Poemas de Luto

Cerca de 61709 poemas de Luto

BRASEIRO

Quero tinta, tinteiro
para escrever ao mundo inteiro
colorir, esses desejos de amor.

Assim, tão puro e verdadeiro
vou rascunhando toda a felicidade
e atirando ao léu, toda forma de dor.

Não quero com isso...
Escrevinhar a tão falada esperança
e pontuar a verdadeiro botão de flor.

Com firmes pinceladas de confiança
desenharei orvalho e amanhecer do labor
e a goteira do oitão, serenando o coração.

Quero tinta, tinteiro
braseiro de um corpo inteiro
a queimar a volúpia de minha paixão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

BENEFICIO DO FIM

A morte perdeu a fala
em meio a sua mimica
fez careta a sua dor,
e com gestos e protestos...
Fez a sua despedida
aterrando-se ao lado
escuro da vida.

Às vezes a morte vive
... Vive para ser...
explorada, aclamada
tilintada pelos dotes da vida
ou para comemorar os bens
que não levaste com seu
ultimo suspiro.

Outras vezes...
para ser lembrada, relembrada
marcada pelo dia do fim...
Ou demarcada ao tempo
em que esteve aqui.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CABEÇA DE ALHO

Estou de olho e até surpreso
com a cabeça de alho
às vezes, eu fico preso.

Ela não coça a carcaça
e nem, carrega piolho
não embaralha o baralho
nem se deixa de molho.

A cabeça de alho, é a cabeça,
que se o povo tivesse...
Não teria encalhos
não armaria arapucas,
com as suas deixas
e nem pregaria talhos,
com suas madeixas.

O povo...
Não tem cabeça de alho
e vivem a se embaralhar
com seus reles baralhos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CATA DUM AMOR (soneto)

Na cata dum amor, amor busquei
Em cada olhar, um olhar de rogo
E na sorte de tê-lo, em ter afago
Se tudo preciso novamente farei

Então constatei, que não é jogo
Ele acontece, é destino, eu sei
E em cada dia sempre acreditei
Na chama, que na paixão é fogo

No ser um amor sem fim, estarei
Sempre de prontidão, no epílogo
No destinado. Pois por ele ideei

Na conquista o que vale é diálogo
O amor é mago, gesto, nele saudei
A vida, pois é essência no âmago...

Luciano Spagnol
03 de dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

COMUNICADO DE PLÁGIOS OU POSSES DE AUTORIAS

Por Gentileza
Meus queridos amigos se alguns de vocês
Se identificarem com meus textos
E quiserem partilha-lhos ou simplesmente copiarem
Em seus murais
Só peço uma coisa coloquem o nome do autor
Porque é triste ver nossos filhos órfã de nós mesmo.
Agradeço!

Inserida por Lourdesousa2016

Tão triste
Quando vejo meus textos
Sem meu nome.

Quem me conhece
Sabe como sou justa!

Sempre dou os créditos aos poetas
Que eu admiro ou simplesmente me identifico

E gostaria de ter o mesmo
Respeito aos meus textos.

Apesar
De não serem poesias
São frutos da minh'alma e um pedacinho
Do meu coração
Em palavras.

Inserida por Lourdesousa2016

Eu sou aquilo que não conheço ...
E se conhecesse não poderia entender...

Eu sou perguntas...
Já que respostas não explicam meu ser...

Eu sou invisível...
E para quem apenas pode enxergar...
Eu sou o silêncio...
Mas quem de fato pode escutar ?...

Eu sou simples...
a simplicidade de coexistir...

Eu sou um desejo...
A necessidade de ser feliz...

Inserida por Mariosalles

Cheiro de rosas
Paixão e flor
Versos pra falar da vida
Rimas
Palavras ao pé dou ouvido
Beijos e abraços
Festa
Caricias no fim da tarde
Pegadas
Cantadas ao som da lua
De mãos dadas
Atravessar a rua
Correr na chuva de madrugada
Cantando e tocando poesias
Sorrindo
Celebrando o amor !

Inserida por LeoniaTeixeira

Quem disse que pra estar junto precisa estar perto não é verdade?

Sentimentos sinceros são como diamantes encontrado na rua é muito difícil de encontrar.

Fico pensando se há algo mais bonito que o amor sincero não só de homem e mulher mas também de pais e filhos entre amigos de verdade.

A sinceridade caminha ao lado do Amor, da dignidade e da humildade convenhamos que os três se sustentam.

Nos conhecemos através de uma mensagem e tudo começou a mudar. Mais como assim? Nem nos conhecemos pessoalmente.

A humildade e a sinceridade dela me conquistaram.

Não sei mais o que falar não sei mais o que dizer o que eu quero e vou é te conhecer não só o que você é por fora mais sim a beleza que você tem por dentro.

Saudade, alegria, tristeza e agonia.

Saudade por estar longe, alegria por ter você em meu pensamento, tristeza por ainda não ter te conhecido, agonia por ter que esperar mais um pouco.

