Poemas de Desejo Sexual
A manhã desponta suave, dourada,
e o ar se enche do aroma do café fresco, quente como o desejo que nos toma.
Teu beijo demorado cala o mundo,
lento, profundo, traçando cada linha de mime ali, entre o sol que entra e o calor que nos aquece, nos entregamos a um prazer sem limites, puro, inteiro, infinito,
como se cada manhã fosse a primeira vez que o amor nos faz um só.
Solidões cativas é um desejo isolado,
um sabor de amargura de um momento passado.
No meu ponto de vista, sou um grande fracasso,
carregando o peso desse cansaço.
Preso nas horas desse eterno tormento,
onde o tempo se arrasta e me quebra por dentro.
Colecionando as sombras de uma falsa ilusão, sou o
eco que ecoa na minha própria solidão.
Perdi o norte e a direção para caminhar, restou
apenas o vazio para me observar.
E no silêncio que parece não ter fim, sou apenas
a sombra do que restou de mim.
Todo ser humano tem um instinto de eternidade, por isso, o seu desejo de encontrar o sentido da vida aponta para Jesus.
Jesus é a ponte para a reconciliação do homem com Deus, levando-o a viver eternamente com o Pai.
Assim, ela externou o seu desejo mais profundo:
— Deem-me um mundo de caneta e papel,
onde eu possa escrever,
e vos darei um universo de palavras.
Riram. Risos fáceis, largos,
e alguém, com gosto de deboche
na boca, interrogou:
— E que diabos fazemos com palavras?
Os risos cresceram, ecoaram como pedras ocas.
Até que ela respondeu:
— Eu sei!
São só palavras.
Mas quando ditas com alma,
tocam fundo,
como vento na chama.
São só palavras,
mas bordam silêncios,
desatam nós antigos,
selam destinos sem retorno.
São só palavras,
mas algumas ficam,
e viram abrigo
no peito que abriga.
“São só palavras”,
dizem os distraídos
ou os insensíveis.
Mas quem sente o peso delas
sabe do que são feitas:
de lume,
de lâmina,
e de laços infinitos.
São só palavras,
e ainda assim estremecem
como o toque súbito
de uma lembrança
na pele arrepiada da memória.
Carregam silêncios ancestrais,
promessas nunca ditas,
e às vezes,
orações disfarçadas de verso.
São só palavras,
mas movem marés interiores,
resgatam alguém do abismo
ou empurram, sem aviso.
Frágeis como sopro,
constroem catedrais
dentro de quem ouve.
São só palavras,
e mesmo sem cor ou matéria,
pincelam a alma de quem as recebe:
ferem ou curam,
prendem ou libertam.
São só palavras…
e por serem só isso,
tudo nelas é possível.
Entre olhares cabisbaixos e curiosos,
os risos cessaram.
E deram lugar a uma campanha improvável
de arrecadação de canetas e cadernos,
nunca antes vista na pequena aldeia.
Já se falava em mutirão, em paredes,
em mesas, em um espaço onde os escritos
pudessem respirar e ser lidos em voz alta.
Porque, afinal, quando alguém compreende
o peso das palavras, o mundo começa
a pedir caneta e papel..
✍©️@MiriamDaCosta
Gira mundo
Gira mundo, vai girando, gira, gira, sem fim.
No desejo infinito que vai crescendo dentro de mim.
Numa hora quero a ‘bola’, mas o que essa ‘bola’ é para mim?
Não pergunto, não questiono, só a quero junto a mim.
Quem não sabe o que quer, perde o caminho de si.
Deseja o que é do outro, numa roda-viva sem fim
Fica tonto, fica mudo, fica só, mas não pergunta:
O que isto é para mim?
Um amor impossível.
Uma taça de fel.
Um amargo destino.
Um abrigo no céu.
Um desejo etéreo.
Uma dura sentença.
A ausência do mundo.
