Poemas de Loucura
“Ela é louca por ele. Fala o tempo todo dele pras amigas. Dorme e acorda pensando nele. Sente raiva por não afastá-lo nem um pouquinho da sua cabeça. Ela chora quando ele não dá a mínima pra ela. Sofre porque ele tem ela na palma da mão e pouco se importa com isso.”
Ei? Você que começou a ler, sou louco sabia? Sim sou "assumidamente". Fã da sinceridade, da liberdade, do momento!
Às vezes acho que os loucos que são realmente os normais. As pessoas julgam demais, falam demais, reclamam demais. Não pensam antes de agir, não vêem que uma palavra machuca muito. Tem coisas que nos diferencia do animal, mas às vezes acho que somos os verdadeiros animais. Cada dia que passa , mais reparo os pequenos detalhes. O modo como agimos, como fazemos. E a cada dia fico mais assustada, o ser humano me assusta me surpreende. Estou cansada da vida, das dificuldades dos problemas.
Sou louco! Louco pela vida e por tudo que possuo, sou um louco feliz, pois tenho tudo que sempre quis.
Sei que não sou quase nada, mas se alguma parte de mim é algo, loucura está definitivamente incluso.
Não pode ser verdade, entende? É anormal demais. É louco, é lindo, é vontade de ser feliz presa no estômago como raiz de árvore. O que eu tô vivendo vai além disso tudo que eu descrevo. Soa forte — do beijo carinhoso ao beijo envolvente. Tá iluminando meu caminho, sabe? É coisa pra amar de olhos fechados.
Já ando feito um louco pelas ruas. Não obedeço sinal, passo entre os carros em movimento como se fosse a coisa mais normal do mundo. Vez em quando me assusto com os freios e paraliso. Outras vezes, dou uma risada cínica e viro as costas. Porque chega uma hora que morrer parece não ser tão doloroso, então pouco me importo. Chega uma hora que nada mais é lindo, nada dá certo, nada é encontrado. Por isso acabo com o maço do cigarro em um minuto. Minha vida se transformou numa morbidez completa. É a fase terminal que poucos reconhecem, mas que uma hora, quer queira, quer não, chega pra todo mundo.
E ficamos nesse vai e volta, quer e não diz, chora, mas não controla. É doença, é loucura, é covardia. Mas é medo, eu sei − medo de se apaixonar ou de estar apaixonado.
Então me sentei sobre o céu estrelado e senti uma vontade louca de chorar olhando a cidade adormecida.Havia tantos casais a minha volta e só eu ali,tremendo na noite gelada sem ter ninguém para abraçar, me sentindo abandonada,perdida e oca,vazia,querendo amar mais do que tudo,querendo sentir de novo as borboletas bagunçando meu estômago,a adrenalina,a tontura…Pois apaixonar-se não é algo prático como matemática,só resolver ax + b e pronto,é mais como um terremoto,porque você nunca sabe quando vai acontecer e nem como e não entende a intensidade até o chão começar a tremer.
Todos têm o direito de serem loucos e irresponsáveis, ninguém tem o direito de usar sua loucura ou sua irresponsabilidade, para ferir o próximo.
De tanto preocupar-se com as opiniões alheias ela foi sumindo em meio a sua loucura, foi se esvaindo em meio a sua tristeza, e perdeu o que lhe era de mais bonito: a sua essência.
A pior parte é que eu faria uma loucura de amor. Sou o tipo de pessoa de se apaixona incondicionalmente e perdidamente sem meias palavras ou sentimentos contidos. Sou do tipo que se entrega sem pensar no amanhã. Eu me casaria hoje sem ter certeza de nada se meu sentimento fosse correspondido. Por mais que haja uma casca que me envolver protegendo quem eu realmente sou, no fundo eu sou só uma pessoa apaixonada. Apaixonada pra sempre. Eu faria uma loucura de amor, mesmo que não fosse amor de verdade, mesmo que fosse por uma fração de segundos na eternidade.
Mas embora eu estivesse loucamente apaixonado e quisesse mostrar para Deus e o mundo esse sentimento, percebi que eu estava exagerando, me expondo, gritando aos sete ventos. Era perigoso. Entendi que posso amar, tranquilamente, sem precisar contar pra ninguém. Algumas vezes, o que fica em silêncio e não é tocado no coração dos outros, prevalece mais.
Há um tempo eu venho pensando em desistir, sair dessa loucura, mas só hoje eu tomei coragem. Não vale a pena continuar.
