Poemas de Escuridão

Cerca de 5381 poemas de Escuridão

⁠Strega
Nas entranhas da noite, ecoa o murmúrio,
Uma mulher de poder, bruxa, em seu retiro.
Amante de si mesma e da natureza,
Sua alma liberta, dança com a beleza.
Entre véus de mistérios, ela se desenha,
Palavras sussurradas, como folhas que se empenham.
No silêncio, seus passos reverberam,
Na dança da lua, seus encantos se aclaram.
Autêntica, feito pássaro que rompe a gaiola,
No coração da floresta, ela se encolhe e se desenrola.
Em sombras, inspiraria a prosa,
Dessa bruxa que se entrelaça com a neblina misteriosa.
Na solitude, ela é sua própria amante,
A teia de seu ser, um laço vibrante.
Sua magia, um eco nos recantos da existência,
Como em si, em palavras, sutilmente intensa.
Nas sombras danço, bruxa poderosa,
No manto da noite, misteriosa.
Feitiços tecidos com fios de lua,
Minha essência, uma chama nua.
Olhos que refletem o breu estelar,
Magia pulsante no ar a pairar.
A noite, em sombras, inspiraria,
A força que em mim se anuncia.
No silêncio, sussurros de encanto,
Mistérios entrelaçados, a quebrar o quebranto.
Entre feitiços e segredos a esvoaçar,
Sou a bruxa que a noite vem buscar.
Sigo trilhas obscuras com passos firmes,
Minha magia, como pássaro que voa sem rédeas.
Minha alma, nas entrelinhas, desvendaria,
A alma da bruxa que a escuridão guia.

Inserida por Arianamanzoni

⁠CENTELHA

Dito como milagre, a existência do sobrenatural.
Dito como milagre, aquilo que mudar seria impossível.
De lá nasceu uma faísca, pequena, quase invisível… mas ela estava lá.

Em meio ao silêncio, essa centelha foi se alimentando, crescendo, e, num feixe de luz, irradiou.
A cada passo, a luz ganhava força, clareando o caminho. E ali, no centro desse despertar, estava eu:
Ressurgindo de uma faísca Divina, renascendo em essência.

Assim é o recomeço, uma jornada de reencontro com a própria luz. Um caminho que, mesmo diante da escuridão, traz à tona o poder de transformar, de criar o impossível, de iluminar.

Inserida por Ecosdosilencio

O Peixe-Diabo e o Céu

No ventre escuro do mar profundo,
onde a luz não ousa morar,
um peixe sonhava com um outro mundo,
um horizonte que nunca pôde tocar.

Não queria frio, não queria sombras,
nem o eco sombrio da solidão.
Queria o azul das águas de cima,
queria o brilho na imensidão.

Sussurros vinham nas correntezas,
falavam de luz, falavam de cor.
E o peixe, inquieto, rompeu a noite,
nadou sem medo, nadou com dor.

A subida foi luta, foi quase presa,
foi fome, foi fúria, foi aflição.
As garras do abismo tentaram prendê-lo,
mas ele seguiu sua intuição.

Subiu, subiu, subiu, e o peso sumia,
o mar tornou-se quase ar.
E então, num salto, num último fôlego,
rompeu a linha, e o céu pode tocar.

E lá no alto, onde a luz brilhava,
sem forma, vasto e sem direção,
o peixe viu, sem nada a enxergar,
que o céu sempre esteve em sua escuridão.

Inserida por wesleydiniz

⁠"Na Sombra do Silêncio"

Perdido no labirinto da memória,
Na sombra da tua ausência, sem glória,
Os tempos avançam, eu, um eco só,
O vazio, um abismo, na alma um nó.

O tempo enubla o que fomos um dia,
Histórias que se desvanecem com o vento,
Desperto à noite com os uivos da agonia,
Um trovão retumba, dilacerando o tempo.

Impotência e orgulho, parceiros nesta dança,
Desilusão ecoa, no campo da lembrança,
Lutei só e perdi a esperança,
O Graal já não se alcança.

Sangro em silêncio, cada gota uma memória,
Por um amor sem vitória,
Notas etéreas ao frio, ao relento,
Nossos nomes, um grito de desalento.

Enterrados estão os nossos segredos,
Não acredito que foi tudo em vão,
Acorrentado aos sonhos e medos,
Na minha nostalgia, na escuridão.

O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão,
No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.

⁠
São tantos os que nos fazem sentir como ruins,
que, quando alguém, mesmo por um breve instante,
nos convence do contrário,
esse gesto se torna maior que qualquer elogio:
um alívio que aquece,
uma luz que rompe a escuridão interna,
lembrando-nos que somos mais
do que as sombras que acreditamos carregar.

Inserida por TBezerra

⁠Poema do Terror

Na sociedade colapsada, ressoa o eco,
Do simbolismo social, barulhento e seco.
Militância nojenta, abjeta, imunda,
Na pocilga do ódio, a divisão se aprofunda.