Inserida por DecoOliveira

SONETO ENDEREÇADO

Este é um soneto endereçado ao amor
Que redige na flor o doado nascimento
E nas estrelas segredos em sentimento
No imenso palco, a vida, ventura maior

Se a imperfeição influência detrimento
Sob o mesmo céu, sob o mesmo clamor
Nela também, brota um olhar acolhedor
O que se faz perfeito e um complemento

Quando penso que tudo nele é só primor
Há bravatas, desculpas apenas, momento
Também tem dor, que cessa o sonhador

Porém, amor que é amor, é sacramento
Não é vaidade, e sim, um transformador
Se de ti roubar, tente o mesmo fomento

Luciano Spagnol
2016, dezembro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A vida é Ferreira e tão sinGullar

A dor é o que te faz sofrer em dor ou a amplitude da razão sem ser
Perder é transferir a conquista do nada para coisa alguma colher as flores que não plantou
Tristeza é "Ferreira" a perda de tão singular pessoa que na arte fez a virtude do escrever e transformar amor em terra pátria.
Iluminação do poeta e tantas outras virtudes de um genial gesto de sua alma alada num céu de flores refletidas no pântano reluzente
Segue seu trilhar com toda poesia és e sempre será a construção da invenção do bom e belo olhar poetizar o mundo e semear sementes propulsão dos ventos soprados em brisa de seu falar gestual
Ferreira Sim Gollar esta é sua expressão sua intensa maneira de ser referência nos trejeitos de sua escrita prazerosa leitura verdadeira modernidade com sabor de letras de macarrão e luar num dia de Sol
Tristeza é a inspiração da poesia é a arte do arteiro que transforma tudo de todas que forem as formas concretas ou bizarras a fervura da alma artista reflete os tons das cores e sabores que traduz as flores com cheiros ou odores és tão singular.
Pra onde vai Ferreira Gullar, pois estás em tudo e pra sempre não haverá um só dia sem que a poesia traga seu nome ao ser homem trazer o artista em um lindo ensaio traduzido em língua e linguagem sabor e saudades.

Hélio Ramos de Oliveira a vida é Ferreira meu amigo poeta tão sinGullar.

Inserida por biohelioramos

CABEÇA DE VENTO

Cabeça de vento
voando aos sonhos
não pousa em seu tempo
nem vive tristonho.

Vaga aos sorriso
sem que sem pra que
com pouco juízo
sorrir pra valer.

Cabeça de vento
não pensa em mandões
não vive atento
e faz seus bordões.

Não preocupa com voto
nem com o amanhã
vive o hoje devoto
o seu tempo é divã.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

HOMOCROMIA

Ao comando de uma voz...
leva se elevas e galga, léguas
atira se atira e arranca as tiras
projeta flecha nas fresta e nos caminhos
assina e determina a própria sina
sacode as ordens as desordens...
Ativa o tino dos assassinos

Ao comando de uma voz...
Atira-se ordens voraz
projeta dardos do sul ao norte
desperta pesadelo e a peleja
edifica favas, e as igrejas
passa, calote e o trote
e acorda o ódio, para morte.

Ao comando de uma voz...
Se ama se esgana, engana
ganha grana edifica gana
bota carranca e desengana
voa livre, e perde as asas
se tranca nas trancas da casa
aperta se aperta e se esgana.

A voz... Determina os fortes
recebe os bons e os fracos,
não burla os ventos...
Mas comanda pensamentos
polui todos os sentimentos
e camufla obedientes no saco.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CABELOS

Cabelos tê-los, sem apelos
com cascos,todos cheios
despachando,belos zelos
sem permeação dos meios.

Solto... Aos ventos espatifados
amarrado com fita, penteado
feito cocó,estiradas tranças
esbanjando simplicidade
ou esperança de uma criança.

Cabelos ao tempo na tinta preta
cabeça descabelada sem nada,
despenteada lenta,aos ventos...
Caretas palhaços rindo voando,
no tempo tudo, no mundo, fado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CARCAÇA DE OSSO

Carcaça de osso
de uma vida ferida
colosso da morte
uma alma dividida.

Alma; degusto da vida
peregrina da manhã
choro de uma partida
lagrimas sobre o divã.

Carcaça de osso
em um crânio furado
viveu sem colosso
por caminhos errados.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CARLOTA

... Carlota de roda
que roda ao rodar
Voando por baixo
sem asas no ar.

Com odômetro que marca
esmurrando seu tempo
agrega quilometro
sem nunca voar...

Carlota de roda
faz vento e soprar
saudade, levou pra lá
sem nunca chorar.

Já levou o amor
no passeio do amar
maltratou, confortou
já correu, foi buscar.

Carlota de rodas
já fez meu sorrir
com essas margens florida
avistadas daqui.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CARNAVAL NO QUINTAL

Carnaval no meu quintal...
desabrocha flor, e troca pólens
frutos maduros, sucos, goles
triturados, sustenta a vida
de muitas barrigas, mole.

Aos ventos, farfalha folhas
e enche os olhos com as cores
d’aqueles que lhe convir,
filtra enfim o ar impuro
de um coração e como rolha...
ninam os sonhos ao dormir.

No meu quintal o carnaval...
é feito por asas aladas
cantos que, no entanto encantam
em seus cantos... As passaradas.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Porque tenho luz como guia
Vejo o céu como mar...
Sou cada gotinha de orvalho
Sou cada verso a cantar !
Me sinto rios em correntezas
Me faço vida a sonhar.
Sou flores pequenas, pisadas
Sou tantas e nadas
Nesse mundo de guerras
Frias
Amores contidos
Não vividos...
Poemas, rimas
A rimar !

Inserida por LeoniaTeixeira

Colo
recados
nas paredes
do meu peito
e costumo
rascunhar na alma.

Inserida por Simonelacerda

DE VOLTA, O MEU OLHAR

Aqui vai o meu olhar de volta, que brade
pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
depois que o seu silêncio me escreveu
só distâncias e, pouca reciprocidade

Se me deu o melhor, em mim só doeu
ao deixar teu gosto na minha vontade
ao sentir que foi um amor na finidade
e que no teu amor, não tem mais o meu

Olha pra mim, só restou a imensidade
dum coração vazio, onde, eu sou réu
num dia de sol que virou tempestade

Se ainda ouve de mim uma canção, eu
ouço o teu suspirar na minha saudade...
Que grita, uiva, na poesia dum plebeu.

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 2016

Inserida por LucianoSpagnol