Poemas de Desejo Sexual
Aquele vestidinho sensível,
Que cobre a tua pele macia,
O meu desejo é irresistível,
E o meu corpo todo se arrepia...
Entre meus sonhos, que importa essa DISTÂNCIA,
Em que o desejo é CONSTÂNCIA,
Que o amor é SAUDADE,
Entre sonhos e a REALIDADE,
A tua existência tem mais IMPORTÂNCIA....
Meu coração é meu GUIA,
Meu olhar seu SEGUIDOR,
Sinto imenso desejo GURIA,
De contigo fazer AMOR,
Me fascina tua MAGIA,
Do teu corpo sentir o CALOR,
E explorar FANTASIA,
Percorrendo o teu VALOR,
Choraremos em HARMONIA,
Gritaremos em SINTONIA,
Explodiremos de ALEGRIA,
De um prazer de ternura e FERVOR...
Quando ao despertar da AURORA,
Olho pela janela e chove la FORA,
Um desejo imenso invade meu SER,
E esta vontade louca de te TER,
Todinha pra mim, envolvente em meus BRAÇOS,
E com minhas carícias ocupar teus ESPAÇOS,
Intensamente passional de te fazer FELIZ,
Pois na vida foi o que eu sempre QUIZ,
Foi pertencer a uma linda MULHER,
Se Deus permitir e assim o QUISER,
Certamente você ainda vai ser a MINHA,
Estrela, minha luz e minha RAINHA...
"Amor pode ser desejo. Quando estamos apaixonados, queremos que a pessoa amada fique perto da gente o tempo todo. Como isso não é possível, ficamos pensando nela sem parar.
Nós amamos o que desejamos, na hora em que desejamos e enquanto dura esse desejo. E podemos desejar muitas coisas: desde uma pessoa até um copo bem gelado de groselha.
Para desejar, basta não ter. Sempre que desejamos algo, é porque sentimos falta daquilo. Desejamos o que não temos, o que não somos ou o que não podemos fazer. Por isso, o desejo é sempre pelo que está faltando. E o amor também."
Sentimentos de gente...
Alexandre Sefardi
Eu não desejo uma vida leve por comodismo.
Desejo paz porque sobrevivi por tempo demais.
Passei anos vivendo em alerta, carregando batalhas silenciosas que ninguém via.
Meu corpo aprendeu cedo o que era tensão, meu coração se acostumou a resistir, e meu sistema nervoso viveu entre a luta e a fuga desde a infância.
Hoje, eu não romantizo o caos.
Não negocio minha tranquilidade para caber em lugares que me ferem.
Depois de tudo, a minha paz virou prioridade.
E desta vez, escolho permanecer onde minha alma consegue descansar.
Eu te desejo...
As coisas mais doces,
as mais lindas flores,
uma vida sem dores,
com as mais lindas cores...
Afetos e alegrias sem fim.
Joelma Siqueira
Sem Desejo, Sem Saída
Sem desejo. Sem saída. Apenas a fuga.
A partida.
O partir do coração.
Sem respiro, sem razão,
Apenas o peso da solidão.
Por que tanta amargura me inunda o peito?
Por que me foi imposta tal prisão?
Onde se esconde a liberdade que mereço?
Fui atirado a este mundo sem o direito de escolher...
Sem nunca ter dado a permissão para viver.
O espírito clama
A carne sofre
O desejo suplica
A saudade mostra-se em néctares variados
O perfume do amor inunda todo o ambiente
É a vontade mais profunda...
Carência do teu afeto
Do teu carinho...
A expectativa do teu toque a despertar os meus poros
Faz-me rolar em brancos lençóis
Que todas as noites reclamam sua ausência...
Dá-me tua presença!
Entrega-te ao nosso amor!
Abranda o pulsar do meu peito!
Deixa-me habitar em ti definitivamente!
Ciclo de Desperdício
Se o sopro do vento da vida se esvair,
Se a chama do desejo se extinguir,
Se o contorno da tua alma se dissolver,
Se até a lembrança de ti morrer —
Nada do que foi voltará a ser.
Como as ondas, condenadas a morrer na praia,
Num ciclo silencioso que alimenta outros seres,
Como as tartarugas que, do fim daquelas, fazem nascer possibilidades.
Mas isto não é sobre “uma porta que se fecha e outra que se abre”.
Essa frase é pequena demais para o que fere.
Isto é sobre o fim do que não deveria findar,
Sobre o que, injustamente, a força maior encerra.
Há começos que sequer respiram:
Morrem ainda na intenção.
A natureza cumpre seu rito —
Cruel, insensata, soberana —
E recorda que não há vontade acima da sua,
Onipotente em sua alma selvagem.
Não reclamo de sua franqueza.
Mas como ensinar um coração que nasceu para amar
A aceitar que, nesse decreto imperativo,
Reside também o impulso para sobreviver
Neste ambiente hostil
Que pune, substitui e não hesita?
Ainda assim, há uma misericórdia escondida na tragédia:
A dor do fracasso se dissolve com o próprio sujeito,
Que se torna apenas mais um elo da regra biológica,
E, ao desaparecer, abre espaço —
Como as ondas, como a vida —
Para que outro ser comece.
DRAL
Amor
Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.
