Poemas de Luto
Separe algum tempo para
ser útil a alguém.
A vida é via de duas mãos,
vai e vem...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Caminhei entre os cascalhos da vida...
No chão árido e arbustos tortos, do cerrado,
me arranhei em espinhos e colhi margaridas.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Naufrágio
De fato a outro pertence
Teu pensamento, teu corpo,
Mas um dia, diante do naufrágio
Do teu amor, teu coração e
Tua alma por certo serão meus.
Então irei hastear a bandeira,
Não da vitória, nem da glória,
Mas da felicidade, por virdes me
Resgatar desse mar chamado
Solidão a que mergulhei
Em terra firme.
Quão cego é querer só ver os iguais
pois o afeto é diverso por demais
quando o olhar do amor é mais...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Obrigado do fundo do meu coração,
ãos que apoiam o meu trabalho
com muita dedicação.
sem truques e sem ilusao,
ó puto
fazemos o que nos vai no coração .
►A Era das Maquinas
O ser humano e suas falhas
Acordando todo dia para suas batalhas
O ser humano e suas muralhas
Mas vejam o avanço que estamos vivendo
Os humanos estão se desenvolvendo
As tecnologias que estão trazendo
As novas maquinas que estão fazendo
Todas essas informações que pelo celular
Estão recebendo.
Estamos vivendo uma vida alienada
Já não pensamos em mais nada
Será que devemos seguir nesta jornada?
Deixamos nossa mente abandonada, largada
Vivemos tempos de avanços
Mas vejam nossos traços
Estamos sendo amarrados
Estamos sendo configurados
Olhem os preços nos mercados
Os valores estão "melhorados"
Juros e mais juros estão sendo gerados
Quando seremos liberados
Logo então seremos degenerados.
O mundo está sendo dominado
O pobre, discriminado
O rico, iluminado
O revolucionário, marcado
O mente-fraca, alienado
Nós somos os culpados disto
Vejam só para isto
Já era previsto
Nós nos metemos nisso
Temos que aguentar e saber lidar
Devemos, do mundo, cuidar
Para ele não se acabar
Não devemos mais duvidar
E de nossas mentes, largar
Devemos que liquidar, trucidar
O mal olhar
Vamos começar a pensar
Ou melhor, repensar
Estudar, ajudar, MUDAR!
Tem gente que passa latente na vida da gente, e a gente luzente na vida dela...
E de repente ouvi-se um silêncio a meia luz...
Amorosamente.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
A vida é um sopro, um piscar de olhos. Na bagagem, o que vale a pena, que seja leda. Pois de todos os ais, só o amor será moeda...
Nada mais!
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Tenha felicidade na medida para ser livre...
Dificuldade para criar afiados ensinamentos...
Tristeza para vazar o amargo do interior...
Esperança suficiente para lhe dar momentos...
E percepção para ver que, o que vale, é ter excesso de amor.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
*parodiando Clarisse Lispector
Soneto de perda
A perda é igual ao um fio de navalha
fende-se num leve resvalo do destino
que engole a alma num apetite ferino
no alto e baixo de uma eterna batalha
Nos testilha, pouco a pouco, sem tino
como o fogo atiçado a uma seca palha
espalhando desnorteada e vil bandalha
no peito amargo duma saudade a pino
Inquieto e silente sempre é o término
num drama ao desalento se espalha
tornando séquito no avivar matutino
O tal estrago é uma senhora canalha
que faz ao poeta um poetar pequenino
e dor que da alegria não resta migalha
Luciano Spagnol
08/06/2016, 05'05"
Cerrado goiano
Fim do outono
Perdoa-me quimera ressequida
Aos amuos dos ventos, plainar
De ti me perdi nesta sovina vida
Nas trilhas áridas do caminhar
E no choro pela ilusão esquecida
O coração arde no pouco amar
Tal qual folha seca desprendida
Pelo ar... Num voante abandono
Como uma saudade desmedida
Vagindo no beiral do fim do outono
Que desnudo vai-se em despedida.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Primeiro Amor
Nas páginas do meu caderno,
Onde escrevia o nome teu,
luzia como estrelas no céu.
Tudo era de um brilho sincero
Até que o vento levou.
Já não é mais, passou...
A dor que em mim, cravou.
Morrendo a jura veemente,
Do Amor puro e adolescente
Que no deserto da vida, secou.
Eu sinto pelos que não esquecem
Que pelos dias de sua vida, padecem
Levando consigo a mesma dor
Daquele encantado primeiro amor,
E diz, suspirando de infelicidade:
Ah, como pesa essa saudade!
É ferida que fica, da injusta desilusão,
E quanto mais alta é a idade
A esperançá embaça e cobre-se de pó...
As paredes tristes do envelhecido coração!
Mari Marques
Notas de Amor
Notas de amor embalam minha alma
Ao ser contemplada por teus olhos,
Fazendo de mim a menina-dos-olhos,
Faróis de luz duma paixao e calma!!!
Sou, em teus céus, um passarinho!
Canto ao amor, essa nova e velha canção.
Cantas tambem, me encantas de emoção,
Juntos ninando nosso amor 'inda menino.
Quero que sejas o meu sonho derradeiro...
A aquiescer meu coração, minha voejante alma
Deitados na vida sob um lençol de estrelas!!!
Aquecendo esse meu corpo ainda faceiro
Nesse bailar de encantos e prazeres,
Em que dançam, amor, nossos quereres!
O mais belos versos são
escritos com pequenas estrofes...
Nos pequenos gestos estão os
melhores sentimentos em apostrofes...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Eu e Eu ....
Eu, amor?
Talvez,...
Quem disse?!
tal foi?
Impróprio,
não entendo.
Tal foi,
Qual argumento?
Hoje?
Não sei...
Justo eu?
Talvez?
O errado?
O sempre certo,
nenhum,
o nada certo?
E seu primor?
Não sei,
e o justo?
Faceiro?
Eu?
Sou,
amor ...
Voa pássaros azuis, pelo azul do céu.
Carregue os sonhos, e os momentos enfadonhos deixe-os ao léu...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Nada sei...
Somos sempre aprendizes
ao amor bendizei,
pois com ele seremos felizes...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Ilusão (soneto)
No beiral do cerrado a vida que passa
tal passada larga e velocidade feroz
num galope de ilusão faz-se algoz
da mocidade se tonando fácil caça
O tempo traga um vinho sem graça
da ilusão ser iludida pela face tardoz
de que é possível ter mundo de "oz"
no tardar veloz do fado que nos abraça
E assim, nesta altiva e devaneadora voz
tenta comandar com cortina de fumaça
a ilusão sonhando em não chegar a foz
Doce ledo engano desta ilusão trapaça
servindo a esperança do que já é após
de amarga fantasia em cuia de cabaça
Luciano Spagnol
11 de junho de 2016
06'30"
Cerrado goiano
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