Poemas de Família

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Na voz do pai floresce a direção,
Em suas mãos repousa a força do amor.
Seu exemplo guia a vida e atravessa o tempo em silêncio,
Como a raiz que sustenta a árvore em flor.
Honrá-lo é eternizar a si mesmo,
E guardar seu legado no coração.


Seu chamado para a vida já seria mais do que suficiente para lhe dar tudo o que você tem. Se você está bem e o seu pai não, então jamais estará verdadeiramente bem. Tudo o que construiu cairá como o pó da terra e consumirá a alma do seu corpo.

Quem tem o pai presente abriga um firmamento sobre os ombros.
Sua voz é um mapa que atravessa os relâmpagos do caminho.
Seu silêncio revela mais do que os anos conseguem explicar: uma âncora.


Honrá-lo é reconhecer o alicerce que sustenta cada conquista.
Enquanto teu pai caminha ao teu lado, a existência ainda te confia um tesouro.


Valoriza-o hoje, pois o afeto adiado é a única riqueza que o tempo não restitui. Até o amor mais profundo, quando cercado por tanto desgosto, pode chegar ao fim.


De mim, para quem teve um bom pai presente.

Homem que teu pai não te ensinou a ser


O roteiro que herdas não te cobra o centro do palco,
nem que a tua sombra devore o fôlego da tua casa.
A tua força repousa no exato instante em que recuas.


Quando o teu ciúme não forja o ferro da fechadura,
e o teu passo, cruzando a soleira,
deixa de ser o prenúncio da tempestade.


Despede-se da armadura do falso herói.
A guerra real é o brinde mudo na roda dos teus,
o sorriso de canto que afia a lâmina,
o pacto covarde servido no copo.


Entenda:


Todo golpe na carne germina antes.
Brota na senha exigida na penumbra,
no tecido medido pelos teus olhos,
no cerco invisível que o teu orgulho ergue.


Ela não busca o teu escudo;
exige apenas que recolhas a espada.
O respeito é a fronteira sagrada
que o "não" desenha no chão.
Cospe a desculpa que fantasia de afeto a tua obsessão.


A carne maior que ostentas não é direito de posse,
é o altar da tua própria covardia quando usada para subjugar.


E aceita, de uma vez por todas:
A vida de uma mulher não é vidro
para o peso dos teus escombros quebrar.




Autoria e Proteção Intelectual:


Autor: James Richard Ferreira Pantoja


Pseudônimo: KANGAL


© Todos os direitos reservados. A reprodução, adaptação ou difusão deste texto sem a menção explícita da autoria constitui infração legal.

Há dívidas que o ouro resgata;
há outras que apenas a honra pode pagar.


Pobre não é o pai que assina por amor,
mas o filho que deixa o amor vencer os juros.
Porque a moeda que pesa sobre o velho
jamais será tão pesada
quanto a ingratidão que pesa sobre a consciência.


Quem faz do pai um fiador de seus sonhos
e o abandona à própria sorte,
esquece que o primeiro crédito de sua vida
foi o colo que nunca lhe cobrou nada.


Honra teu pai antes que o tempo
cobre a dívida que nenhum homem
poderá quitar com lágrimas.

A Casa do Pai


​O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
​Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
​Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
​Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.

O Primeiro Amor


Cresci escutando que o primeiro amor da vida de uma menina é o pai. Nunca ouvi tanta mentira caber em tão poucas palavras.


Porque o primeiro amor de um filho não deveria ser definido pelo gênero, mas pelo vínculo, pelo cuidado, pelo lugar onde o coração encontra o primeiro abrigo. E, para mim, esse primeiro amor sempre foi a mãe.


É nela que encontramos conforto, é no colo dela que descobrimos aconchego, é na voz dela que encontramos calma quando ainda nem sabemos explicar o que sentimos. É através dela que a vida começa, é dentro dela que, antes mesmo de conhecermos o mundo, já somos existência, já somos parte de alguém.


Antes de aprender a amar qualquer outra pessoa, aprendemos o amor através dela. Antes de conhecer qualquer paixão, conhecemos o calor de um colo. Antes de entender o significado de pertencimento, já pertencemos a alguém.


