Poemas sobre Medo
O silêncio de gelo
Não convence,
Não impõe medo
E não me cansa.
Sim, você é maior
Do que você pensa:
Nasceste para ser
A real diferença.
O tirano de urânio
Não me alcança,
Sou peixe ensaboado,
O atrevido poemário.
Sim, sou aquela
Que ensina a pensar
Antes de falar,
Para que ninguém
Se atreva a fazer
O povo a se calar.
O tempo cirandeiro
do calendário não
me assusta porque
não tenho medo
de não encontrar
a minha metade
que leve a transbordar.
Na ciranda da vida
o quê me fascina
é a poesia e a sorte
de saber esperar.
(Se o amor está
escrito ele sabe
onde me encontrar).
Amar você não
tenho medo,
Apenas quero ver
qual será o seu tempo.
Vivo para fazer
na vida tudo durar.
Se for preciso coloco
a carne no sereno,
para colocar um
Arroz Maria Isabel
para você de respeito.
Porque se não for
bem-feito é melhor
mesmo nem começar.
Você vai comigo
passear no Túnel
Mal Assombrado
de Siderópolis,
Não temos medo
de fantasmas,
O quê nos assusta é
a maldade humana,
Os fantasmas se
encarregam sempre
da maldade humana,
Quem faz maldade
não pode reclamar,
mas sempre reclama;
Nunca te enganei,
eu sempre te avisei,
O nosso Deus é
sempre mais forte:
Ele não nos engana.
Beija-flor-verde-ouro,
meu poético tesouro,
Não tenho medo do desdouro
porque quando o amor vier sei
que poderei confiar em dobro.
Meu Beija-flor-de-bico-vermelho,
juro que quando o amor chegar
na minha vida jamais terei medo,
Enquanto o amor não vem
sigo tecendo o poético enredo.
Esmeralda-de-bico-vermelho
vem comigo porque vou te mostrar que não é preciso ter medo,
Com fé no destino caminhar
ou voar não tem nenhum segredo
Não tenho medo de jogos
de dominação,
Você é cruel e apoia
a maldade dos poderosos,
Se você não mudar agora,
não sou eu que vou me importar,
Dançar sozinha ou acompanhada
sobre brasas é um mero detalhe,
Tenho intimidade o suficiente
para tirar o diabo para dançar,
Teus jogos para mim são
como um parque de diversão.
Se é para errar bonito
que seja com você.
Meu erro divino,
quero te amar sem medo.
Porque entrar no coração
e na su'alma é preciso.
Tu és o erro que mais
preciso para acertar o caminho.
No fundo você também
sente o mesmo que sou eu
o teu erro mais do que querido.
07/10
Perder é um medo que não tenho
Escolhi ter asas e anseio
Rebeldia e brio
Dona do meu nariz
E do meu destino
Rio até mesmo do perigo
Balança a palmeira diante
do vento da esperança
na Ilha do Chico Pedro:
decidi amar sem medo.
Na Baía da Babitonga fica
e assim me deixo levar
como embarcação que
está próxima de chegar.
Conhecer bem por onde ir
e sei que sabe me encontrar
onde estou em pleno mar.
Não preciso muito fazer
para a nossa hora acontecer,
e com os olhos fechados viver.
Por ti, através de mim
Eu choro com alma,
sem medo, sem calma.
Eu choro com dor,
no rastro de um amor.
Choro em silêncio,
choro em brado,
choro no verso
que nasce apertado.
Choro no peito,
no tempo calado,
no sonho desfeito,
no fim não falado.
Choro o que fui,
choro o que via,
choro Lucci —
chora a poesia.
Havia amor,
havia esperança,
restou a dor
na lembrança criança.
Mas mesmo chorando,
me ergo do chão ...
meu choro é semente,
meu peito é vulcão.
(Meio Tarde)
Talvez eu esteja sofrendo de um medo pagão, sem alma,sem nome ou solução,meu medo oprimido me limita a uma vida de regras,sem fascínio e sem esplendor,Não consigo respostas sendo a principal pergunta na boca do meu mundo,sou apenas um sujeito oculto,ocultando o medo que lá fora me consome e me come e prende toda minha vontade desejada pela ganância,Já nem sou tão bonzinho pra perdoar e te dar mas outra chance, Mas uma vez peço pra não me esperar e nem pensar em contar comigo,já nem sou mas humano o suficiente como pensa.
Aceite esse meu novo eu,como presente de despedida,já nem pretendo voltar a botar os pés neste lugar cheio de ódio,mentiras e dor,Não me surpreenderia se a vida fosse me tirado nesse instante,sempre aceitei a morte que me aceita como a vida me abominou,Mas talvez eu já não esteja tão vivo pra retribuir seu favor e só te peço que me deixe em paz e nunca mais volte a me procurar.
