Poemas de Luto

Cerca de 61710 poemas de Luto

Sempre se acha ser Cora Coralina... No cerrado.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Feche os Olhos e Sinta...

A suavidade e a eloquência da vida
Quanta beleza e perfume...
As almas enamoradas pelo caminho

Inserida por EneidaCristinna

SONETO DA SOLIDÃO

Eu estou completamente solitário
Passa o dia, vem a noite, agonia
A tarde entristece, cinzenta e fria
E eu aqui no cerrado, destinatário

O por do sol, de belo, virou nostalgia
Numa clausura da saudade... Unário
Eu, vejo o tempo não mais temporário
Tal folha de outono sem a autonomia

Nesta sequidão aumenta o itinerário
Do místico e algoz retiro em infantaria
Avançando firme, sendo um breviário

A solidão na vida, tornou-se relicário
Onde o tempo ora neste árido sacrário
Em cadência nas contas da melancolia

Luciano Spagnol
30/06/2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

►J - Amor Adolescente

Desta vez falarei sobre alguém
Uma pessoa que não vivia sem
Alguém que me completava, me deixava 100
Voltamos no tempo, falarei de quem
Me fez passar por muitas coisas
Admito, junto com ela, eram boas
Foi a pessoa que me provocou
E no final, entretanto, me deixou

Farei um jogo de palavras
Até pensei em utilizar de metáforas
Espero que possam entender
O que abaixo vou escrever
Apesar do passar do tempo
Inabalado pelo vento
Meu sentimento por ela permanece
Deixarei aqui o que ela merece.

Jamais poderia me esquecer dela
Estudante, mesma sala, eras bela
Naquela época meu pensamento pertencia à ela
Na verdade, tinha algo especial nela
Isso me deixava tão pensativo, deveras
Fazia o possível para agrada-la
Estava eu tentando impressioná-la?
Restou vê-la sair com outro a abraça-la.

Queria que tudo fosse diferente
Gostaria de reviver aquele momento da gente
Aquele momento de harmonia
Aquele momento de alegria
Te pedir em namoro eu deveria
Só faltava o pedido, eu sabia
Mas a negação eu temia
Desculpe-me, minha querida.

Inserida por AteopPensador

Mais um dia onde sonhos, esperanças e surpresas já não me acompanham o imortal sono e frustrado despertar. Nada mais excita, surpreende os humanos são, apesar dos séculos os mesmos que desfilavam outrora: vaidades, torpezas, frivolidades e crueldade! Sempre foi divertido caçá-los e extinguir vidas tão desnecessárias; absorver o doce licor de suas pulsantes veias, saborear o apagar do brilho de seus olhos... Porém, assim como seco suas veias e descarto o corruptível corpo, os séculos drenaram minha ansiedade e a sede já não se satisfaz! A insatisfação e monotonia de todo esse tempo passado e, àqueles que sucederão, me enchem de tédio e anorexia. Nada, ninguém que valha o esforço, a atenção, o cuidado... a chamar atenção real, para saborear aquele rubro e quente derramar de vida! Então, um riso meigo e olhar gentil aguça meu desejo e arde minha sede... alvíssima pele em roliço e macio pescoço de jovem vendedora de flores, Em seus longos e ruivos cabelos resquícios de minúsculas flores brancas qual grinalda de prometida noiva... nas veias o sangue em rápida e enlouquecedora marcha! Enfim sinto a ânsia retornar e crescer a tal ponto de não suportar perdê-la. Preciso de sua essência dentro de mim revigorando-me, alimentando-me! Alguém compra-lhe as flores enquanto eu aguardo nas sombras aquele instante perfeito onde a caça cai nas garras do caçador, um momento único de união perpétua. Ao findar seu estoque retira-se satisfeita à caminho de casa. Acompanho seus movimentos sinuosos ardendo em chamas de loucura! Num instante arrebato-a para afastado jardim e entre os arbustos sugo o sangue tão avidamente desejado e necessário ao refazimento de minha personalidade carcomida. Seu macio e perfumado cabelo ruivo tinge-se do rubro de seu sangue enquanto viajo no sabor único de sua vitalidade enchendo-me à luz de indefinível luar.

