Poemas de Dor

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Ate eu conseguir te esquecer ...
Até eu conseguir te esquecer, vou fingir que não sinto mais nada. Até eu conseguir te esquecer, vou ignorar aquele frio na barriga. Até eu conseguir te esquecer, vou jurar para mim que a nossa história não foi importante. Até eu conseguir te esquecer, vou passar por você na rua e seguir em frente. Até eu conseguir te esquecer, vou parar de ler as conversas antigas e parar de pensar no quanto era bom ter você comigo. Até eu conseguir te esquecer, vou deixar de lado aqueles planos que eram tão nossos. Até eu conseguir te esquecer, vou ignorar a saudade. Mais do que isso, vou fechar a porta quando a saudade decidir entrar tarde da noite me lembrando você.

Até eu conseguir te esquecer, vou ignorar todas as mensagens recebidas. Vou ignorar também todas as minhas vontades de te mandar uma mensagem simplesmente para saber como foi o seu dia. Até eu conseguir te esquecer, vou mudar de assunto quando perguntarem sobre você. Até eu conseguir te esquecer, não vou citar o seu nome na rodinha dos amigos. Até eu conseguir te esquecer, não vou procurar saber da sua vida.
Até eu conseguir te esquecer, vou fingir que não amo mais você. Até eu conseguir te esquecer, vou me forçar a te esquecer. Até eu conseguir te esquecer, vou fingir que te esqueci. ⁠

⁠Aquilo que você sente, você transmite.
Se você sente amor, transmite amor, se sente paz, tramitirá paz.
Se você não transformar sua dor, se não curar sua dor, será tomado por ela, transformado por ela, transtornado por ela, intoxicado por ela e, sem perceber, estará transmitindo a sua dor, causando mais dor.
Deixe que o amor ilumine, conquiste, inunde seu coração.
Transforme, transforme-se, Liberte-se.
Viva em paz, seja a paz, transmita a paz.

⁠A princípio eles eram distantes, mas aos poucos, mesmo rejeitado, a flor insistia no amor do cacto.

Não demorou e ela logo se aproximou; no dia encantado por pouco não beijou, o cacto a tinha machucado, mas a flor insistia no amor do cacto.

Os espinhos com o tempo, fizeram com que a linda flor ficasse presa, e chorando de dor, a flor insistia no amor.

O tempo se passou e o cacto não aguentava mais sentir a flor, à vista disso jogou-a para longe, e a flor machucada ficou.

Era uma flor esbelta e linda, que ao desprender achou-se ferida, aos poucos voltou para casa, foi lá onde jogou suas lágrimas.

As lágrimas caiam e caiam, e a flor a si mesmo regava, com o tempo a linda flor, de novo, já brilhava.

O cacto agora queria a flor, mas sabia que muito havia machucado, o cacto insistia no amor da flor, enquanto a flor refletia seu auto-amor.

⁠Me questiono se vale a pena abrir mão de tudo por você, e mesmo sabendo que não, insisto em tapar os meus ouvidos. O problema é que quando tapo eles, não escuto sua voz, nem muito menos a daquele que sei que me ama...

É que a vida me ensinou a atuar, e agora o que dói é não saber se vivo um personagem, ou, apenas conflitos internos.

⁠AMOR PRÓPRIO


Dos suicídios psicológicos
Confessar-te foi meu último.
Manter-nos vivos
Era meu maior veneno.
Como nos sonhos, acreditava
No devaneio de um dia de paz
Onde estar perto, bastava.
Acreditei ainda em suas promessas
De que aqui sempre estaria.
Amor, meu, próprio,
Todavia não era nosso momento.

No último velório, deixei
Flores e uma bandeira branca.
Sinal de que me rendi
E que nunca mais te verei.
Nossos amigos estavam lá
Saudade e Amanhã não puderam ir,
Talvez chorou como quem se sentia culpado,
Amor, calado, me abraçou
E a Dor se juntou ao nosso ato.
Te enterrei debaixo das lembranças e
Estima me deu as mãos.
Amor meu
Todavia não era nosso momento

⁠Pronto, só corro!
Quando foi que cortaram minhas belas asas?
Para onde realmente devo ir para me sentir em casa?
Quando foi que o medo tornou-se mais forte que o desejo de ser feliz?
Quantos traumas persistem como sombras das escolhas que eu fiz?
Tornei-me essa fera que rosna constantemente para qualquer um.
Essa marra disfarçada de raiva, mas que na verdade é uma dor incomum.
No fundo sou só um bichinho medroso e sem esperança,
Tremendo de medo das demasiadas lembranças.
Evito emoções pois não tenho condições de suportar mais perdas, fui roubado!
Já foram tantas vezes e ninguém imagina a imensidão desse buraco cavado.
Talvez eu seja bom nesse lance de fingir e me escondo demais.
Sou um ótimo poeta, um fingidor habilmente sagaz.
Sempre cobri de flores os caminhos que aos poucos foram se destruindo.
Sinto falta de muita coisa, mas sempre choro (sorrindo)!
É assim que sangro, essa hemorragia de amar.
Já sangrei tanto que estou a ponto de me afogar.
Gradativamente cansado dessa insistência de nadar,
Mas traumatizado demais para confiar em quem tenta me resgatar.
Dizem que o tempo vai curar e dizem também que a vida é curta demais.
Ótima maneira de falar que ninguém se importa, que tudo bem e tanto faz.
Quantas vidas preciso para que haja tempo suficiente para me sarar de você?
Essa é uma pergunta constante, uma pauta ainda aberta no meu imenso dossiê.
Seria mais fácil se você fosse a dor, um anexo, uma página descartável,
Mas você é só mais uma vítima lidando com seu próprio trauma incomparável.
No fundo somos todos flagelados usando máscaras enobrecidas.
Por baixo desses grandes sorrisos encontram-se almas falidas.
Mesmo que haja brilho nessa casca constantemente polida,
Perdemos nosso endereço. Somos labirintos sem saída…

⁠Deixe-me ficar aqui rolando entre os meus lençóis até o entardecer
Não me sinto bem em respirar o ar da manhã, meu passado e minhas tristezas estão pesadas demais pra me deixar sair
Não quero ver a luz do dia, mas gostaria de morrer aos poucos nesta cama fria.
(Karla Charone)

⁠Ninguém sabe o quanto dói,
Abrindo no peito um tão grande
Buraco que me destrói!