Confissões de um desejo secreto
Desejei lançar-me rumo a um destino desconhecido, desprovida do interesse de compromissaria fiel, até que meu coração reclamasse por tal;
Clamei pelo encontro dos seu olhar no meu, sem pressa para fugir de tal encanto ocasionado pelo momento fugaz;
Abracei a espera por algo incerto que uma voz rouca me propôs esperar.
Ladeei-me de esperanças , pois em mim há muitas destas sensações que me permite remontar, remoçar renascer e viver…
De repente percebo que a espera é apenas uma forma sútil de rejeição que as palavras, por covardia não se fizeram pronunciar.
Sigo pois com meu coração alvo de esperanças infindas de que, um dia ainda se voltes a mim, voltes a me procurar…
Desejos
Desejo o seu desejo de desejar-me, o beijo sem medo;
Desejo o toque sútil de dedos ávidos a tocar-me a pele eriçada, pronta, à esperar a ousadia de lábios quentes a explorar com avidez cada centímetro do meu ser;
Desejo seu desejo de estar comigo em noite de lua nua;
Desejo a vida transpassando por nós até onde os pensamentos não podem tocar, onde apenas o entrelaçar dos corpos quentes, voluptuosos de um desejo ardente queiram estar;
Desejo mais que tudo estar fora de mim quando o meu eu estiver em você!
E num encaixe perfeito como o vinho e a taça, caber sem esforço no seu mundo sendo simplesmente a medida exata.
Desejo..,
Soneto do Desejo Urgente
Quero a doçura de tuas mãos de espanto
E o hálito de flor que a boca exala
Quero o silêncio que em teu corpo fala
E o teu mistério a me cobrir de encanto.
Não quero o céu, nem a virtude ou tanto…
Quero a vertigem que o prazer instala
Nessa doce agonia que a razão se cala
E o peito aberto em riso e em pranto.
Que venha o amor com sua fúria santa
Rasgar a paz que o coração inventa
E nos perder na noite que se agiganta…
Pois só a paixão, que a vida realimenta
É que nos salva e a própria morte espanta
Nesta entrega sagrada e violenta.
Antenor Quintino da silva
Esta é a minha carta de despedida
Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.
O Repouso Sobre um Desejo - Um Sonho Desperto e A Pausa da Normalidade
Doces sonhos com um toque apimentado são feitos a partir de um sono profundo, com o repouso sobre um desejo acalorado, dentro de um cenário lúdico bastante realista, desejando a companhia de uma linda arte em movimento — a presença feminina de uma mulher incrível; terna e atrevida — que permite sonhar de olhos abertos e deixar a imaginação ainda mais viva.
O real e o imaginado se misturam e entram numa interação especial profunda e muito expressiva — o contexto de muitas possibilidades, como usar a liberdade da mente para viajar pelos sete mares de uma natureza farta e veemente, navegando por suas emoções e por suas peculiaridades; atendendo aos instintos e desfrutando de muitas sensações com o ímpeto necessário para as diversas reações.
Quando algo assim acontece, a relatividade do impossível passa a ser percebida, a normalidade recebe uma pausa e um simples lugar pode ser transformado em um paraíso a qualquer momento, onde a experiência será usufruída de um jeito inesquecível; a alma será liberta e o corpo será renovado, abraçados por uma forte emoção intensa. Tal prazer é temporário, mas a sua provocação é extensa.
TANKA 006
Oh suave olhar!
Na estrada do impossível,
Esse meu desejo:
Sentir os teus lindos lábios,
Nesse poético enredo.
O homem deseja a mulher
e a mulher desejao desejo dele,
Quando ambos entendem isso, há harmonia no relacionamento
#ESCOLHAS
Hoje, neste tempo que é meu...
Em que estrada é longa e o tempo é curto...
Aquele desejo enorme de voar...
Aquele que se senta na porta de sua casa e deixa o sol passar sobre sua cabeça, assim escolheu...
Pelo simples anseio do que é diferente...
Modificar nossos sonhos...
Renovar nossa esperança...
Uma serenidade rara...
Porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser...
Sem sentido nenhum, mas a verdade é...
Feliz por nada...
Esperar a luz de um novo amanhecer...
O vento que às vezes leva é o mesmo vento que traz...
É da sorte a última palavra...
Basta um segundo passar...
Sandro Paschoal Nogueira
Ele não bebe pra esquecer,
bebe pra lembrar do desejo,
cada gole é um lampejo
do que insiste em acontecer.
O olhar promete e não fere,
Deixa rastro no chão.
A noite sussurra pecados antigos
e ele brinda aos inimigos
Não pede amor, nem perdão,
oferece presença inteira
Boêmio não por costume...
Há corpos que são origem
do incêndio que ninguém assume.
E no fundo do copo escuro
não mora o fim, nem a fuga —
mora um homem que seduz
sem pressa, sem culpa
Na luz fria da calçada,
um olhar firme, sem pressa,
o tempo passa — não pesa...
Há silêncio que revela
mais verdade do que a brisa.
Entre flores da camisa
e o brilho discreto do anel,
O copo erguido não é fuga,
é brinde à própria história...
No rosto, a noite repousa,
não como sombra ou cansaço,
mas como quem fez do passo
um verso que não se ousa.
Quem olha vê só a imagem,
quem sente entende o sinal:
há homens que viram poema
sem pedir permissão ao final.
Sandro Paschoal Nogueira
