Poemas de Esperar Amor
Primeiro de abril, noite chuvosa com fortes ventos trovões e até raios fazendo uma dança espetacular no céu.
O clima frio e um pouco assustador, porém dentro de mim há uma tempestade maior
Me corrompendo de medos e desejos
Na espera que em meio aos ventos se vá os meus medos
Que a chuva lave o mais intimo de mim
Os raios destruam minhas dúvidas
E que com o amanhece haja uma nova semente
Mas não uma semente qualquer
E sim uma que transforme o meu ser.
Assim como sorri muito
Chorei ainda mais
Mesmo que ambos sabemos o que sentimos
Somente eu sei o que não posso mais sentir
Mesmo querendo acreditar
Em uma suposta estrada de alegria encontro apenas decepção
Não é uma pedra que bloqueia meu caminho mas sim uma montanha
Mesmo sabendo que você já se tornara inalcançável
Ainda tento acreditar em suas falsas esperanças que constantemente me da
Mas não o faço por ingenuidade, mas para minha própria consolação
Eu tento escalar a montanha que continua a me cortar com pedras afiadas
É como espetar-se num espinho
procurar, lembrar, chorar
E saber que não existe mais caminho
Experimentando o gosto do adeus
lamentando que meu coração não é mais teu
É jogar-se do abismo, ir sem voltar
A espera daquele dia chegar
Dia de alegria, dia de amor
De ser feliz onde quer que for
Onde os sonhos se tornam prioridade
e onde já não existe mais saudade
Se saudade existir,
é aquela que dói por um instante
mas não a que o faz sucumbir
Ao contrário te anima, desperta desejo
bate a vontade de ter ali
o seu abraço, o seu cheiro e o teu beijo
Aí bate a solidão, um aperto no coração
Faltam palavras, falta ar, falta tudo
e dá vontade de extinguir-se no mundo
Contudo, vem a esperança e feito criança
acreditamos numa simples lembrança
Ainda que pequena esta lembrança seja
Há a chama da paixão que se assemelha
Acesa e brilhante como uma luz cintilante
Luz pura com valor a dar
Assim como eu insisto em te amar.
"Reflito, mas nada enxergo;
Tento, mas tudo dá errado;
Me contento, erro, repito.
Digo, mas poucos ouvem;
Digo mais uma vez, ninguém escuta;
Desisto, paro, recomeço.
Grito, todos me olham;
Grito novamente, reclamam;
Respiro, desanimo e finalizo.
E de repente o dia virou noite
As cores sumiram
Em frio se tornou o calor
As estrelas se apagaram
E o amor virou dor
Fecho os olhos
O medo me dá pavor
Mas acreditando eu vou
Que a vida não se resume em como estou
Pequena sua boca linda me paralisa com um sorriso,
Para retribui -lo corro qualquer risco.
Caço qualquer motivo para vê -la sorrir,
seja longe ou perto de mim.
Sua tristeza me incomoda, é serio.
E você faz questão de fazer disso um mistério.
Mulher já te disse o quanto te considero e o quanto te admiro e você sabe muito bem disso.
Já colori o céu de azul e já retirei o verde do mar,
Já passei dias debruçado na noite vendo o luar dissipar.
Vislumbrei a esperança perdida num olhar ofuscado e sombrio.
Encontrei reais razões para a vida e assim assumi desafios.
Quando me achei me perdi, porque ainda não tinha me achado.
Vagava dias a fio eternecidamente amargurado,
Confundido pelos próprios olhos que só enchergavam o passado.
Foi numa dessas que ouvi uma voz mansa e bravia,
Que me entregou uns minutos e me falou de alegrias.
Quando não tinha mais sonhos a voz me ensinou a sonhar.
Quando o amor me faltava ela ensinou-me a amar.
Dar esse amor inconsciente que deve estar escondido,
Acreditando que nada se aprende sem nunca se haver esquecido.
Agora mais pleno de mim,
Mais cheio da esperança inaudita,
Prossigo em passos mais firmes
Buscando as respostas da vida.
Desta feita não mais me perturbo,
Pois sei onde espero chegar.
E se em lugar nenhum estiver,
Estarei aqui, no mesmo lugar.
Monotonia
Vês o céu de raios ofuscantes e primor Luzido?
Vês o sol entre teus olhos convertido?
És vaidade na vida, onde já se foi presumido.
Tua glória empavesada e assumida,
Fará tornar-se até a airosa manhã oprimida.
Sol e Lua se encontraram com alento e sem pudor.
E um dia mostrar-te-ei o quão sublime é o meu amor.
Sinto-me hoje desvanecida.
Em tuas faces, considero-me equivocada.
Ostentas meu coração inflamando as mais sublimes faces ao considerável nada.
Não mais me considerarei humana,
Minha mente quase profana necessita de alento.