⁠A resposta do arpoador.
Fecho os olhos: onde está o meu amor?
A rosa é a mais bela flor, mas tem espinhos que causam dor.
Por que desistir, querido vencedor?

Hoje o dia está triste.
Mas amanhã...
a gente há de sorrir.
Por hoje a gente chora
por quem parte,
mesmo sabendo
que vai chegar
a nossa hora
de ir.

lembrei...
sorri...
sorri feito bobo!

lembranças são assim,
colocam sorrisos bobos
no rostos das pessoas...

lembrei...
ri...
ri como um louco,
eufórico!

lembranças são assim,
fazem as pessoas gargalharem
assim do nada...

lembrei...
chorei...
chorei feito criança!

lembranças são assim,
desmancham as pessoas

em lágrimas..

**Lembranças⁠

⁠Eu sei o que você pensou
O nosso último abraço me relevou
Quisera eu deixar o seu perfume em mim
Talvez não me preocuparia tanto em querer te sentir
Mas viciei em você..

A sensação de ter consciência do último beijo deixou-me ansioso...
Como simplesmente me abster do meu vício?
Como simplesmente me abster daquele sorriso?
Perguntas que dançam fervorosamente em minha mente.

Com gestos simples, e falsos sorrisos
Seguirei em frente, lutando contra essa corrente a fim de me libertar
Só preciso parar de pensar
Existem formas fáceis, mas não quero ter que me precipitar

Está tudo bem, é melhor sofrer do que não sentir nada
Minha expectativa foi maior que a realidade
Estive fora das veracidades e me iludindo com o vento...

Estarei aqui caso sinta saudade
Para relembrar dos bons momentos
Quando você era meu... de verdade.

Ardem os olhos
Aperta o peito
O ar falta
Imunidade zero
O canto é o refúgio
Isolamento
Profundo e dolorido...
⁠Não, não é Covid
É "Semvid"
A energia pesada do mundo,
que achou um abrigo
Num colo sensível,
humano e
Não forjado a aço,
Sigo no bunker.

Mas, vai passar...

⁠Quando você estiver sem direção
e os seus sonhos parecem
desmoronar perante um frágil
coração que bate triste e sozinho,
eu serei o seu caminho.

⁠Assim como o vento,
Como folhas de outono,
A brisa a levou
Para uma outra estação

⁠Eu não chorei quando fui embora.
Não chorei quando ralei os meus joelhos naquela queda de bicicleta, porque de novo eu estava distraída. Eu também não chorei quando assisti pela milésima vez a Titanic na sessão da tarde.
Eu não chorei quando senti aquele buraco negro, que mais parecia fazer morada dentro de mim, sugar todos os meus sentimentos para dentro de si. E eu não chorei quando me perdi. dentro de mim. dentro da minha própria objeção subjetiva.
É que, subconscientemente, eu sempre gostei de ver a água subir. o copo derramar. A maré alta e boa pra peixe. E por isso, são em noites assim em que eu me afogo.
Porque eu nunca gosto de molhar os pés.
Eu gosto do gosto de sentir a água salgada até o topo.


~Keep Swimming...
Keep Swimming.

⁠Boa noite
Que você valorize cada “cicatriz” que há em você.
Que você se valorize por ter enfrentado dores e sofrimentos físicos, mentais e ou espirituais.
Aqueles que nada enfrentam, não ganham força para continuar na jornada.
Agradeça com satisfação e alegria por você estar onde está, afinal você é a melhor versão de você mesmo.
Se você passa por turbulência hoje, não esqueça:
Tudo passa!
Nenhuma dor é eterna.
Mas, se uma situação se mantém repetitiva, preste atenção pois você que anda gerando um padrão, mude.
Não deixe a tristeza ficar em seu coração, lute!
Tudo passa, mas depende de nós o tempo que demora para passar.
Que os esquecidos percebam que eles são dignos de receberem ajuda, basta eles quererem
Axé
AZ
01.03.2022

⁠[...] vã̃ e breve, a vida tal uma curta poesia
expira, em terra funda, dura e fria
o teu canto, ali, acabará...
Eis o que aperta, e dói no coração
a morte é um mistério
fugaz... cheio de sensação
má́ ou boa, penoso critério
aqui apenas uma oração
em suporte
a realidade
um triste verso à morte...
versado com saudade!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/06/2021, 5’10” - Araguari, MG

⁠Estou sozinha outra vez,
Triste, magoada, pensando em você.
Porque fizeste isso comigo, meu amor?
A saudade me machuca e maltrata,
O coração me dói no peito.
Olho na janela e te vejo.
Se ando na rua, te vejo.
Mesmo sozinha, te vejo.
Estou aqui te esperando,
Ah meu amor, venha me socorrer,
Matar o meu desejo e a vontade de te ter.

⁠RENASCER DAS CINZAS

Deixa que a água do chuveiro
Se misture com as tuas lágrimas
Deixa que a tua almofada
Seja testemunha dos teus soluços
Olha que tu és forte e corajosa/o
E Deus é testemunha da tua fraqueza
Da tua coragem, da tua luta
Neste teu novo renascer das cinzas