Uma vida em vão.
Um poeta.
Uma musa.
Divina ilusão.
Foram dados um ao outro
em tempos diferentes:
um viverá na morte,
o outro na inconsciência.
— Evan do Carmo
O desejo é um romancista genial.
Ele recebe duas ou três informações incompletas e constrói
um universo inteiro.
I. A Origem e o Olhar Infantil
Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
III. O Despertar da Primeira Molécula
O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.
A alegria desperta no momento em que nos entregamos ao instante, completamente sem desejo, e nos submetemos a ele com obediência.
(Byung-Chul Han)
Desejo que tudo dê certo na sua vida.
Não vou desejar à você a mesma
maldade que fizeram contra mim.
Desejo que a arma da perversidade se transforme em benções, e que a vibração que você cria, acompanhe você.
Gratidão Universo.
Essa é a última poesia que escrevo,
até o momento,
mas voltarei com versos de desejo,
que passarem pelo meu pensamento...
Poeta não para nunca,
poemas sempre surgirão,
Sempre estarei aqui com alegria,
trazendo frases e as filosofias,
que passarem pelas minhas mãos!
Meu simples desejo,
Que você se cure daquilo que não te pediram desculpas,
E não ouse duvidar da sua força.
Quando você sair
em busca do amor,
desejo que ele
permita ser
encontrado,
e quando ele
te encontrar
que você
se permita
da mesma forma,
porque quando
um for encontrar
o outro não se sabe
exatamente a data,
e muito menos a hora.
A sensação de proximidade
provocada pelo meu beijo
é o povoamento do real desejo,
A palavra me pertence
e a sua recíproca sedutora
intuitivamente me convence,
e vale um livro inteiro:
a poesia é livre e esta mulher
para o seu amor se guarda.
Entre o Desejo e o Silêncio
Quero descobrir teus mistérios
como quem aprecia, sem pressa,
o vinho mais raro da vida.
Quando a lembrança dos teus lábios
atravessa meus pensamentos,
me perco imaginando
como seria estar ainda mais perto de ti.
Será que desejar um instante,
um breve toque,
um segundo a mais da tua presença,
é pedir tanto assim?
A maior loucura
não é o desejo que nasce,
mas todas as histórias
que a imaginação insiste em escrever.
Penso na tua pele
encontrando a minha,
na distância deixando de existir,
nos teus cabelos caindo
como cascatas ao vento,
enquanto teu olhar
encontra o meu
e o tempo esquece de passar.
Então o coração acelera,
o mundo parece menor,
e até o ar se aquece.
Talvez seja apenas saudade.
Talvez seja encanto.
Ou talvez seja esse desejo silencioso
de um dia descobrir
como é morar,
nem que seja por um instante,
no abraço que a minha alma
há tanto tempo imagina.
E, enquanto esse dia não chega,
guardo teu nome entre os meus pensamentos,
como quem protege um segredo bonito.
Há encontros que primeiro acontecem na alma,
antes mesmo que a vida permita
o encontro das mãos.
Talvez seja por isso
que você habita tantos dos meus versos:
porque algumas pessoas
se tornam eternas
muito antes de se tornarem presença.
Onde Mora o Perigo
Beijo lento, quase segredo,
mordida leve, guardando o desejo,
um sorriso que entrega o que tentou esconder,
e um selinho no fim, só pra me fazer querer.
É nesse instante que mora o perigo,
quando o silêncio brinca comigo,
quando um simples toque parece dizer
tudo aquilo que a boca tenta esconder.
Porque o beijo termina,
mas a vontade não.
Fica presa no sorriso,
faz morada no coração.
E eu finjo que não percebi,
finjo que não me rendi…
mas se você repetir esse jeito de beijar,
talvez eu esqueça até de tentar escapar.
Beijo lento + mordida + sorriso + selinho no final…
Perigo?
Não.
É exatamente aí que começa o meu caos.