Meu amor por ti peleja,
Ao mesmo ponto onde fraqueja presumindo o desastre iminente.
Comparo-te ao aljôfar mais precioso.
Sendo assim, sigo minha busca somente a te encontrar.
Pois nem isso me seria tudo,
Já que tudo para mim é nada.
Me cubro de espasmos,
A vista de teu rosto, meu amado!
SEM TERRA
A terra que me ad comer
o pó que todos carregamos
a sol que queima pela tarde
e alma que viaja sem ninho.
O grito dos que nada tem,
o sonho inacabado dos cansados,
as palavras em forma de sinais
e os homens presos a estrada.
A volta de uma volta redonda,
a terra que é de ninguém,
o vale seco e triste
dos que nada tem nem o bem.
De terra em terra alheia,
o povo saiu para nada,
e no meio de tanta poeira
o que resta são dores e magoas.
Meu sonho atrasado
minha vida sem preço,
meu nome arquivado
só fala da desgraça sem a Graça.
Verde e amarelo
é meu grito,
o grito sufocado pela poeira e pela estrada,
aqui no locar esquecido
pelos capitães e generais sem praça.
Ofélia
Tudo em ti reluz como as joias da coroa do Rei,
tudo em ti é serena e calma manha,
os sonhos dos homens são como a areia junto ao atlântico
e tu és eterna entre os lábios dos poetas mesmo que adormecidos...
Há noite, tu deitastes e a lua resplandece sobre teu corpo,
de dia o sol és tu mesma quando passas,
porem nós homens nos perdemos nas sombras
e falamos apenas com o coração.
Ofélia doce madrugada dos apressados e dos caídos,
Ofélia das aguas límpidas e das lágrimas sinceras
porque em teu rosto existe o sonhos
dos que ainda amam e choram por ti.
ALVORADA
O tempo e tudo que fazemos com ele
as palavras e os sorrisos disfarçados,
as memorias as que retenho e as saudades dos que amo.
Os sonhos arquivados nas prateleiras,
o pó entre as memorias das coisas simples,
e de novo os sonhos que ninguém sonha como eu sonho
porque me debato antes de qualquer alvorada.
De novo eu e só entre o fim e o principio de tudo
que eu mesmo escolhi e aqui moro no lugar
por nome Fim do Mundo.
E que Mundo é este?
Saberás tu me responder a cerca das coisas simples,
fala me e e me responde e eu te direi tantas coisas,
as coisas que moram entre a razão e o coração.
O meu coração que bate tão pouco,
porque pouco ou nada tem...
e a razão que perco porque tão mal a entendo.
Saberás tu o dia que escurecera todas as manhas,
o dia que que alvorada deixar de existir?
O tempo o meu e o dos outros
que me acompanham lado a lado.
Nordeste
As serras ao longe brilham em meu peito
E o tempo aqui é hora morta
Quando ao meio dia os pássaros adormecem
Debaixo das copas das poucas arvores
E uma carreta envelhecida com um jumento cansado
Que vai Murmurando e maneia a cabeça
De um sol agreste que o vai queimando.
As terras secas em vales profundos
E um povo amável do fim do mundo
Que Suspira e respira a poeira das fabricas
Do gesso absurdo.
Enfim no fim de tudo
Nem uma escultura gesso existe neste pequeno
Paraíso de um Adão e de uma Eva
Para que a memória dos seus antepassados
Deixe de ser escura.
Nove horas da manhã
O som do teclado toma forma…
As suas mãos correm e se perdem
Na busca de novas melodias
Lá fora as mesmas coisas…
O movimento constante de sempre.
Em um se estar em parte alguma
Muitas das vezes incerta.
Será que estou só?…
Ou será que a vida se reduz apenas
A este momentâneo apenas?Na verdade,
gostaria de saber
Qual seria o ponto final disto tudo…
Murmurou ela e continuou…
Para onde vamos?
Se é que vamos
Para algum lugar.
Cântico dos desesperados
Caminhais por entre o fio da navalha
E de pés ensanguentados cambaleias
Temendo a direção do norte
Como também o caminho imaginário
Que se diz ser do sul.Resumis um todo a uma escala mínima
E mesmo assim vossos sonhos são tão iguais
Aos que sempre vão pensando alto…
Eis a sina dos que bebem água turva pela manha,
O quanto basta para que vossa voz se confunda
Com a razão que tendes, mas que sempre vos tiram.
Conflitos e dores numa palavra tão simples
Que vos levara ao progresso,
Mesmo que este progresso esteja tão distante
E ninguém entre vós há que vos desperte.
Caminhais sobre o fio da espada
E aqueles que se dizem entender sobre vós
Nada sabem e nada fazem.
Panfletos que se perdem na virada do tempo
A mistura de seres sempre desesperados
Quando os vossos lamentos e cânticos se abafam
E todo mundo se encontra as escuras.
