Poemas de Luto

Cerca de 61332 poemas de Luto

...leve como o respirar,
este sentimento se instala,
cria forma, me abala
e continua sólido,
como as rochas mais antigas...

Inserida por angelamslara

Que seja eterno este sentimento
aberto, inteiro, verdadeiro e único.
Que sejamos, tu e eu, felizes
na cumplicidade de um amor sem limites...

Inserida por angelamslara

𝐒𝐞𝐦𝐢 𝐓𝐨𝐦

Meus poros enquadram o sol da noite mais escura.
Um coiote sem matilha a vagar acuado, mudo.
O uivo que ora se desfaz em passos
Por sobre a cidade em traços ocos.
Ver forma mais pura e se sentir distante,
Qual musica entre precipícios e mares intocados, é estar vazio.
Vazio, entretanto, é estar em si, antes de dó.
A meio tom de um olho negro a espreitar o espírito alheio,
Enquanto o meu esfumaçado, é mar, é ar, é brisa e pasto.
Seria outra senão aquela hora
A pontilhar os percursos
Da abóbada da minha vitrine
Opaca e sem laços?
Desfragmento-me:
medos e postais,
passos e adeus,
vento ... fumaça.
Espero a preamar ou
O ocaso da existência.

Inserida por scriptorium

𝐁𝐚𝐭𝐚𝐥𝐡𝐚

Pólvora espalhas pelo ar, de todos
Rindo e chamando aliados febris. Soldados.
Imprimes tua marca em espasmos e soluços.
Formas nasais a expandir-se ao vento.
Entre surtos e espirros e febres,
Endoudecido.

Vislumbro nenhuma coberta,
Esconder-me já não posso.

Desejo uma trégua apenas
Mais duradoura e distante desses dias
Blindados e frios,
Onde a rinite e a paciência se enfrentam,
Rasgando o espaço, molhando, avermelhando,
Olhos e nariz, sem trégua.

Já não posso aguentar, te peço agora,
Vá e tarde a voltar.

Inserida por scriptorium

𝐁𝐫𝐮𝐦𝐚

Entre palavras procuro minha dorsal,
Tento encontrar o alinhamento perfeito.
Talvez, num ou noutro espaço imaginário
Espero o vento me levar a navegar,
Por mares nunca antes visitados,
Dentro do ciclo lunar guardado pelo sol.
Antes de o pensamento chegar e dormir.

Outra espera guardei, no entanto,
Qual animal em outubro entre folhas,
Uivando ao céu diurno.
Entre auroras espreitando
Tudo o que não encontrei.
Talvez, alimentando a ilusão de saber
Estério e surdo qualquer sabor divino.

Doravante, sei... qual fumaça ou bruma
Dispersa nos campos
Entre cipós e fungos,
Há gotas, alucinações reais,
Matemáticas improváveis,
Magias a confundir
O inocente marginal de pastos.

Inserida por scriptorium

𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞

Não há tempo, não há espaço.
Só cores de Almodóvar ou Frida Cahlo.
Desejo apenas a cantilena nordestina
Que me explique estrelas e violas enluaradas.
Schubert me acompanha bem de perto,
Qual Virgílio noutras pastagens
A lembrar de outro amigo perdido.
Qual Nina quando me diz alguma coisa
Coisa que não posso entender.
E Veríssimo que faz rir da miserável
Humanidade do meu ser.
Entender-me é como navegar por Fernando
E seus outros que nada querem além de ser-se.
Pensar em Deus não seria tolice?
Dos meus pés ao horizonte, tudo é meu.
Agora um homem rico e vil.
Qual Cezar embriagado
Pelo tempo de si mesmo entre outros vilões.
Cadê a cantiga, a lua e as estrelas?

Inserida por scriptorium

𝐒𝐞𝐠𝐫𝐞𝐝𝐨

Esparsados escuto os passos
A marchar sobre o cadafalso,
Marcam borrados os desacertos
Que camuflados disfarçam
A sombra espraiada sob os pensamentos.

Não saberei da morte prematura
Mastigarei os dedos descartados
Escarrarei a palavra incerta
Com as entranhas escreverei
A tripla santidade da vergonha.

Se me arrasto ainda é pela esperança
Que deixei escapar sorrateira,
Sem saber dos sabores que a vida trouxe
E eu não souber manter.

Queria saber o que fazer com as palavras
Se aos ouvidos só é dado saber
O que o mundo fala em segredo.
Segredo eu tenho que o mundo possa querer?
Duvidosa essa boca só cala.

Saber, não saber?
Viver, não viver?
Prefiro a questão que faça sonhar
A uma certeza que faça matar.

E quão certo está todo o mundo,
Sei não me chamo Raimundo,
Mas tenho a solução e a rima
Guardadas na palma da mão
Saberei transformar em canção?

Deixo às linhas meus nós, que na palma da mão,
Duvidam, tentam bradar o mesmo não,
Dos pesadelos que se vão pelos vãos
Breves, entre as horas que me assombram,
Esperança, utopias, ilusão.

Inserida por scriptorium

A beleza de um velho
é já estar tão perto do fim
e ainda falar de começos

Inserida por clelio_lemos

Penso que nada sou,
sigo e nem sei onde vou,
mas uma coisa percebo,
cada segundo é um a menos,
e um passo mais adiante
para aquilo que sabemos ser o fim,
mas ainda é tão cedo !
ah...porque a vida tem que ser assim?

