Poemas de Dor
Preencha meu espaço vazio
Encha-me de sonhos
Que eu não possa segurar.
Faça eu me sentir viva,
Como se fosse a coisa certa
Mostre-me esperança
E um novo renascer
Depois mate-me
Arranque meu coração
Usando o seu punhal
Dilacere minha alma,
Corte-me em pedaços
Faça das minhas lágrimas limpas
Correrem lágrimas de sangue
Enterre-me
Depois me faça renascer
Transforme-me em algo novo,
Algo que nunca fui
Jogue-me vendada no desconhecido.
Depois suma.
Mate-me novamente
Arranque meu coração
Depois me faça chorar mais uma vez.
Até que as amarguras
Tornem-me amargurada
Tenho dançado em cima de carros
E tropeçado fora dos bares
Te sigo pela escuridão, não me canso
Você é o remédio e a dor
A tatuagem dentro do meu cérebro
E, amor, você sabe que é óbvio
Eu sou um tolo por você
Você manda e eu vou a qualquer lugar cegamente
Eu sou um tolo por você, sim
Qualquer estrada que pegar, você sabe que vai me encontrar
Eu sou um tolo por todas as coisas subliminares
Que ninguém sabe sobre você
Eu tenho uma doença
Que tem um metro e sessenta
E acabou de entrar ali naquela porta
Fecha a conta
Tá aumentando os sintomas
E o peito tá doendo
Tomara que seja infarto
Se for amor, eu tô ferrado
Aí vai ser pior o estrago
“O silêncio é quebrado por suspiro, quando a tenho em meus braços...
Suspiros meus e teus, que se entranham e enlaçam assim como nossos corpos e dedos.
Mãos que percorrem teu corpo, como se amanhã não houvesse... e na verdade, não há.”
Nem mesmo os defeitos
Nem mesmo os defeitos são tao ruins quanto dizem.
Nem grandes, nem pequenos,
Nem leves, nem profundos.
Nem mesmo os defeitos são todos os culpados pela dor.
Nem mesmo os defeitos podem ser deixados para trás.
Nem passado, nem presente, nem futuro.
Nem mesmo os defeitos podem ser cortados pela raiz,
Pois nem só de qualidades é feito um ser.
Nem mesmo os defeitos podem ser levados a júri.
Nem um, nem outro,
Nem por necessidade, nem por futilidade.
Pois o equilíbrio é melhor que a ilusão de perfeição.
As palavras fluem
em labaredas, em chamas
no furor, no calor
que me levam a devaneio
De que o amor é feito
Se sou posto em escanteio
Se de ti nada tenho
E os sentimentos sempre retenho
Nada vale,
no deserto tanta areia
No oceano tanto mar
Se na plenitude do meu amor
Não sinto o seu calor
Estar só, tão somente só
Escrever é o que me resta
Que a verdade sera uma lástima
Estando só, retornaremos ao pó
Apenas um poema...
Eu não pertenço as regras!
Sou livre, sou do mundo.
Sou a liberdade dos sonhos,
da pressa dos absurdos
e nenhuma voz me cala,
a não ser a dos que são mudos!
Pertenço a uma espécie de gente
que não se importa com a aparência,
pois o mais belo que existe é invisível.
Sou obediente aos meus instintos,
numa selvageria de bicho e fada.
Rasgo os planos sem sentido
que o resto da humanidade propaga!
Não sou aquela que cala
diante da dor e da injustiça.
Empunho bandeiras pesadas,
principalmente as mais difíceis!
O que me emociona é a certeza
dos passos dados nesta estrada!
03/05/2019
Vivemos num tempo em que "amor" voltou a ser apenas uma palavra no dicionário.
Estamos em crise com tamanha frieza, crueldade e a falta de fé na humanidade.
Para os poucos de bem e que conseguem compreender e viver o amor próprio e a prática do amor ao próximo, permaneçam firmes, continuem plantando as boas sementes para que se colham bons frutos.
Você, eu, nós ainda somos a esperança para um mundo menos sombrio e frio.