Novas expressões, vernáculo ultrajado,
Vocabulário em frases, impactantes, revirado.
Ato subterrâneo, comportamento binário,
Amantes da democracia em caos planetário.

Populismo digital, extremista em vigor,
Ainda estamos aqui, apesar do terror.
Preceitos fundamentais que a sociedade forjou,
Agora no abraço da democracia desmoronaram.
Monstros sociais, utopias regressivas,

Militância doentia em lutas nocivas.
Idiotas da história, vanglória, mediocridade,
Roedores do erário público, artistas da falsidade.
Corruptos, sanguessugas, peculatários também,

Concussionários do dinheiro, humanos que nada têm.
Latrocidas da verdade, falsários do caminho,
Urubus sociais, abutres do dinheiro mesquinho.

Mentiras escorrendo em agressões cabotinas,
Narcisistas no espelho da latrina.
Imundície vil, ignóbil e cruel,
A sociedade em septicemia, sob o próprio véu.

Morte, agonia, decomposição e podridão,
Lixo humano em sujeira, canalhice em explosão.
Idiotas antissociais, com suas condescendências,

Apropriação indébita, criminosas evidências.
Anomia e hipocrisia em rebeldia disfarçada,
Mentiras como bazófia enganosa, mal intencionada.
Ilusão e jactância, ideologias em rupturas,
Fraudulentos forjando a corrosão das estruturas.

Um filme de terror com voracidade destrutiva,
A desconexão com a sociedade já é ativa.
A democracia, apaixonados proclamam amar,
Mas na escuridão, a humanidade deixa a sangrar.

Inserida por JBP2023

⁠Nessa noite visitei uma casa
Estava chovendo sentia pouco a chuva me tocar

Eu via rosas
Muitas rosas
E via a chuva
Pouca chuva
Uma luz ligada
Pedi um café
Me sentei

Senti o cheiro da grama molhada
Eu via os pingos da chuva cair
E foi nesse momento no qual o meu pensamento me questionou

Por quantos lugares meus olhos já passaram?

Meus olhos passaram por mil mundos
Meus olhos viajaram universos
Meus olhos nadaram oceanos
Meus olhos secaram por dias e desci
Meus olhos não viam nada dessa vez

Sonhava ser brilhante na escuridão e voar juntos com as estrelas

Lutei é tão ruim viver na escuridão
É ruim, não poder ver e admirar, a beleza, a arte
É ruim, não poder ver o que a vida tem para nos oferecer a escuridão faz você perder o que dinheiro não se compra, não vale apena viver assim

Eu vou subir
E poder ver todas as cores
E poder ver você
Vem comigo?

Meus olhos passaram por mil mundos
Eu desci, meus olhos, não viam nada dessa vez

A escuridão faz você perder o que dinheiro não se compra

Lutei
Venci

E hoje eu vejo a chuva cair sobre meus olhos

Inserida por Poetisadeborahrose

⁠Me sinto tão só e triste...

Estou apenas sobrevivendo...

Buscando algo que me complete...
⁠
Mas não encontro nada, a não ser partes de um quebra-cabeças que nunca irei completar...

Inserida por pedrofaria

⁠Que toda esta solidão que habita dentro de mim, me acolha.
Que me dê conforto sem me confortar.
Para que me sinta completamente só, mesmo com a sua companhia.
Que a escuridão me faça ver alguma luz, e que nessa luz haja alguma escuridão, para que não me cegue e me sinta reconfortada.
Para que nos poucos pensamentos positivos venham sempre alguns com demónios, para parar, pensar, e por fim falar com eles.
Que esta minha solidão vire casa, e que tudo o que sinta fique fora da porta.
Que o reconforto seja grande, sentada numa poltrona em frente a uma lareira com chama azul, sendo esse o único sítio quente da casa.
Por isso, com todo o meu saber, ou com o pouco que me resta, sinto-me um astronauta a flutuar, á espera que algo no espaço tão escuro, me acolha. Que não me sinta somente a levitar por ai.

Inserida por sandraaniceto_

⁠[...] isso fez com que eu percebesse algo:
Nunca vou conseguir voltar ao normal,
Me arrastei para tão fundo nestas masmorras que, mesmo que saia daqui, ainda carregarei sequelas excruciantes.
A escuridão não deixa sobreviventes.

Inserida por Cosmo2You

⁠As lágrimas da melodia

O choro da meia-noite,
um ar de melancolia;
A melodia é aguda,
mais escura que a própria noite.

Meu fone é alto,
tentando me fazer sair desse mundo;
alimentar meu pensamento;
me fazer esquecer tudo.

Nada pode substituir,
minha música melancólica,
que me faz me esvair,
e apenas o som fica.

