Poemas de Dor
Pelo Amor ou pela Dor, o que importa é como caminhar, o caminho já é tudo, Eu Sou.
Kairo Nunes 22/10/2024.
Quando a dor te faz companhia
Te perseguindo como um cão
Dia e noite, noite e dia
Parecendo assombração.
É um aviso da alma
Que caminha na contramão
Implorando uma atitude
Te puxando pela mão.
Refaz teus passos com calma
Constrói de novo teus planos
Renova os teus velhos sonhos
Abraça os teus desenganos.
Escrevo com meus olhos cheios de lágrimas,
E com o meu peito rasgando de dor,
E peço pelo amor de deus,
Que não me permita sentir de novo está dor,
Como dói meu pai
O amor não correspondido
Eu tenho pena daqueles que amam
E vão sentir essa dor junto comigo
A Dor Não É Sua Essência
Depressão, um peso que insiste em ficar,
uma sombra densa, difícil de afastar.
Mas lembre-se, mesmo no céu nublado,
existe o sol, escondido, mas dourado.
A pressão pode ter fim, não é para sempre,
há uma luz ao longo, mesmo que ausente.
Pequenos passos, um dia de cada vez,
mesmo que pareça difícil dessa vez.
Permita-se sentir, sem pressa de ir embora,
há força em se permitir viver cada hora.
Aceite o abrigo dos que ao seu lado estão,
há poder em pedir ajuda, em estender a mão.
A dor não é sua essência, é uma estação,
e todo inverno encontra sua nova canção.
Por isso, mantenha-se firme, há vida à espera,
e uma versão sua que floresce e impera.
Na
penumbra da
madrugada Penso
em ti dor de meu
coração Espero por ti
como quem espera
No desespero escuro da
solidão O renascer da primavera.
A MAIOR DOR DO MUNDO, É AMAR
A maior dor do mundo, é amar,
Um fogo que queima, uma chama no olhar.
É um sentimento profundo, que nos eleva e derruba,
É a fragilidade da alma que, em um instante, se encurva.
Amar é se entregar, é abrir o coração,
É dançar no abismo da incerteza e da paixão.
É viver intensamente, mas temer a perda,
É um laço sagrado que, às vezes, se encerra.
Nos braços do amor, encontramos a vida,
Mas ao mesmo tempo, a dor é medida.
Pois o amor é um mar que arrasta e afoga,
Uma tempestade que, em um instante, se paga.
É o sorriso que brilha, mas também a lágrima,
É a alegria que embala, mas também a rima amarga.
É um jogo de luz e sombra, de risos e lamentos,
É a beleza do ser, em seus mais profundos tormentos.
E quando se ama, o coração se expõe,
Fica vulnerável, e muitas vezes, se põe
A mercê do destino, das voltas da vida,
E a maior dor do mundo é ter a alma ferida.
Mas ainda assim, amar é um dom precioso,
É um ato de coragem, um gesto amoroso.
Pois mesmo na dor, há uma beleza infinita,
E o amor, apesar da dor, é o que a vida agita.
Então, que venha a dor, que venha o sofrer,
Pois amar é viver, é arriscar e crer.
E mesmo que a maior dor do mundo seja amar,
É nesse amor que encontramos nosso lugar.
Poeta: IVAN GUEDES BLACK JÚNIOR
Minha Amarga e Solitária Solidão
No silêncio profundo, onde ecoa a dor,
Caminho por sombras, perdido em meu clamor.
Minha amarga solidão, um manto que me abraça,
Em cada passo dado, a tristeza se entrelaça.
As horas se arrastam, como nuvens de aço,
E o peso da ausência é um fardo que não canso.
Busco por vozes que não vão me encontrar,
E a vida, tão cheia, parece se esvaziar.
Nos sonhos, tu vens, com o brilho do passado,
Mas ao acordar, sinto o frio do lado.
Corações que se afastam, promessas que se vão,
E em meio ao vazio, ressoa a solidão.
As lembranças dançam, como folhas no vento,
Revivo os momentos com um triste sentimento.
Nos risos que ecoaram, nas juras de amor,
A saudade é uma faca, cortando a dor.
Oh, solidão amarga, que me ensina a esperar,
Tu és a companheira que não posso deixar.
Mas em meio ao sofrimento, procuro a luz,
Um fio de esperança que ainda me seduz.
E mesmo que as noites sejam longas e frias,
Busco nas estrelas as minhas fantasias.
Quem sabe um dia, em um novo amanhecer,
A solidão se transforme em algo para viver.
Assim, sigo adiante, com o peso do coração,
Aprendendo a dançar com minha solidão.
Pois mesmo em sua amargura, há lições a se dar,
E em cada lágrima, um caminho a trilhar.
Tive que ressignificar
Nosso final milhares
De vezes para conseguir
Expulsar a dor do meu
Peito toda vez que eu
Me recordava de você.
(Não funcionou).
Será que a dor para de doer,
Ou ela cansa e vai embora?