Talvez o primeiro amor não seja aquele que nos ensina a amar romanticamente. Talvez seja aquele que nos ensina, pela primeira vez, o que significa ser amado.


E é por isso que nunca consegui enxergar verdade nessa frase que colocaram tantas vezes como regra. Porque amor não é uma fórmula, não é uma sentença pronta e muito menos uma definição baseada em gênero.


O primeiro amor é aquele que nos acolhe quando ainda somos pequenos demais para compreender o mundo. É aquele que nos reconhece antes mesmo de sabermos quem somos. É aquele que nos oferece abrigo quando tudo ao redor ainda é desconhecido.


E, para mim, esse amor tem nome: mãe.


Porque antes de qualquer romance, antes de qualquer paixão, antes de qualquer pessoa que um dia possa chegar e ocupar espaço no coração, existe aquela que nos ensinou, mesmo sem palavras, que amar também é cuidar, proteger, acolher e permanecer.


O primeiro amor não é necessariamente quem um dia fará o coração bater mais forte.


É quem, um dia, ensinou esse coração a bater.

João 15:1-4

[1] – Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o agricultor. [2] Ele corta todo ramo que, estando em mim, não der fruto. E poda todo aquele que der fruto, para que dê mais fruto ainda. [3] Vocês já estão limpos, pela palavra que tenho falado. [4] Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Como um ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim vocês também não podem dar fruto se não Bom permanecerem em mim. Dia

Meu Pai Terreno


​Você foi a presença e a saudade,
Um enigma difícil de decifrar.
Às vezes lendo a sua alma inteira,
Outras vezes vendo você se distanciar.
​A vida foi curta, o tempo foi pouco,
E as sombras do mundo quiseram levar
O homem que trazia nos olhos um sonho:
O desejo bonito de me ver voar.
​Mas guardo no peito o seu melhor gesto,
A lembrança mais pura que não vai partir:
Suas mãos no meu cabelo, o cuidado no banho,
Arrumando a pequena pra o mundo florir.
​Você queria me mostrar um lugar lindo,
Passear em família, nos dar o melhor,
E mesmo nas lutas que travou sozinho,
Seu amor de pai quis me fazer maior.
​Pai terreno, de marcas e afetos,
Ficou a memória do que foi amor.
O tempo foi breve, mas foi intenso,
E na minha história, o seu cuidado ficou.

Sobre Abusadores e Abusados


Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.


Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.


Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.


Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.


Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!

De pai pra filho


Ainda escuto..
seu primeiro choro, as primeiras risadinhas, o primeiro papai, o tilintar do portão seguido de pai?!, a frase "também te amo pai", ainda escuto a sua voz..
Ainda vejo..
o engatinhar, os primeiros passos, os primeiros chutes, as primeiras pedaladas, o primeiro dia de aula..
Ainda sinto..
Sua alegria em viajar para o Japão, na aprovação do vestibular, seus medos, sua coragem, força e sua presença..

🙏
Bom dia Pai Celestial, graças te dou por mais um dia ideal, felizes os que se alegram em repousar na tua luz, e se protegem na tua sombra, abençoe minhas refeições, e preencha com teu favor e muita graça os desfavorecidos e sem teto. Em nome do Pai, do Filho e da comunhão Espíritual.


Amém!

O desespero de um pai apagou qualquer rastro de hesitação.


O mortal caminhou até os fundos do casarão e abriu um velho baú trancado há quase duas décadas.


De lá, ele retirou suas antigas ferramentas de caça e sobrevivência,
lâminas pesadas, arco e flechas,
e uma arma de fogo de dois canos serrados,
bem como instrumentos que usava antes de se render à paz daquele lar místico.


Ele sabia que o bosque não guardava um perigo comum e que precisaria de toda a sua antiga força.


Engolindo o próprio medo,
ele olhou para a esposa,
a mulher que um dia fora feita de códigos e hoje carregava a fragilidade e a força de um coração inteiramente humano,
e prometeu trazer a filha de volta,
sam e salva.