Inserida por c14r4

⁠Você me fez crescer,
amadurecer
me transformou de um garoto
para um homem pronto

Você me mostrou a dura REALIDADE
e agora tenho OUTRA personalidade

Não sou mais uma criança,
agora sou uma lembrança
do passado,
que agora é despedaçado

O amor que senti
me mudou
agora sou
L.E.V.I.

LIVRE
E
VIVENDO
INCOMPREENDIDO

A escuridão me adotou,
agora não sei mais quem sou

Inserida por PedrinhoDarkside

⁠Os dias se passam
nenhuma luz brilha
pois o brilho em seus olhos
nunca será claro como o dia
em que te conheci

caminho em plenas trevas
vejo a morte ao meu lado
me consumindo em chamas sombrias
Me prolongando nesse estado

Sou como uma prole de Hades
nesse incessante calor infernal
Passo noites, dias e tardes
esperando um sinal

que me espera nessa vida
além de dor, sofrimento e raiva?
Esse amor que tanto me fere
me perfura como uma estaca,
irá me deixar,
ou vai me amaldiçoar
para sempre que te olhar
de lagrimas os olhos encharcar
enquanto outra não ocupar
o seu lugar

Inserida por PedrinhoDarkside

⁠Uma caminhada longa a percorrer
Passos precisos, tentando conter
O medo
O receio
Chamas iluminam a escuridão
O fogo queimando o meu coração
Por medo
Por receio

Inserida por LessaLeh

⁠Às luzes vão clareando devagar, o breu dá lugar a um novo dia. E agora? A noite acabou, o choro deveria se findar, a alegria deveria vir em seu lugar.
Não é o que acontece. Aonde está a esperança que renasce pela manhã? Não consigo encontrá-la, porque ela não está aqui.
O sol brilha no céu, mas a noite permanece. Lá no íntimo do meu ser a tristeza traz a escuridão para minha alma. A escuridão, minha eterna companheira, ela já me parece confortável, acolhedora, amiga.
Aguardo a luz vir ao meu encontro. Espero que ela me inunde, me acalentando, levando consigo a noite escura. Aguardo, espero, anseio...

Inserida por Karina1002

⁠Se todas as luzes
se apagassem,
somente o brilho
dos teus olhos
impediria a
entrada
das trevas.

Inserida por luizguglielmetti

⁠Início de uma noite de verão; um tom de amarelo adentra pela janela.
A chuva cai leve, sem pressa e os pássaros estão felizes.
A sensação quente traz um certo conforto e o breve vento refrescante traz um alívio.
Algumas nuvens cinzas navegam o céu assim como navios navegam pelo mar.
Outra nuvem solitária no horizonte, iluminada pelo pôr do sol, se assemelha a uma explosão devoradora de vidas.
Os esboços das casas assumem um tom rosado e as árvores são apenas sombras.
A escuridão quase completa se instala, a luz do poste queimou.
Fim de um dia qualquer em Tamandaré.

Inserida por GabrieleRocco

⁠...
Lindo mundo
Dentro de mim

Mundo sincero
Rodeado de hipocrisia
Mundo altruísta
Ladeado de egoísmo
Mundo intenso
Sitiado de preguiça
Mundo transparente
Cercado de escuridão

Sou o que sinto
Vivo o que penso
Implodo quando frustro
Explodo se reconsidero

Sou o que sou, extinto
Desequilibro, descompenso
Esclareço se ilustro
Resiliente quando espero

Belo acervo
Dentro de mim

Abundante verdade
Rodeada de mentira
Abundante benevolência
Ladeada de ganância
Abundante jovialidade
Sitiada de inveja
Abundante clarividência
Cercada de dúvida

Sou eu, rei de mim
Sem reinado, influência
Sou o que sou, grande jardim
Sem gramado e indulgência­­

Inserida por andre_villasboas

Confuso

Tenho tido motivos para não acreditar
Volto não sei de onde tentando entender
Que a realidade não é a que quero ver.

As vezes fecho os olhos
As vezes durmo
Outra vezes, reflito
Mas ainda estou sem resposta.

No horizonte, o infinito
Nem luz, nem escuridão, nem o silêncio
Pois meu coração bate, eu respiro e escuto.

Tento fugir e não consigo
É como minha sombra
Não tem como separar
Nem mesmo, quando o sol raiar.

Inserida por Salla

ALADO ALÍVIO
Iberna à caverna
Volta ao escuro
Homem em apuros
Sossega e reflete
La fora o que fez
Com a beleza da Luz
Será que condiz?
Roupante de mestre
Retorna aprendiz!
Abaixa o nariz
Sede exigente
Ajoelha a mente
Olhando pra cima
Iluminado da Cruz
Poderoso Conduz
Bem aventurados
Esforço e cautela
Pra passar a pinguela
Estreito equilíbrio
Sopesando alívios
Pra voar se preciso!

Inserida por alfredo_bochi_brum