Poemas de Fernando Pessoa -Salazar

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⁠Sobrevoa elegante
o nosso solo brasileiro
o Uiraçu-verdadeiro,
protegendo secretamente
a sagrada floresta;
Não menos precioso
só não tão presente
no nosso território
segue o Uiraçu-falso
igualmente o seu destino
cumprindo o desígnio
de guardar o seu ninho;
Lições observadas
de harmonioso convívio
que ainda podem ser
aprendidas com incentivo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A cobra do mato
também salva,
A cobra que mata
veste saias,
E para a segunda
dou Caá-aboicininga
em forma de poesia
que em setembro
efloresce aos cachos.

Fetichizar cafajestes
coloca todas em perigo,
as que estão aí
e as que estão vindo;
Precisamos dos papéis
muito bem aclarados
de ambos os lados;
Porque precisamos
de corações afetivamente
na vida melhor orientados.

Mulheres que se prezem
não fetichizam cafajestes,
Uma mulher genuína
sabe que precisa na vida
de um homem bom,
porque ser bom é ser corajoso;
E um homem bom é um
homem verdadeiramente poderoso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠25/10

Se te deixaram só,
você não está só,
é porque não és só.

...

25/11

És o melhor,
busque o maior
para ser maior e melhor.

...

25/12

Seja a paz
que tanta falta
ao mundo faz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Gemas floríferas dos Vassourões
coloridos que constroem, curam,
alimentam animais, fazem papel,
colaboram para que tenhamos mel,
desabrochando na dança no tempo;
continua intacta a inspiração
que é bicho selvagem e indomável,
que não se permite o sufocamento,
setembro se pega nas unhas
e o restante irá embora com o vento.

Não há nada e nem ninguém
que seja capaz de fazer esquecer
quem eu sou e quem tu és,
e da importância de conviver;
somente as nossas mãos
nasceram capazes de escrever.

O quê realmente desejo da vida
é que ninguém no nosso destino
de nenhuma maneira seja bem
sucedido em fazer não crer
mais que temos o próprio poder.

O quê está em nós e debaixo dos pés
deve ser eterno porque é superno,
e permitir que nos vençam é desatino;
porque glórias alheias não podem
custar o quê por nós foi construído.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nem sempre máximas
ou as roupas alheias
se encaixam nas vidas
de uns e dos outros,
Às vezes é mais sábio
calar do que pegar
qualquer assunto para engajar,
para não se arriscar.

Para quem sabe muito bem ler,
tem excelência e a consciência
de que uma coisa é uma coisa
e outra coisa é outra coisa.

Não quero nenhuma circunstância
que não seja a minha,
nasci como uma Onça-Pintada
que enxerga no escuro,
e sabe confundir no meio da mata;
para nunca o seu território entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem pede para que
você saia de si por
ele ou por outrem,
Jamais faria o mesmo
por você ou por alguém,
É um tipo que não
que ver o seu bem,
Prefira tomar posse
do seu próprio destino,
Que nada distraia
o teu viver bem
para quem sabe vires
ter a provar um
Murici-da-praia pelo caminho,
tu nasceste todo feito de infinito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus lábios
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho
tão profundo,
A minha intenção
é puro suco
do que ainda não vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os teus olhos
feitos de Sul,
par de Guabiju,
A delícia da vida,
a genuína poesia
criada sob medida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem escreve poesia nasceu
com a alma pronta para ser
escândalo, para escandalizar-se
e sem dó de escandalizar,
Não faz muito tempo teve um ser
que para causar constrangimento,
e acabou virando divertimento
porque comparou a minha poesia
com carta de mulher de preso
na pueril tentativa
de me deixar envergonhada,
Na verdade, sem saber,
me fez sentir muito honrada;
porque o amor é livre,
e quem zombou é um grande nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pluma e Trovão
por Alex Zanute Dias
Eu vim do silêncio que ninguém ouve.
Do lugar onde a dor cala fundo,
mas a alma — mesmo ferida — insiste em ficar de pé.
Fui queda, fui sombra, fui medo.
Mas hoje, sou luz acesa na escuridão.
Sou fé que não negocia.
Sou alma que não se vende.
Sou cicatriz que virou armadura.
Você me vê suave, mas não se engane:
— meu coração é aço forjado na dor.
— minha esperança é lança.
— minha voz é martelo.
Sou pluma, sim — leve, livre.
Mas cada sopro me ensinou
a voar sem pedir permissão.
E quando o mundo ruge…
eu rugo mais alto.
Quando a vida me testa,
eu viro trovão.
Trovão que rasga o céu da dúvida.
Que acorda gigantes adormecidos.
Que diz:
“Eu ainda estou aqui.
Eu não desisti.
Eu não vou recuar!”
Porque quem já andou no vale
não teme a montanha.
Quem já chorou no deserto
traz a chuva na alma.
Suave como uma pluma — sim.
Mas quando preciso lutar…
sou trovão que quebra o silêncio.
Sou grito de guerra.
Sou chamado à vida.
Sou renascimento!

Inserida por ZANUTE

⁠Sombra do Guardião
Na calada da noite, sem rosto ou sinal,
Surge a figura em silêncio total.
No asfalto frio, seu vulto se impõe,
Com o peso do mundo que a sombra compõe.
Não há cor, nem rosto, nem voz — só missão,
O fardo invisível do guardião.
Arma no ombro, olhar que não cessa,
Vigília na sombra, na paz e na pressa.
Entre luz e trevas, caminha sozinho,
Traçando no chão seu próprio caminho.
Não busca aplausos, não pede perdão,
Apenas defende — dever, coração.
E quando amanhece, some sem alarde,
A sombra se apaga, mas nunca se tarde.
Pois onde há silêncio, temor e tensão,
Há sempre, invisível, um guardião.