Gritais e não há entre vós um só que vos escute,
Bolívia não esta mais entre vós outros,
Ché foi morto por todos aqueles que se diziam
Protetores.
Existência e identidade de um povo
América do sul de todos os adormecidos,
Quando sobre o fio da cruel espada ensangüentada
Que lentamente a todos vos mata…
E ressume cada instante quando por entre as trevas
Nada mais se avista do que as próprias trevas.
Murmúrios, sobre telhados quebrados…
Em pleno amanhecer tão estranho e sempre tão doloroso.
Deus meu, deus meu… Será que entre nós
Existe alguém capaz de fazer frente a esta tão estranha
Manha sempre tão densa e sempre serrada?
Escrito quando viajei pelo
Paraguai – Asunción
"Nós, os artistas (desculpe-me o plural), temos direitos diferentes das pessoas normais, pois temos necessidades diferentes, que nos colocam acima - é preciso que se afirme e acredite - de sua moral. O seu dever é não se consumir jamais no sacrifício. O seu dever real é salvar seu sonho. A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porém, os mais belos esforços d'alma"... "As personagens de Cézanne, , como as belas estátuas antigas, não tem olhar. As minhas personagens, ao contrario vêm. Elas vêm mesmo quando acreditei que não devia pintar-lhes pupilas; mas, como as personagens de Cézanne, elas não exprimem mais do que muda aquiescência á vida"
"Aquilo que procuro não é real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do que há de instintivo na raça humana".
'A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porém, os mais belos esforços da alma'... "Nosso único dever é salvar nossos sonhos..."
E depois que tudo acabou?
Parece que a mesma felicidade de seguir em frente está pouco a pouco morrendo.
Acredite, se ainda dói, se a lágrima ainda escorre, você teve a sorte de não ter o azar em deixar de amar.
No final de um interminável dia, você ira cair, mas ainda terá forças para rastejar. E amanhã, você estará de pé como sempre, disposto a apenas seguir sua felicidade à sua vida.
Pode estar longe, mas cada passo dado, cada lágrima ou gota de suor derramada é o reflexo de sua luta, e anuncia que algo de bom irá acontecer.
Lindos e lindas, parece que sem aquela pessoa, o dia não tem o mesmo brilho de sempre, os motivos que faziam você acordar disposto, hoje são os mesmos que te fazem desanimar, mas acredite, isso passa, eu sei. E acredite mais ainda, sempre haverá alguém que te ame: um amigo, um familiar, ou até msm uma pessoa atrás de uma tela de computador.
" Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade."
Eu sei dos seus dias difíceis pequena,
Eu sei o quanto você fica pra baixo quando está com problemas.
Mas não fica assim...
Dias ruins são necessários para
que os bons valerem a pena.
O ser forte, livre e feliz depende da construção humana diária do seu auto conhecimento.
Comece... Conheça-se...
Que fizeste às pessoas?
Têm sorrido tanto,
Dizem que vive
Sob um certo encanto,
Naquela lagoa
Que chamas de alma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É diferente, distante e presente,
Livre deste mundo,
Com formas e o som cadente,
De um universo só deles,
De pensamentos profundo,
E mesmo que latente,
Vibra forte n'aqueles,
De coragem e vivalma.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor.
É inerte, inerente,
Pois sempre o acompanhou.
Toda a sua vida,
Resume-se a esse alvor
Que tornará a ser gente
Quando diretamente o for
Feito livro, toda lida
Pelo seu amador.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Enquanto o tempo,
Se diverte com a morosidade,
Observa no garoto,
E com certa idade,
Sorri tão contente
Com aquele flerte
De dois que em voto
Juraram expor
À prova, seu sonho
De ver aquela flor,
Tornar-se a árvore
De uma família, vigente,
Nascida em primor.
Será que ele sabe?
Em tudo há ela
E com ela cabe
Somente o amor
Corrompe-lhe a dúvida,
Rouba-lhe a luta,
Mas salva-lhe a lira,
De um sono profundo,
Mas fraco de ira,
Cheio de conduta,
Onde todo o seu mundo,
É seu,
E dela.
Um pinheiro, e o vermelho.
Seus cabelos, suaves,
Carregam o sereno,
De uma alma tão grave,
De abundância e segurança,
Que guarda na palma,
De destino pleno,
Do alento que é primeiro
É seu,
E dela.
Só sabem os deuses,
Distantes e atentos
Vigentes, não opulentos
Mas de rico, o intento
De nobre lembrança
Será o legado
É o acrescento
É seu,
E dela.
Mas é dele a mente
Que espera o eterno
Terno amor, que guarda
Para ela que só mente
A sua chegada
A tempos subalterno
Do próprio destino
Que de todos os homens
Escolheu o menino
Mas não importa a sina
É seu,
E dela.
