Poemas de Flores
Mulheres são flores...cuida dela como quem rega uma flor rara — com delicadeza, atenção e orgulho de tê-la em seu jardim.
Proteja seu sorriso, honre sua confiança, e ela será o seu porto e sua força.
Lembre-a, todos os dias, que ela é o seu 'sim' em meio a um mundo de 'nãos'.
E quando as tempestades vierem (porque virão),
que suas brigas sejam pontes, não muros.
Façam as pazes sob o mesmo teto,
pois a vida é um sopro — e o amor, eterno quando cultivado.
E quanto aos outros?
Que o murmúrio alheio seja apenas vento...
Afinal, inveja é o amor que não ousou dizer seu nome.
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Florescer em Silêncio
Passo o dia esculpindo pedras,
Como se as flores nascessem
Sem esperança.
Quanta ingenuidade!
De cabeça baixa, sigo,
Cercado pela desumanidade,
O céu, em silêncio, chora,
Mas o coração insiste.
As folhas secas se agarram,
Mesmo no inverno,
Quando as flores não nascem,
A primavera as faz renascer.
Entre lágrimas aprisionadas,
Ora livres, ora contidas,
Elas não se calam.
O jardineiro de mãos serenas
Observa, enquanto as flores,
Assim como ele,
Florescem a cada manhã.
Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.
Tremulam as flores
rosas do Ingá-anão,
Quando você vier
não vou dizer não,
Colherei os frutos
doces do amor
com todo o coração.
Não olho mais
para o calendário
Esperando por você
espalho o meu perfume
Como Lila florescida
sou absoluta poesia.
Integro-me com as flores
do Jacarandá-mimoso
para o refúgio encontrar
daquilo que não posso mudar
não ter o êxito de me alcançar.
Em nome da poesia como
fragmento da alma que é,
vir com as flores entreter-me
para não me perder da fé
e seguir sem intenção de ré.
Ser o Jacarandá-mimoso
do jeito que ele me é,
amoroso, gentil e poético
e deixar o quê tem de ser
vir por si só a acontecer.
O quê tem que passar
irá passar mesmo que
diferente tentem mostrar,
contra à força o tempo
ninguém pode subjugar.
Não é sobre relógio
que estou falando é sobre
o quê se tem ou não,
é o quê mostra a direção
diante da real amplidão.
Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.
A paz da flores da Sucuuba
é o quê desejo para que a fé
e nem mesmo a inspiração
se percam do teu coração;
E que toda a escuridão
proporcione enxergar
mais de uma constelação.
Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.
Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.
Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.
A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.
Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.
Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.
O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.
(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).
Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.
Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.
Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.
Deixei a Folia de Reis
entrar e me levar,
Enquanto imaginava
um esplendor de flores
de Babosa branca
para os cabelos enfeitar,
Tudo tem me dito
que sou o teu lar -
o tempo irá mostrar.
Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.
Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.
Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.
Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.
Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.
(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).
O rio que vem de longe
e abastece a minha fonte.
O Araribá-amarelo cobre
com flores a minha fronte.
Nós habitantes indeléveis
do amor e da paixão inoxidáveis.
Os pensamentos são iguais,
e estamos construindo a paz.
Não somos nuvens passageiras,
não tememos travessias inteiras.
À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos
Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.
A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.
Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.
Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.
Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.
Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.
Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.
Lua das Flores
A Lua das Flores da estação
no Médio Vale do Itajaí
preludia os ipês rosa e o roxo,
Com certeza percebi
a tua curiosidade bonita
que maio me anuncia.
Se é amor ou não, não sei,
mas que já poesia, virou lei;
Sem precisar da aprovação
alheia constrói o legado
de manter o seu coração
todo em estado de maio.
Não preciso falar o que
sinto porque se me ama,
Saiba que também é amado,
do jeito que não tínhamos
sequer antes imaginado:
do lugar deste amor não
haverá outro para ser ocupado.
Aprecio a dança das flores
do Sabugueiro-do-brasil
enfeitando o caminho,
Destino tal que por aqui
ainda não nos encontrou.
O mundo não me mudou,
nunca me esqueci
do que sempre encantou.
Continuo a mesma
arraigada ao que é do chão,
Coração singelo que é
também canteiro de flor,
rende culto ao amor.
Tive infância de tosse
curada por xarope de mel
com assa-peixe porque
cresci no meio do nada,
Ali, a poesia de hoje,
convicta já acompanhava.
Conheço a Mata Atlântica
que é Pátria da minha Pátria,
fazendo-a sempre relembrada.
Com inspiração emocionada,
mostro flores e frutos de tudo
o que foi, é e entre nós será,
Porque todos os dias nasce
uma razão que nos apaixonará.
Floresço sob o teu coração
feito de mahogany.
Embora distante,
permitindo entre nós a fruição
como do Rio Belize
os dois fossem navegantes.
Confesso que você sabe
apertar os botões certos,
e dos pés à cabeça tens
me colocado em ritmo
plenamente de brukdown.
Tenho percebido que temos
vocação para o amor bom.
Estamos afinados no mesmo tom,
algo cantando que para amar
bonito a gente tem o verdadeiro dom.
Estamos despreocupados porque
nos conhecemos na palma da mão.
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