Poemas de Lembrança
Ex não é lembrança, é lição de superação
Foi capítulo encerrado, virou evolução
Chorei o que tinha que chorar, aprendi a me ouvir
Quem não somou na caminhada, eu deixei ir - música Eu no comando do dj gato amarelo
Ex não é lembrança, é superação
Hoje eu me escolhi, sem culpa no coração
estou me amando tanto agora que fiquei solteiro
Que eu estou começando a ter ciúmes de mim mesmo,estou me amando tanto, isso é real. - música Eu no comando do dj gato amarelo
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
Pai, a saudade mora aqui.
Todos os dias.
Em cada lembrança, em cada silêncio.
Te amo… e sempre vou amar.
"A ausência dói, pai, mas a lembrança do seu amor me fortalece. A saudade é eterna, assim como o amor que tenho por você."
Feh Alvarenga
Estela, assim como o seu nome, passou como uma estrela sobre mim.
Deixando a lembrança do seu brilho e a saudade da sua beleza.
Queria poder sorrir como antes, ser o Eu de antes, mas já não vive mais em mim.
Assim como você partiu, junto uma parte minha também se partiu.
Nunca mais serei a mesma.
Agora me sinto solitário, vazia
Com uma dor permanente,
As lembranças figuram em minha mente,
E o que antes me gerava alegria, agora são colhidas como dor.
Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.
A surpresa da tua presença inesperada me trouxe uma breve lembrança do gosto de estar perto de mim.
É curioso como eu sempre me perco no que sei, para encontrar o que realmente preciso descobrir.
Eu já tinha te visto, mas nunca tinha te encontrado.
Incapaz de decifrar o teu olhar, torço para que eu possa caminhar até você sem medo.
Mesmo que seja breve, eu quero sentir esse gosto de mim —
e, quem sabe, encontrar um vestígio do caminho de volta.
Entre toques disfarçados, sorrisos escondidos e a mentira da verdade,
eu senti algo.
Não sei o quê, mas algo que me trouxe o medo…
e aquela sensação de volta.
Analiso teus passos na minha mente enquanto minha confusão cresce.
Tua silhueta me chama.
Eu tento não perder meus sentidos,
mas vejo teu disfarce —
e torço para que você decifre o meu.
Para que então eu possa atravessar nossa linha,
mesmo que às vezes pareça que não há nenhuma.
Quem sabe ela só exista na nossa cabeça.
Me ajuda a te entender…
o que queres que eu faça?
( ..legra )
Não morrerei nem mesmo quando o coração parar de bater.
Posto que a lembrança do meu sorriso esteja para sempre
Na memória dos que me amam.
Passarinho que voa
sem lembrança do anterior,
sem rosto, sem voz,
sem saber de onde veio.
Ainda assim, voa.
Seu único vestígio:
O tempo é a tardança
daquilo que se espera.
Pobre criança das noites fundas,
que pensa e pensa,
e sofre por pensar.
Talvez o anterior
nem esteja mais aqui.
Talvez, para ti,
nunca tenha estado.
Então voa,
como sempre voaste,
mesmo sem ter quem te ensinasse.
Pobre criança,
não te deram o pai,
mas te deram o céu.
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Igarapé do Boto
Igarapé:
Caminho de canoa;
Caminho do tempo,
Que trás a lembrança
Da minha infância.
Em tuas águas tranquilas
Aprendi a nadar
E muitas histórias
Tenho para contar,
Você nem imagina!
Uma canoa cheia d'água
Era a minha piscina.
Em tuas águas pesquei
E de manja brinquei,
Para a escola eu remei
E com outras canoas
Eu aporfiei.
Igarapé:
Caminho de canoa,
Caminho do tempo,
Não te troco por outro,
Pra sempre querido,
Igarapé do Boto.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
Você está em todos os lugares
Cada música, cada lembrança
Tudo remete à você, tu és o principal em minha vida agora
Agora, não sei como nem porquê, mas é você
É você quem vejo quando acordo, é você de quem lembro antes de dormir
E ao levantar eu me pergunto, “como será que ele está?”
Não que me interesse, mas sei lá, acho que hoje daria certo
Acho que hoje eu seria capaz de sustentar a amizade
Acho que hoje poderia ser nós dois.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
O ÚLTIMO ATO
(O despertar do agora)
Cortinas fechadas. O palco agora é uma lembrança, o espetáculo era o passado, que finalmente saiu de cena.
Lu Lena / 2026
Dói aceitar que alguém pode virar lembrança
mesmo estando vivo.
Que existem pessoas que a gente perde
sem funeral,
sem última despedida,
sem chance de dizer:
“fica”.
E talvez seja por isso que machuca tanto.
Porque o coração não sabe lidar
com ausências que continuam respirando.
Tem coisa que a gente não precisa mais carregar.
Peso que virou lembrança amarga.
Expectativa que não se cumpriu.
Culpa que não cabe mais.
Nem tudo que coube um dia… ainda serve.
Desapegar também é se cuidar.
Solta.
Você merece caminhar mais leve.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A lembrança é a vida dos mortos.
A saudade é o abraço dos queridos.
Lembre-se, lembre-se sempre.
Pois, ninguém morre nas lembranças de quem ama.
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
