Poemas de Esquecimento

Cerca de 961 poemas de Esquecimento

Perguntou o poeta, ao viajante:
⁠Pra que serve os nossos Sonhos?

— Eu realmente, não sei.

Inserida por AllamTorvic

⁠Fico analisado, os esforços
que certas pessoas,
fazem para
se tornarem esquecidas.

Inserida por mileneabreu

⁠"Só os figurantes da vida protagonizam a vida dos outros!"

E falar nisso, está na hora do desapego com os que insistem em ser figurantes e em me fazer figurantes. Esses mesmos que estão se desfigurando essencialmente em minha vida.
☺️ As vezes as pessoas nos obrigam a dar um reset de tanto nos colocar no ESC.
(F5)

Inserida por MirlaSantos

Depois de um tempo a gente pode esquecer.

Ontem alguém me parou na rua, abriu seus braços e com um sorriso no rosto “gritou”:

_ Jane! Quanto tempo! Como vai?
Como queria reencontrar você! Que alegria!

Com um sorriso amarelo e abraço frouxo respondi:

_ Eu estou bem e você o que me conta?

Naquele momento, eu não consegui lembrar quem era aquela pessoa que apesar do tempo parecia ainda gostar tanto de mim.

Inserida por JaneSilvva

⁠⁠Somos um eterno devir.
As mesmas coisas que eram dignas do nosso afeto ontem, podem não produzir sentido nenhum em nós amanhã.

Pois se em um dado momento somos presença, no momento seguinte podemos nos tornar ausência.
Em um dia somos especiais, no outro não significamos mais.
Um dia somos presentes, em outro história, depois uma vaga lembrança e depois esquecimento e nada mais.
Então o esquecimento assim como a indiferença, se torna um tipo de morte símbólica do valor externo que um dia ilusoriamente demos ou tivemos. E somos enterrados e enterramos simbolicamente todos os dias alguém cuja história não acompanha o nosso próprio desenvolvimento.

Inserida por LucyMel21

⁠#QUEM ?

Quem me deu asas para sonhar?
Quem olhou em meus olhos e me apontou a direção do céu?
Aos astros me ensinou a olhar?
Quem me deu o mundo e as suas ilusões mortas?

Me pegou pela mão e junto a mim caminhou...
Corremos em verdes prados e na esquina me ensinou a decepção?

Quem roubou meus beijos?
Encheu-me de desejos?
Brincou com meus sentimentos?
Jogou-me ao esquecimento?
Dizendo me amar?

Quem me envolveu e não sabendo o que sentia agora também não sabe o que sou?
Quem muito me mentiu e causo-me tamanha dor?

Quem foi que me fez entregar-me de corpo, alma, coração aberto?
Me ensinou os caminhos do amor...
E agora...que tudo acabou...
O pouco que me resta...
O pouco sou...

Tenho fome, tenho sede do infinito...
E escondendo o meu grito...
Descobrindo a esperança, Descortinando a mentira...
Não sei por onde ando e nem para onde vou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠De tudo houve um começo...
De asas abertas...
Alguém que nunca voou...

Rios que perdi sem os ver chegar ao mar…
Tudo o que guardo...
São muitas palavras de ilusão...

Quando eu sonhava de amor...
Quando em sonhos me perdi...
Eternamente em fuga como as ondas dos mares...
A ti mostrei o meu olhar...

Mas serei sempre o que sou...
Meu destino esconde-se entre a bruma...
Achando sem nunca achar o que procuro...
Onde tenho a alma...
Mãos alheias não tomam...

O amor eterno que te ouvi jurar?...
Diga-me, agora, onde está...

Mãos de renúncia que não puderam me entender...
Este abandono custa...
Poque estou contigo e tu não...

Mas não sei trocar a minha sorte...
Quando o que há é só o agora...
Como existir no esquecimento?
Fugindo com o vento sem ter onde pousar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠E vinha vindo a noite por entre os pinheiros...
E vinha a sonhar...
E perguntava-me ...
Por que te devo amar?

Porque há vida...
A doer com as mágoas...
A rolar as lágrimas...
Por que andas de repente...
Entre idas e voltas...

Dos que esperam a luz...
Em densas trevas...
No vácuo mudo...
De um desolado coração...
De quem não espera...
A sua compaixão...

Do esquecimento inviolável...
E olvida, como quem está já morto…
E, interrogando o destino...
Sente desconforto...

Verdade...
Qual delas?
Que estão além das cousas transitórias. ..
Correr do tempo onde o amor se perde...
Para onde vais...
Sem eu poder ficar?

Sandro Paschoal Nogueira

Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.

Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.⁠

Inserida por italo0140

⁠Começamos a morrer quando já poucos sentem a nossa falta, porque os que nos amavam já partiram, levando com eles um pedaço de nós.

Começamos a morrer quando nos olhamos no espelho e já não nos reconhecemos mais, mas sobretudo quando deixamos de nos sentir amados, quando se riem dos nossos sonhos mais básicos, inclusive banais, e tudo à nossa volta se torna imenso, vazio, denso e insignificante.

Inserida por sofia66

"..Guarde essa tristeza naquele lugar o qual já te falei, no esquecimento. Tire essas lágrimas dos olhos, porque neles só tem espaço pra aquele brilho que me encanta. Vem e mata a saudade ou simplesmente finja que ela não existe e disfarça,
não deixe ninguém perceber, não deixe. Por fim, note, perceba, que mesmo ferido serei capaz de montar guarda pra te proteger, eu lutarei com todas as forças contra o mundo só pra te ver sorrir, pra te ver feliz. Se essa guerra eu não vencer, terei partido como soldado honrado, que não desistiu da causa, que nunca desistiu de VOCÊ.."

Seria bom ser normal, sorrir com as luzes de Natal, beber a memória, celebrar o esquecimento, vivendo de agradar pessoas. Mas ser “bicho” é a coisa mais humana que a minha esperança alcança.

Sim. Eu tive filhos... Mas, acho que exageramos na dose de chá do esquecimento que lhes servi, algum dia... em algum lugar. Sei lá! já não me lembro... Faz tanto tempo!

As vezes o esquecimento não é apenas uma doença as vezes pode ser o presente avisando que o passado não tem mais importância

O mais alto tributo ao envelhecer da idade é o esquecimento de passagens alegres e engraçadas.Seja ele por não mais re lembrarmos dos fatos com os personagens que se foram a nossa frente, ou pelos locais hoje tão modificados que parecem nunca terem existidos verdadeiramente um dia.Afinal quando ocorre os esquecimentos gradativamente por doenças e cansaço mental, percebemos que no fundo não faz tanta diferença.

[...] as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, ascenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nosso sentimento em palavras mais verdadeiras [...]

Milton Hatoum
Dois irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Sentir saudade é bom, matar a saudade melhor ainda, mas saudades demais vira esquecimento...

musica toca alma no esquecimento dos pensamentos...
sonhos num jogo da vida até fronteira da solidão.

É um supremo ato de esquecimento uma pessoa chegar ao fim da vida e verificar que se esqueceu de viver.

Uma coisa que detesto em alguém é faltar com a palavra, não é falta de memória ou esquecimento, é falta de bom caráter mesmo!