Poemas de Flores

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E Por falar em pau que nasce torto,
alguns galhos também nascem,
e deles brotam flores.

Quando foi a última vez que você recebeu flores?
[.....]
Quando foi a última vez que você deu?
[.....]

Há flores


Há sempre flores
que se abrem onde não esperamos...
Sons em lugares onde sequer estamos...
Sabores nos dissabores...
Dias nas noites mais insones
Às vezes é apenas uma janela
que não sabe fechar...
Uma porta que se mantém entreaberta...
Ou algumas frestas que se fazem nascer pra deixar luz entrar.
Há sempre esperança nas nuvens mais densas...
Há sempre um barquinho num porto num canto qualquer desse mar imenso...
Uma voz pra assegurar que tudo se vai ajeitar...

A alma contra o tempo


Quando as pétalas ⁠das flores caem pelo chão, misturando-se com as folhas que já estão sem vida; vejo uma beleza naquela simplicidade, comparo a paisagem com a vida...


O frescor, a vitalidade, tudo que o tempo vai aos poucos transformando, quanto a nós, para alguns a alma sempre mais aprimorando-se, enquanto vamos gradualmente definhando.

Setembro

Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.

Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.

Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.

Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.

Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.

E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.

Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.

Beatriz D’ Aquino

Jardim do Amor


No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.

" Há palavras que chegam como flores.
Outras, como estrelas.
A tua chegou como um jardim inteiro com um universo a disposição,
lembrando-me que a gentileza é uma das mais raras formas de beleza. "

À ti flores
À ti, reservo o mais sincero amor
À ti, entrego meu coração sem nenhuma restrição
Para ti, trago dos céus, o mais belo bouquet de estrelas
Em ti vejo a mais bela entre as belas
De ti os mais doces beijo


"Caio Camara Cesar"

Certa vez nossa florista sugeriu que eu te enviasse flores.
Agradeci, mas disse não.
Não quis que nosso amor fosse banalizado por atos bonitos, mas repetitivos.
Mas, confesso:
Tive vontade de aceitar a sugestão.
Flores representam a chama e o sentimento dos amantes.
São efêmeras, coloridas, perfumadas...
E têm espinhos...
Como o amor...

O que florece
De flor em flores,
Sob o sol de um janeiro ardente
Rega,
Florescem,
Silêncio
Ecoa todos os sonhos.

A primavera pousa
devagar no coração
de quem ainda sabe
ouvir a melodia das flores.

Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.


No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.


As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.


Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.


E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.

NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA




"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."




- O Velho Cultor




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Não fomos um daqueles amores cheios de encantos
Mas tudo bem, há flores que nascem só para enfeitar o campo


Foi só paixão, eu sei, mas foi intensa
Daquelas que acendem sem pedir licença


Forte brisa, que o vento levou
Um perfume que nunca ficou
Mas há beleza no que não persiste


Como o pôr do sol, que apenas existe


Palavras guardadas, um olhar sem fim
Fantasmas de um beijo que não teve um sim


Tua ausência não pesa em dor
Mas em traço sutil de um quase amor
Faltou só o tempo, ou talvez coragem
Mas sobrou poesia nessa passagem


Será ilusão ou um destino escrito?
Doce enigma em versos infinitos
O mistério dança no olhar ardente
Palavras não ditas, desejos latentes


Nem chegamos a ser memória
E tem dias que pesa, como se tivéssemos sido história
Por mais que isso possa caber a muitas histórias de um quase amor, um clichê