Sentimentos cegos as vezes te aleja
Aquela pessoa que você se importa
Se valorizar, deixe ela um pouco de lado
Se te pertence, deixe, que um dia ela volta
Melhor sair antes de ter seu coração partido
“O problema é que a gente acredita nos insultos, não nos elogios”
Pois é, muita gente fala que meus olhos são bonitos
Não acho, eles são vazios, frios e eles não brilham mais como antes
Essa semana me falaram que: eu sou chata e se eu não tomar meu remédio eu fico insuportável e ninguém me aguenta e que era pra mim tomar dois pra ver se alguém me aguentava, me falaram que eu era um lixo muito grande pra caber no lixo da minha sala, que ninguém se importa, que eu sou idiota
Eu acredito em tudo isso
Isso é o que eu sou
oque me dói não são os problemas
é esse ódio oceânico que me cerca
olho para cima tem vento para me levar
mas em baixo, para onde vou tenho medo
medo de acabar me molhando mais um pouco nele
ou quem sabe me afogar
O grito
A angústia morde os lábios
Árido de tanta perturbação
A alma gretada cata os sábios
Fundamentos do terno coração
Ardendo o pedido de socorro
Sufocados no amorfo pulmão
Onde a erudição se faz forro
E manta das quedas do coração
O corpo chora as agonias
E o alarido estridente uivo aflito
Tentando cuspir arrelias
Das entranhas num seco grito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/08/2012, 18’58”
Cerrado goiano
Três irmãos nos encontraram, Então resolveram brincar conosco.
Primeiro o destino nos uniu,
Depois o tempo nos distanciou,
E por fim a morte nos separou.
Agora me diga quem foi o irmão cruel?
Como eles usam me forçar a me despedir de você?
Como posso dizer adeus a algo que ainda esta dentro de mim?
Algo que faz parte de mim.
Eu estou bebendo pra te esquecer
beijo outras bocas desejando ser você
vivo de falsos amores, falsas dores.
Os devaneios da vida é achar que sentir dor é por amor
nem toda dor é autentica a maioria é ilusão.
O companheirismo se tornou necessário,
Nesse mundo cada vez mais mercenário.
Um mundo tão surreal,
Que foge do natural.
Carece de amor,
Cambaleando de tristeza e dor.
O Fim
Te abraço em meio aos pedaços de um amor sofrido
Me deixo ser levado pelo fracasso de um amor corrido
Te deixo de lado ao perceber que cada pedaço deste espelho quebrado se foi
Me abraço em meio aos pedaços de um fim
E agora me vejo em cada pedaço em reflexos sem fim
Trilhando caminhos de tortura
Vou me envolvendo em amor
Sangra olhos de quem ama
Esbarrar em tanta dor.
Minha mente meio tórpida balança entre o agora e o talvez, absorvendo possibilidades que quase parecem lembranças de tão intensas sensações que experimenta.
Meu ser meio adormecido, tenta agarrar-se a dolorosas ilusões que aos poucos se desfazem e escapam feito poeira passando por entre os dedos.
Minha mente, agora lucida, castiga-me com memórias forjadas, desejos inalcançáveis e abre reais feridas.
Meu ser já tão cansado, entorpece-se mais uma vez e minha mente volta a balançar.
Acredite, ela preferia ser diferente. Preferia ainda ser capaz de sorrir por qualquer coisa, sorrir de verdade. Não aquele sorriso que ela ensaia todos os dias em frente ao espelho para poder fingir que esta tudo bem e preferia sair pulando em poças na chuva ao invés de sucumbir na tempestade dentro dela.
Acredite, ela ainda ama ver o sol nascer e dormir ouvindo as gotas de agua tilintarem no vidro da janela, ela ainda ama dar as mãos e girar no meio da rua, mesmo que isso pareça ridículo,ela ainda ama abraços apertados, sair andando de madrugada sem ter um rumo, só para olhar o céu estrelado. Ela ainda torce para chover enquanto você estão a pé e longe e casa só para poder correr com você na chuva, ela ainda ama cantar mesmo que desafinado e que sujem o nariz dela com a massa do bolo.
Acredite, ela se divertiria bem mais se a massa acabasse espalhada em vocês dois e por toda a casa do que dentro do forno.
Acredite, ela ainda ta ali em algum lugar, mas ela esta se afogando de forma lenta e não consegue voltar a superfície. Ela estica as mãos diariamente na esperança de que alguém veja e a salve… Porem é caos demais para saber lidar, se nem ela consegue imagina outra pessoa.
Acredite, ela entende, mas isso não tira a dor que ela sente por estar morrendo.
Eu te escolhi,
mas tu não me escolheste
e nesse vai e vem você nem sabe
que eu continuo te amando intensamente.
Te escolheria todos os dias
todas as horas eu seria tua
mas como não me escolheste também,
eu sentirei eternamente a falta sua.
É no cair da chuva
é na sua música favorita
é no seu apelido
é no inverno
é na minha lembrança do seu sorriso lindo.
Você é como um fantasma.
E no meio de tudo que poderíamos ter vivido
existe um sentimento chamado orgulho, eu só lamento.
Eu te esperarei, mas espero que não por muito tempo.
