Poemas de Dor
EFICIÊNCIA
Produzir mais amor
É a forma eficiente
De reduzir toda a dor
Livro: MINI VADE MECUM DA POESIA
"Cansei de velhas bagagens... Muito me interessa o novo, o sensato o que não me causa dor. Vou em busca do que me faz bem, o resto to deixando para trás."
-Aline Lopes
O problema não é a morte, mas a dor
A dor de quem fica
A dor de quem vai
A dúvida que nos consome
A saudade que acompanha quem ficou.
Quem se foi, daqui não mais será
Donde está, colhe seus frutos
Mas quem ficou,
A falta machuca
A saudade espanca
A negação maltrata
Por fim, o fim chegou
Levando um personagem
Deixando um quadro escrito a giz
O tempo dá conta do resto
Mas o que de fato ficou?
O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?
Florescer no caos.
A força não é a ausência da dor que te feriu,
Mas o broto que nasce onde o medo ruiu.
É ver nos destroços um novo caminho,
E saber que, curado, ninguém está sozinho.
A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.
A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.
No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.
Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.
(Douglas Duarte de Almeida)
Devo desfazer?
Devo me deixar ir?
Me despedir?
Bom dia!
E essa dor?
Desse tremor?
Isso é amor?
Bom tarde!
O que viveu?
O que aconteceu?
Mas e eu?
Boa noite!
Devo escutar?
Me atormentar?
Devo cantar?
Boa.
A poesia transforma a dor em beleza
e a beleza em sentido —
mas o belo nunca foi o seu destino,
e sim o humano.
A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.
A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.
Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.
Nem toda dor grita. Algumas dores são silenciosas, discretas e quase invisíveis. Elas não chamam atenção, não provocam lágrimas constantes e muitas vezes passam despercebidas até mesmo pelas pessoas mais próximas.
Essa é a natureza da anedonia.
Que esse sorriso não se suicude
Que a tristeza não se eternize
Que a dor não venha devastar
nem um coração
Que uma lágrima não venha cai ao chão
Que o choro não seja de dor
Que a lembrança não seja ferida
Que a sicatris não venha fazer
Parte da minha vida...
LUA EM LÁGRIMAS.
Chorou a lua
Quando soube da minha partida
Uma grande dor,
no peito uma ferida
Caiu lágrimas do céu
Como melodia ao vento
Quando você se foi,
me deixou um grande sofrimento
Chorou a lua...
Por que não vou poder mais voltar
Não viu minha partida
Nem despida pode dar
Pela distância, pelo momento
Me causou dor e sofrimento
Com você, não vou poder mais contar...
Perdar, metade da alma ou algo valioso
Faz um buraco no coração, causa uma dor
Que você não tem noção, um silêncio nebuloso
O diamante que virou pó, a flor que já murchou, o céu virou cinza
A luz que se apagou...
O vento que trás tristeza, machuca o tempo
com a solidão, me faz chorar, e minhas lágrimas, se transforma em ribeirão
A sicatris que se abriu, meu coração.
está lastrada de sangue
De dor como um furacão
Trazendo o mal e levando o bem
Me causando solidão...
Diante da dor, que parece insuportável, muitos perguntam como irão prosseguir?
E o Pai responde que a fé é a luz que irá cicatrizar todas as feridas e nos mostrar um novo caminho.
Diante do desafio que destrói muitos sonhos, muitos perguntam como resistir à tentação de abandonar a jornada?
E o Pai responde que a prece é o remédio que sempre renova nossas forças nos momentos de maior provação.
Diante da tristeza, muito perguntam como reencontrar o prazer de viver?
E o Pai responde que a alegria é uma semente que está dentro de cada um de nós e só quando cuidarmos do nosso terreno íntimo, ela poderá germinar.
Diante da queda, muitos perguntam como irão se reerguer e continuar?
E o Pai responde que a perseverança e a confiança são as ferramentas que nos ajudarão a atravessar qualquer tempestade.
Diante dos espinhos, muitos perguntam como suportar o sofrimento?
E o Pai responde que o mesmo espinho que hoje nos fere, amanhã será a flor a perfumar nossa vida.
Diante do erro, muitos perguntam como não se entregar ao desespero?
E o Pai responde que somos Espíritos eternos, em constante evolução e que a cada dia progredimos rumo ao Alto e com fé, lá chegaremos, independente dos desatinos já cometidos.
Diante da perda, muitos perguntam como não temer a morte?
E o Pai responde que a morte é apenas a porta para um novo caminho, que o fim não existe e sim a chance de um novo recomeço.
Por isso, sigamos nosso caminho, vencendo nossos melindres, perseverantes em nossa reforma íntima, acreditando em nós e na Providência Divina e continuando a perguntar, porque o Pai jamais nos deixará sem resposta...
EU SOU MULHER
“Ele compara para ferir.”
Mas eu não me deixo quebrar.
Sou feita de dor e força,
de queda e de recomeçar.
“Me deixa no chão — como se eu não valesse.”
Mas do chão eu criei asas.
Não sou falta, nem resto —
sou presença que não disfarça.
“Mulher inteira.”
É o que sou, sem precisar me calar.
Com alma que sente,
com voz que escolhe lutar.
Eu sou mulher —
não para caber em padrões,
mas para transbordar coragens
e romper comparações.
No fim é você
Na dor mais funda, é só você.
Na conta a pagar, só o seu nome.
Na cama do hospital, só um corpo cabe.
No fim da estrada, só um caixão.
A vida é sua, e ninguém a viverá por você.
Não se perca em doar o que lhe falta.
Não tente carregar o peso alheio
quando já basta o fardo que é seu.
Valorize o que pulsa em seu peito.
Ande com leveza, cuide de si.
Porque, quando tudo silencia,
é você quem permanece consigo.
Naldha Alves
Para refletir:
Nunca minimize a dor do outro.
Jamais romantize o sacrifício alheio.
Em hipótese alguma normalize o comportamento tóxico.
O ser humano sempre terá a oportunidade de escolher a atitude mais coerente.
01/04/26
No Processo
No processo há dor,
há medo que cala,
choro que inunda,
e luta que rala.
Vontade de ir embora,
sumir, desistir,
deitar no escuro
e parar de insistir.
Mas entre os espinhos
há mãos invisíveis,
tocando teu peito
com forças incríveis.
Mesmo quando o chão
parece ruir,
há graça do alto
pra te conduzir.
O amparo divino
não falha jamais,
Ele chega em silêncio,
mas traz muita paz.
Na hora mais dura,
no vale mais frio,
Deus sopra esperança
e traz o alívio.
Então não desista,
o céu te sustenta.
Cada lágrima rola,
mas a fé te aumenta.
Você não está só
na trilha a seguir:
há um Deus que te abraça
e te faz resistir.
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