Não me importa, porque essa realmente eu fiz só pra você.⁠

Existe uma velha parábola sobre um jardim lindo por fora, cheio de flores coloridas na entrada, mas com as raízes completamente podres por baixo da terra. De longe, impressiona. De perto, desmorona ao primeiro vento forte. O Brasil, muitas vezes, parece exatamente esse jardim.
Na superfície, discursos bonitos, propaganda colorida, promessas de campanha. Mas embaixo da terra, a realidade é outra: violência gratuita tirando vidas todos os dias, como se sangue nas ruas já fosse paisagem normal. Guerras urbanas travadas entre facções enquanto o poder público assiste de longe, fingindo não perceber.
A educação, que deveria ser raiz forte, está sucateada, professores mal pagos tentando florescer em solo seco. A saúde vive eternamente em sala vermelha, emergência constante, sem estrutura para cuidar de quem mais precisa. O judiciário, que deveria julgar com justiça, muitas vezes emperra, decide tarde, protege quem tem poder e esquece quem tem fome.
E ainda assim, mesmo diante desse caos visível e doloroso, uma parte do povo insiste em acreditar que o Brasil tem jeito. Talvez essa teimosia seja exatamente o que sustenta o país de pé: não é o governo que salva, é o povo mesmo que resiste, planta de novo, mesmo sabendo que a colheita ainda está distante.

Hoje olhei para o céu e vi pinturas,
olhei para as flores no balneário e vi beleza,
vi dois cachorros caramelos sentados e apreciei a imagem como duas esculturas,
Logo, olhei para o lago a frente e vi os peixes dançarem,
Enfim, pude entender que eu era apenas um integrante desta bela paisagem.

Pétalas que guardam o beijo da manhã,
flores que falam sem nada dizer:
a beleza está em ser simples,
em desabrochar, viver, e florescer.

Monte Fuji


O pico nevado esplendido, as plantações de flores a se perder de vista e o trem bala passando neste cenário,
A sensação de está vendo o paraíso,
A delicadeza e os detalhes de uma paisagem única,
Num piscar de olhos e o que é belo já passou, mas deixou sorrisos, uma imagem pra memoria de cada um e um presente eterno nas suas histórias.

O VENTO E A SÚPLICA


​Num mundo com tantas dores
O povo sem fé e sem flores
Eu venho clamar em prantos e versos
Eu venho implorar ao vento um rumo diverso
​Rogo ao vento que leve lembrança pra minha terra
Rogo ao vento que traga a paz onde tem guerra
Rogo ao vento que mande fartura pra miséria
Rogo ao vento que beije a alma com graça séria
​Busco no vento a brisa que abraça e abriga
Busco no vento o bálsamo para a ferida
Busco no vento o brilho do sol matutino
Busco no vento o sopro do nosso destino
​O sopro viaja na rota invisível
O tempo revela o que era impossível
A brisa que sopra e que já me atendeu
O vento que respondeu tem nome, e o nome dele é Deus!

Tudo o que eu poderia te dar!


Eu poderia te dar um buquê de flores, mas você merece o jardim inteiro.
Poderia te dar mil joias, mas você merece um diamante roxo — daqueles raros, quase impossíveis de encontrar, porque algumas pessoas também são assim: raras demais para caber em qualquer presente.


Poderia te oferecer coisas caras,
mas te ofereço algo mais caro do que qualquer riqueza: o meu coração.
Não porque ele seja perfeito, mas porque é verdadeiro, e porque, de algum jeito, você conseguiu morar nele sem pedir licença.


Pode até ser clichê dizer que você iluminou partes de mim que já estavam esquecidas no fundo do baú... mas talvez alguns clichês existam porque certas verdades não encontram palavras novas.


Você chegou devagar, quase sem perceber, e foi acendendo pequenas luzes onde eu já tinha me acostumado com o escuro.


E se eu pudesse te dar o mundo,
talvez ainda fosse pouco.
Porque o mundo é enorme,
mas o que você despertou em mim
é maior do que qualquer lugar
que minhas mãos poderiam alcançar.


Então não quero te dar apenas flores,
quero te dar motivos para florescer.
Não quero te dar apenas joias,
quero te lembrar do quanto você é preciosa. Não quero te dar apenas o meu coração, quero te entregar tudo aquilo que existe nele e que, de alguma forma, aprendeu a bater diferente depois de você.


E talvez esse seja o meu presente mais sincero: não aquilo que eu posso comprar para você, mas aquilo que ninguém jamais conseguiria comprar de mim — a parte de mim que, sem perceber, eu descobri que queria dividir com você.