo na geladeira – quem sabe não dura mais um pouco? Se eu ficar em silêncio posso tentar ressuscitar as lembranças quase apagadas e te ver assim, um pouquinho, desde o dia que te conheci até o dia que você me mandou embora. É você me mandou ser feliz, se lembra? Pois eu me recordo. Recordo quase que diariamente o dia do fim.

Eu acho que se um dia eu perder a memória, e você me ligar, só de ouvir a sua voz eu me apaixonaria de novo.