CloseD"
E foi nas horas de frio,tormento,agonia e medo que senti seu amor me acolher e desativar todo meu sistema cardíaco, abatendo e destruindo, tudo meu foi desmoronando, caindo ,despencando e se desfazendo e hoje sou feliz por não ter você por perto e simplesmente fechei algo que ninguem nunca conseguio abrir, obrigado pelo sim e não existir nesse meu submundo que sempre atraiu os vermes da alma do universo..
(Hapénas)
Sem dor,sem medo,sem idéia e sem assunto,pra mim isso não é comum,não satisfaz,não anima a platéia,Não sou apenas mais um.
Já não sou mais um corpo fora de rota,já não sou mais uma vida amedrontada e remota,já não vejo pureza,já não vejo verdade e só vejo tristeza com a mais pura vaidade.
Onde trancarão o humor,o que fizeram com o bem estar,Está atrasado da próxima vez precisa chegar mais cedo ou então serão dado a você deméritos e humilhações.
Chega de platéia,já não tenho controle sobre minhas ações e sentimentos de culpa,afinal todos somos culpados,Quando estamos sem assunto,sem idéia,sem dor e sem medo,Somos apenas a culpa ocupada de vida e morte.
(NÃO)
Não sinto medo, não mereço sentir dor,não tenho culpa ainda sim sou sonhador,não tenho casa nem mesmo um lar,sim nessa vida só sei apenas sonhar,não tenho família ou alguém pra pensar.Não sinto fome,nem vontade de comer,não sinto frio,nem vontade de viver,não tenho honra, dela não sou merecedor,não conto vitorias,nem mesmo sei ser perdedor eu coleciono derrotas e tudo que o mundo rejeita,nascido na discussão,tomo remédios sem receita, não tenho nenhuma crença imbatível sei que não (sou)escravo do trabalho que um dia não me negou.
Não tenho inveja,nem ódio consigo ter,não sei se tenho vida,mais sei que um dia vou morrer,não tenho muitos amigos, sociável nunca serei,não sei fazer amizades,quase sempre não errei.
Não tenho medo do nada,nem pernas pra andar,não tenho tanta certeza como isso acabara,com o não do quase nada que um dia vai vier,Talvez nada te interessa,interesse abalado com o tal do tal estresse,Relaxa,(Não)...
Este mundo sendo
virado do avesso,
sem medo confesso
que sonho o tempo
inteiro com você,
e assim te carrego.
Na janela da sala
o infinito da espera,
meditando a entrega,
o aroma das rosas
beijou o meu rosto:
não escondi o jogo.
As adagas da Lua
imortalizando sinais,
o céu rompendo
com o impossível
e abrindo caminhos
para o amor possível.
No jardim secreto
das noites de seda
as estrelas como
centáureas brancas
soltas na Via Láctea,
e eu hipnótica e nívea.
Os quadris no ritmo
do vento ao encontro
do teu como destino,
em festivo encanto
celebrando morada
e canção sussurrada.
Não temendo nada,
trazendo à tona
a vontade represada,
como uma pagã
convertida a religião
entreguei o coração.
Em algum momento
tive medo de
perder o meu pão,
E da noite para
o dia o perdi,
e me tornei o poema
da imigração.
Não existe governo
que dê conforto
ao povo,
Se não formos
unidos vão nos
matar de desgosto.
Que me condenem
ao lixamento moral,
A verdade precisa
ser ao povo dita,
porque mantê-la
engolida é imoral.
O direito sagrado
de gritar contra quem
Nos escraviza não
vou abandonar,
A nossa realidade
povo e povo,
Pede que sejamos
contra os regimes que
querem nos assassinar.
Aqui não é qualquer
lugar do mundo,
Eu e você nascemos
na América do Sul,
Lugar onde não
existe Governo,
E sim senhores
da nossa escravidão,
não há esquerda e direita,
são eles contra a população.
Sabor de tudo, sabor de mundo
Com a alma em desterro,
Vais seguindo sem medo,
Levando-me em segredo.
Amo demais os teus sorrisos,
Por ti faço letras dos suspiros,
Gozos, contentamento e risos,
Desenho sonetos novaiorquinos.
Quero de ti de tudo um pouco,
Tenho de ti ainda pouco,
Sou um coração em sufoco,
Esperando pelo meu moço.
Portanto, te aguardo com carinho,
Preparei um céu riscado de estrelas,
E um aconhegante ninho de sutilezas,
Para que voltes a cruzar em meu caminho.
Resoluta do desejo de te amar,
Tenho medo de te decepcionar;
Procuras por meus mistérios,
mistérios não tenho para ofertar.
As vontades são amigas da poesia,
As saudades viram doces versos,
Um segundo sem a tua atenção:
é para mim um Universo...
Sou flor do campo, perfumada,
És doçura tremenda, alvorada;
Voo livremente com a passarada,
sonho ser para sempre a tua amada.
Fecho os olhos para te encontrar,
Só de nos imaginar: contorço-me
De loucura boa - coisa de moça;
Sou tua fera, mas também
sei ser super macia... [poesia]!