Ou nos acostumamos
A coexistir junto com ela?
A tua partida me mostrou
Que talvez, a dor tenha
Algum propósito:
A de nos mostrar que
Estamos vivos.
MINHAS LÁGRIMAS DE DOR
Minhas lágrimas de dor, como rios a correr,
Escorrem pelo rosto, trazendo o sofrer.
Cada gota é um lamento, um eco do coração,
Um peso que se arrasta, uma profunda aflição.
No silêncio da noite, as sombras vêm dançar,
E a solidão me abraça, difícil de suportar.
As memórias se agitam, como ventos a soprar,
E em cada lembrança, sinto a dor a pulsar.
Ah, como é pesado o fardo das desilusões,
Carrego o peso dos sonhos, das não concretizações.
As esperanças quebradas, como vidro a estilhaçar,
Refletem em minhas lágrimas, um grito a ecoar.
Mas mesmo na tempestade, onde tudo parece escuro,
Busco uma centelha, um sinal do futuro.
Pois as lágrimas que caem não são só de dor,
Elas também são sementes que brotam o amor.
Minhas lágrimas de dor, que caem em silêncio,
Podem ser a purificação, um caminho para o senso.
Elas lavam a alma, limpam o coração,
E em meio ao sofrimento, há espaço para o perdão.
Então, permito que fluam, que expressem a verdade,
Pois em cada lágrima, há uma parte de minha humanidade.
E ao final da tempestade, quando o sol voltar a brilhar,
Sentirei que a dor também me ensinou a amar.
Minhas lágrimas de dor, um tributo à vida,
Elas falam de coragem, de uma luta querida.
E se um dia me perder, no labirinto da solidão,
Que essas lágrimas me guiem, me tragam a direção.
Poeta: IVAN GUEDES BLACK JÚNIOR
ImpulsionaDOR
Há uma chama na mágoa contida,
Um sopro feroz, um grito guardado,
Que arde, transforma, renova a vida,
E faz do que dói um solo sagrado.
Não é lamento que prende os pés,
Nem muro que barra a caminhada,
É força que ergue, que refaz
A alma ferida e abandonada.
O corte profundo, o pranto silente,
São fontes de fogo, motor que consome,
E ao invés de prender, libertam a mente,
Dão voz ao coração que clama um nome.
Mágoa que ensina, que move montanhas,
Que faz do tropeço impulso ao cume,
É dor que molda, rasga as entranhas,
E deixa no peito um novo lume.
Não temo o peso de tê-la em mim,
Pois sei que me leva onde eu não iria,
Na mágoa que queima, há sempre um fim:
Transformar a dor em rebeldia.
Sobrevivente da Tempestade
Meses atrás, meu pulso carregava as cicatrizes de uma dor que parecia infinita, traços profundos de uma luta silenciosa contra uma tempestade chamada depressão. Hoje, essas marcas são apenas vestígios de um passado sombrio que se cicatrizou. Eu sou uma sobrevivente, alguém que encontrou força onde parecia não haver mais nada.
Às vezes, essa sombra tenta voltar, sussurra em meus pensamentos, mas eu me lembro: já venci antes, e posso vencer de novo. Carrego em mim a prova de que as feridas podem se fechar, e que, mesmo na escuridão, há sempre uma faísca de luz esperando para brilhar.
Um Novo Amanhecer
Em versos tecidos de dor e esperança,
Um ano finda, um ciclo se encerra.
2024, cruel e intenso,
Marcas profundas em minha alma aterra.
Mas em meio à tempestade, um raio de luz,
Amadureci, cresci, me encontrei.
O sofrimento, embora amargo e cruz,
Me moldou, me fez mais forte, alçarei.
Em 2025, um novo capítulo se inicia,
Com promessas de dias mais amenos.
Deixarei para trás a dor que me afligia,
E seguirei em frente, com novos intentos.
Aprendi que a vida é um eterno fluir,
De altos e baixos, de alegrias e dores.
E que em cada experiência, algo há a adquirir,
Para fortalecer a alma e abrir novas portas.
Em 2024, encontrei a profundidade,
Desvendei mistérios da minha essência.
E agora, com mais sabedoria e verdade,
Construirei um futuro de plena consciência.
Ao amanhecer do novo ano, renasço,
Livre das amarras que me prendiam.
Com o coração leve e a alma em transe,
A um novo ciclo, com fé, me entregarei.
David Freire
Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.
Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.
Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.
Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer.
Amor, fogo que sucumbe e aquece,
Paixão é arte que no peito ilumina,
É dor tão amarga, mas não se esquece,
Entrega asas à alma que alucina.
Doar-se, fluir como o ar que nos cerca,
Sem freios, sem medo, ao vento se lançar,
Amor é ser livre, é não ter reserva,
É dor e prazer, é o céu e o mar.
Nas camadas do amor, o silêncio é vero,
Vive-se o êxtase, a alma a vibrar,
O amor é poema não lido, pois há mistério,
Paixão é caminho que não dá pra andar.