Ele deixou a esposa encarregada de proteger e cuidar das outras duas filhas,
Iris e Helena,
que observavam tudo com os olhos arregalados de angústia., e medo por perceberem como seu pai se transformou em um verdadeiro guerreiro,
com sangue de justiça no olhar.


O santuário da família precisava ser mantido a salvo enquanto ele estivesse fora.


Ajustando o casaco de couro de búfalo,
e com as ferramentas firmes no cinto,
o mortal beijou a testa da esposa e despediu-se.


Ele cruzou os limites da propriedade e partiu determinado rumo à cidade desconhecida através dos desfiladeiros e montanhas que circundavam a sua propriedade.


Seu objetivo era claro: encontrar o paradeiro da Ordem do Prisma e localizar Emanuel,
o jovem misterioso que havia entregado o pingente de metal escuro para Iris no café.


O pai sabia que Emanuel e sua sociedade secreta eram a única pista e a única esperança de rastrear a energia sombria que havia levado sua amada filha Aurora.


Sozinho, desafiando a noite e os segredos do universo,
o homem avançou pela escuridão, impulsionado pelo amor feroz que apenas um pai mortal poderia sentir!

⁠A palavra de Jesus anula qualquer praga, oração contrária e malditas,
Maldição dita por pai, e por mãe,
E por quem quer que seja!

Quando seus olhos ardem de preocupação, os olhos do Pai brilham com proteção.
Quando o medo bate à porta, Ele sussurra: “Estou aqui. Não temas.”


Você vai florescer no meio da dor, Descanse no Deus que livra, que cura e que transforma todo mal em bênçãos.

Contra Ti pequei, ó Pai eterno,
Ainda que muitos tenham se ferido…
Pois antes de ser erro contra os homens,
Foi contra o céu que eu havia mentido.


Mas se grande foi minha transgressão,
Maior é Teu perdão que me refaz.
Porque onde abundou minha vergonha,
Superabundou Tua eterna paz.

O mundo viu maldição,
O Céu enxergou redenção.
Onde homens cuspiam desprezo,
O Pai derramava salvação.

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.” (Mateus 6:6)


“No secreto, minha alma floresce,
no silêncio, meu coração descansa.
Mesmo quando ninguém me vê,
Teu olhar de Pai me alcança.”

O Pai não celebra o pecado; celebra o retorno do filho.
O Evangelho nos chama a nos alegrarmos com cada vida restaurada, porque no Reino de Deus a misericórdia sempre triunfa sobre o orgulho.
(Tiago 2:13).

Pai,
desde que partiste
há um silêncio diferente na casa
— um silêncio que tem o teu nome.
Ainda espero, às vezes,
ouvir os teus passos na porta,
como se fosses entrar
com o mesmo sorriso tranquilo
de quem sempre soube cuidar de tudo.
Faz-me falta a tua voz, pai.
Faz-me falta o teu conselho simples,
o teu abraço forte
que parecia dizer
que nenhum problema
era maior do que nós.
Levaste contigo tantas palavras
que eu ainda queria dizer.
Tantos dias que ainda queria viver
ao teu lado.
Mas deixaste tanto em mim.
Deixaste a coragem que me ensinaste,
o coração que me formaste,
e esse amor imenso
que nem a distância da morte conseguiu levar.
Há dias em que a saudade dói tanto
que parece não caber no peito.
E nesses dias eu olho para o céu
e imagino que estás ali,
orgulhoso, como sempre estiveste.
Sei que já não posso abraçar-te,
mas continuo a falar contigo
em pensamento,
como um filho que nunca deixou
de precisar do pai.
E prometo-te uma coisa:
enquanto eu viver,
irei cuidar da tua eterna amada:
a minha querida mãe,
e dos meus queridos irmãos.
Pai, tu viverás em mim
em cada passo,
em cada decisão,
em cada pedaço de amor
que aprendeste a dar-me.
Profundas saudades tuas,
meu querido pai.
Para sempre.
As minhas lágrimas
escrevem no meu rosto:
Amo-te, pai,
como sempre te amei
e como sempre te amarei.

Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.