Ariadne

Inserida por AriadneLaTerza

Mutação

Retratar o cerrado em vão eu cismo
Pois dele tento pintar o que se sente
Nem sempre sobra vestígio contente
Hão de surgir outros sem ser egoísmo

Porém eu, triste, cá tento ser presente
E o mínimo prazer me é eufemismo
Tentando me convencer no ceticismo
Que sopra desventura a mim somente

Sinto um misto de um cruel racionalismo
Também, pesares de um pesar diferente
E a solidão que sinto, não é radicalismo

Se ter saudade do mar não é prudente
Me condenam. Aqui tento mecanismo
Pra ficar no cerrado com olhar ardente

Luciano Spagnol
01/07/2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

" Com a Cabeça nas Nuvens..."


Minha alma sonha que tem asas
Tenho um coração alado
E pés que não pisam o chão

Inserida por EneidaCristinna

Diante de um lugar no passado,
a saudade é lágrima num brado...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DUM AMOR

Na cata dum amor, sincero
Nos rogos sempre andei
De vários, muitos esbarrei
E no acontece, eu espero

Se para além do ficar, olhei
No tempo eu não desespero
Na sinceridade sou austero
E de tudo muito encontrei

Agora, será assim, mero
Um amor convim, eu sei
Se não, eu não quero...

E assim vou, e assim irei
Se eu não tiver amor vero
No fado. Pertinaz buscarei.

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Na cata dum amor, sincero
Nos rogos sempre andei
De vários, muitos esbarrei
E no acontece, eu espero

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO NA MADRUGADA FRIA

Madrugada fria, no cerrado, lua no céu
Confidente, luzente, criando imaginação
Que faz do vazio, menestrel desta solidão
Nostálgica, que rascunha pesar no papel

Com duas estrelas ali caídas ao chão
Uma pulsando a saudade ao peito fiel
A outra querendo memorar feliz cordel
E assim, as duas, ditando a sua versão

Então, nas linhas, somente verso infiel
Chorando dos dedos, suspiros em vão
Já no tempo, perdidos, em veloz tropel

Oh, madrugada fria, consinta a emoção
Sair desta letargia de estar aqui ao léu
E dê ao versejar doce e leve inspiração

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Madrugada fria, no cerrado, lua no céu
Confidente, luzente, criando imaginação
Que faz do vazio, menestrel desta solidão
Nostálgica, que rascunha pesar no papel

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

►Meu Mar

Não me lembro quando comecei
Foi por alguém, disso eu sei
Uma nova dedicatória, não farei
Talvez pelas rimas me interessei
Penso nelas como uma forma de me livrar
Pois assim vou me ajudar
Os problemas presentes superar
Escrevo de dentro do meu lar
Assim não há o que se preocupar
Desse jeito, de suporte não devo precisar
Mesmo não tendo a quem me apoiar
Sei bem que morrerei só
Mas não fiquem com dó
Irei mudar o assunto dos versos, rimas
Mas não falarei somente de coisas minhas.

Hoje eu me encontro perdido
Procurando um sentido
Querendo me envolver em algo
Desmoronou-se o meu palco
Disse acima que não falarei sobre mim
Meus versos são para todos, isso sim
Interessante como cheguei aqui
Neste mar de solidão eu cai
Devo ter me afogado bem ali.

Acho que sempre estive em depressão
Só pode ser esta a razão
E mesmo que eu diga não
Vou sempre querer escrever
Colocando nos versos o meu sofrer
E formando rimas,irei entreter
Pelo menos devo nisso crer
Farei versos mais animados
Farei versos melhorados
Desculpem se parecem abalados
Eles foram baleados.