Inserida por neusamarilda

Que o teu sono seja bem sereno,
enquanto a lua viaja na amplidão,
que um anjo te proteja bem de perto,
dando imensa paz ao teu coração

Inserida por neusamarilda

"Nenhuma dor é para sempre.
Nenhuma lágrima é vã.
Eu tenho crido no milagre da minha vida e no tempo de Deus.
Sempre que o desespero tenta me cegar os olhos do coração, paro, respiro e olho calmamente minha passagem por aqui...
Sinto o quanto cresci e principalmente, ao que sobrevivi.
Então, em forma de oração, deixo escorrer o lacrimejar e aquieto o peito com a chama da esperança. Sempre certa de que não estou sozinha ou desamparada. O criador está atento e todas as provações fazem parte de um grande critério DEle para os meus passos futuros e para que minha comunhão com Ele seja a maior certeza de minha existência, sem medos, sem dores, sem sentimentos de fracassos, sem torturas e ciladas mentais.
Sigo com a verdade que o meu coração alcança:
"A minha primavera vai chegar"!"

Inserida por simone_resende

Todos ouvem minha voz,
meu sussurro, meus gritos.
Mas são incapazes de ouvir o meu silêncio...

Inserida por Estevaoaraujo

Retiro-me em descanso ,
e acaso me abraçe ,
te durmo em meu abraço ,
em sonhos te alimentas em um
(ser)mos ...côncavo e convexo.

Inserida por Estevaoaraujo

ALEGRIA, ALEGRIA

Ao som do batuque,
misturam-se
sorrisos de várias raças
na integração dos povos.

Na brasilidade do frevo,
patrimônio nacional,
na calma do Martinho da Vila
com seu peculiar astral,
Carmem Miranda e Gonzaga
no balanço do baião.

Depois de uma grandiosa
experiência no esporte,
que nosso país siga
com mais suporte.

“Dias melhores virão”,
dizem Claudio Venturine
e Luiz Carlos Sá
em sua linda canção.

Pensamento positivo,
mudanças imediatas, quiçá,
e que tudo isso
não acabe somente
em samba!

Sim, queremos mais...
Além da alegria dessa gente!
País que soube ser hospitaleiro,
queremos prosperidade, paz
e sossego neste coração
esperançoso e brasileiro

Inserida por rita_delamari

LUME

Tempestades me seguem,
mas não me atingirão!
Somente nos sonhos ficarão.
Minha noite tem estrelas!
.

Inserida por rita_delamari

TATUAGEM

No escuro pressinto
quando chegas ao meu lado.
E segura me sinto
no calor do teu abraço.

Nossos corpos se acham
pelo caminhar de nossos dedos,
lentamente, se entrelaçam,
selando nosso encontro com beijos.

Ficamos a nos amar pela madrugada
e, durante nossos dias, sempre grudados,
porque um sem o outro não é nada.
Felizes, e pelo nosso amor embalados.

Ficar só, o que seria de mim, não sei...
Em tua ausência te vejo em miragem!
Viver sem ti, não me acostumei:
te sinto em meu corpo como tatuagem!

Inserida por rita_delamari

FORTALEZA

Em meio à selva,
abdicou do medo,
escolheu a presa!
Carrega o escudo,
o lobo é companheiro...
Deusa que vive
a proteger
os indefesos,
fortaleza!
Deusa lunar...
Não teme
o escuro...
Pelo caçador,
não mais
será abatida...
Guerreira da paz!
Agora, ela é
sua própria lança!

Inserida por rita_delamari

Bom dia vida,
Bom dia querida!
Me enfeite de flores
de cores,
Me encontre a saída
cicatrize a ferida , me deixe ir
e te prometo sorrir.

Inserida por Estevaoaraujo

POETAR

Ser poeta é, por sua vez,
questionar os inúmeros “porquês”;
é roubar do tempo a rapidez
e querer o que a vida desfez.

É expressar os gritos da mudez
e fazer ouvir ruídos na surdez;
é ver no translúcido a nitidez
e saborear o doce da acridez.

É tatear o morno da tepidez
e transformar a frieza em calidez;
é despir de pudor toda nudez
e despertar a libido da frigidez.

É desembaraçar-se diante da timidez
e agigantar-se em pequenez;
é fartar-se em plena escassez
e permitir inquietação à placidez.

É tratar com suavidade a rispidez
e converter indelicadeza em polidez;
é fazer da aspereza maciez
e revelar humildade à altivez.

É propor prudência à insensatez
e buscar a cura para a morbidez;
é estar sóbrio de embriaguez
e mostrar-se demente de lucidez.

É dotar a estagnação de fluidez,
e extrair as cores da palidez;
é dar às vontades humanas solidez
e aos corações empedernidos flacidez.

E nas linhas que no papel se fez,
rascunhar, com leveza e avidez,
os desalinhos da alma, de vez,
com todas as certezas de um talvez.

(Selecionada no “5 º Concurso Nacional de Poesia”, da cidade de Descalvado-SP, e publicado na coletânea “Marcas do Tempo VIII”, no ano de 2006)

Inserida por pirafraseando

Toda mulher sempre é linda,
mas olha o espelho com espanto,
saiba que não existe mulher feia,
jogue êsse espelho num canto !

Inserida por neusamarilda