Inserida por ZANUTE

Cinturão de Coragem
Em meio ao quarto calmo e sereno,
Ergue-se um homem firme, pleno.
Camisa leve, olhar concentrado,
Traz no silêncio um grito guardado.
O corpo fala com poucas palavras,
A luta é interna — mas nunca calada.
No cinto, não só o peso ou a dor,
Mas a história de alguém que venceu o temor.
Short estampado, alma colorida,
Mesmo nas sombras, carrega a vida.
Cada detalhe diz mais do que mil,
A força que nasce do gesto sutil.
Não é armadura, nem ostentação,
É recomeço, é superação.
Postura ereta, coração em paz —
O guerreiro da vida vai sempre mais.⁠

Inserida por ZANUTE

Quem Sangra Com Você
Nos dias frios da alma cansada,
Quando a dor cala, mas pesa no olhar,
Há quem estenda a mão sem palavras,
E apenas por estar… já sabe amar.
Família não é só laço de sangue,
É quem fica quando o mundo te esquece.
É quem luta, se machuca e ainda assim te ergue,
Enquanto a plateia só te observa e desaparece.
São esses que dividem os silêncios,
Que choram contigo sem precisar razão.
É no caos que se revelam os eternos,
É na queda que se vê quem tem coração.
Não se engane com os sorrisos ao redor,
Nem com os aplausos que vêm na vitória.
Porque no palco da vida, o que importa,
É quem escreveu contigo a sua história.
Família é quem sangra com você,
Na dor, no amor, na luta e na fé.
O resto? Apenas figurante do cenário,
Que aplaude, mas não sabe o que é de pé.⁠

Inserida por ZANUTE

⁠“Ele Só Quer Que Você Volte”
Deus não espera que voltes perfeito,
Nem com as vestes limpas, o olhar ereto.
Ele conhece o peso do teu deserto,
E mesmo em silêncio, está sempre por perto.
Ele não quer tua máscara polida,
Quer tua dor, tua alma ferida.
Não pede que venhas com obras e glórias,
Mas com o coração, e suas memórias.
Volta com falhas, com medo, cansado,
Com o peito em pedaços, o passo arrastado.
Volta chorando, sem saber orar,
Só volta… Ele sabe como te abraçar.
Não é o brilho que o céu reconhece,
Mas o arrependido que enfim aparece.
Pois mais que o justo que nunca se vai,
É o filho que volta que o céu atrai.
Então, não te escondas na culpa ou na dor,
Teu lugar está firme, selado em amor.
Deus não espera que voltes perfeito…
Ele só quer que voltes. E te chama, do mesmo jeito.

Inserida por ZANUTE

⁠Labirinto dos Porquês
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
brotam como rios
que nunca adormecem.
Buscamos sentido,
um fio na mente,
mas cada resposta
foge de repente.
A dúvida cresce,
se espalha, consome,
transforma certezas
em névoa sem nome.
Perguntas se multiplicam
como estrelas no céu,
e a verdade escapa
por um véu tão cruel.
Menos respostas,
mais inquietação,
é o preço que paga
quem busca razão.
Mas mesmo perdidos,
seguimos a andar,
pois é no mistério
que a alma quer estar.

Inserida por ZANUTE

⁠“A Força de Perguntar”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
mas é nessa busca
que os fortes florescem.
Nem toda resposta
se mostra de vez,
mas cada pergunta
te leva a ser mais.
A dúvida ensina,
te faz levantar,
te tira da zona
que quer te parar.
Não temas o eco
do “por que” que persiste,
é ele que mostra
que a alma ainda insiste.
Quem muito pergunta
não é quem se perde,
é quem se constrói
no caminho mais verde.

Inserida por ZANUTE

⁠“Mistério da Fé”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
e os céus silenciam
enquanto enfraquecem.
Mas na ausência clara
de explicação,
floresce o invisível
no peito, a fé-vão.
Deus nem sempre fala
com voz e razão,
mas acalma a alma
com compaixão.
Nem tudo se entende,
nem tudo é pra ver,
mas tudo tem tempo
e um porquê de ser.
A fé não precisa
de prova ou sinal —
ela nasce no escuro
e nos leva ao final.

Inserida por ZANUTE

⁠Sinceramente, eu não ligo
se você está a pé, de busão, bike ou de carro
não ligo se chegar de regata ou engravatado

não ligo se você segue a moda
se o seu perfume é da banca da esquina
ou se é importado
gosto mesmo é do cheiro da tua pele
e de tudo em ti que te torna raro

cheiro de pele não se encontra dentro de frasco

gosto de tudo em ti que se torna raro

Inserida por AlessandraBenete

⁠Em seus olhos

Meus olhos buscam os seus,
e quando os encontra,
incendeiam mente e coração.
Entra em meus pensamentos
explora meu mundo,
desperta desejos.
E sem dizer uma palavra,
descobre todos os meus segredos.
Deixa-me avontade,
segura e domada.
Descubro que é em seus olhos,
que minha alma faz morada.

Inserida por juliana_rossi_1

⁠Tenho Lirios

Tenho Lírios nos olhos,
da água ... Os Lindos delírios
e algumas orquídeas
Sobre a mão
Qualquer dia
Uma borboleta
Pousa no meu jardim ou
Talvez nas rosas
Que floresceram
em meu coração.

Inserida por luccisantz