Rir junto com minha criadora
Esta lembrando dos tempos da locadora?
Gratifico-te por me dar lhe uma vida
Isso aqui é para dizer que é a mais querida
Não há palavras para descrever
Assim lhe coloco em mais versos, sem querer

Este aqui não poderia faltar
De você é meu dever falar
Mesmo com o temperamento que tem
Isto só te fez me criar muito bem
Restou agradecer por me tornar um alguém.

Inserida por AteopPensador

Amar e ser amado,
Viver e adquirir conhecimentos
Cada dia que passa escrevo meus sentimentos,
Escrevo o que penso
Faço o que devo fazer,
Agradeço a Deus por cada amanhecer.

Inserida por VillaSaldanha

Vi um pássaro,
Trazia no bico uma rosa
Tinha nas asas mel e cor,
Disse-me que trazia um recado
Um recadinho de amor.
Nas letras tinha vinho
Sabor,
Teu nome guardava
Ouvi cantos, poesias...
Falava poemas, declamava
Tinha tua cara, teu cheiro.
Me olhava, me cantava
Com jeitinho e calor.

Inserida por LeoniaTeixeira

Um riso que me ganha, um olhar que me leva.
Me leva aos mares, aos setes...me leva nos sonhos.
Se não dar pra nós, não quer dizer que eu não viva nós;
Há várias formas de viver alguém, de senti alguém.
Te sinto quando canto, te vivo quando rio...
Te sinto quando danço, te vivo.
Te vivo quando músicas rolam, quando pássaros cantam.
Te vivo nos meus pensamentos:
Não contidos, não escondidos, não amordaçados !
Espalho meu amor aos teus ouvidos como semente
Pra quer germine,nasça...e renasça todos os dias.
Te canto em versos, prosas...
Te conto em poemas e poesias.

Inserida por LeoniaTeixeira

O mundo está cada vez mais poluído, poluição não só da natureza
Espero a compreensão desse verso com clareza
Mudança é complicada, até se perde a esperança
Mas ainda se encontra uma faísca de salvação, no olhar puro de uma criança!

Inserida por MayerMC

ERROS

Meus erros, o fado e seus enganos
Má ventura, estão no meu legado
Numa perdição, no destino calado
Onde a sorte, bastava, ser planos

E na dor, as lágrimas, estive culpado
Tentei no querer, ter bons atos ufanos
Mas a vida, no acaso, teve olhos tiranos
E neste infortúnio cascalhou o passado

Errei todo o traçado dos meus anos
Cosi do avesso ao invés de adornado
Os valimentos os concederei profanos

Na admiração não tive o tal agrado
Os amores, sobejaram os insanos
E agora na rudeza eu sou castigado

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

PAIXÃO E AMOR

A paixão arde, assim, nos inflama
O coração acelera, sem correr
Os dias viram nosso bom viver
No amor, arauto que proclama

Se é apaixonado, tudo é só prazer
O tempo conspira pra quem ama
A harmonia na alma se derrama
É querer ser, e o sentir é querer

O silêncio fala, espanta o drama
E renovo é sempre o amanhecer
A paixão no amor torna-se dama

Nos porquês, desenredar é acolher
Pois a satisfação torna-se panorama
Paixão e amor, é sempre bom ter...

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DE POUCA FÉ

Oh! Alma conturbada, assim desolada
É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato
Prende-te à esperança, sejas sensato
E a confiança em Deus, onde guarda?

Ele te assiste, te olha dos Céus, é fato!
Com paternidade impávida, e iluminada
Jamais cansa ou desiste, nunca é nada
De amor estoico, âncora, firme vicariato

Porque assim, me cambaleia, na morada
Nele tudo se alcança, é afeto imediato
Inteiro, como na morte, é terna estrada

Paladino de lança em riste, superiorato
Não fiques assim triste, ouça a chamada
Deus te clama, no conflito, Ele é exato!

Luciano Spagnol
06 de junho, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol