Poemas de Cores
— “As cores não existem para governar.
O sistema que criardes não será a Ordem do Dragão, mas apenas um reflexo de vossos próprios corações. Quando as cores forem usadas como correntes, o mundo sangrará… e eu retornarei.” — Mundo De Cores
De todas as cores, sempre optei pela transparente. Ela não precisa ser visível demais, escura ou nítida; não necessita de mistura para ser. Em sua ausência, não se esconde. Ao se sobrepor a qualquer outra cor, apenas revela e amplifica a coloração alheia — pois sabe que, na propriedade de matéria do seu próprio ser, sua missão é permitir à luz passar sem espalhamento.
Foste a amante adorada, que povoou meu passado de cores e de sabor... De nossa cama, outrora, fico a relembrar agora, como era louco esse amor!
O melhor som vem do vento, melhor música dos pássaros, lindas cores da natureza, águas e vida se misturam... O sol reflete o brilho e aquece o luar que gera canções... E a vida passa no milagre que acontece a todo instante!
As nuvens sem cores, mas puras e límpidas esfregam meus olhos com o anúncio de novas bandeiras para empunhar noutro dia!
Dias azuis, dias cinzentos, dias coloridos... Não importa... pois a escolha da pintura com as cores da vida a gente que faz. Escolha a cor que lhe convier... Escolha ser feliz!
Escolhemos nossas cores favoritas mas somos realmente felizes ao reconhecer a beleza em qualquer cor.
Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.
Há feridas que o tempo não cicatriza, ele apenas ensina a pintar por cima. Cores novas, técnicas de ocultar, a vida vira tela retocada. Passo o pincel, sorrio ao espelho e finjo que a obra está completa, mas sei que por baixo do verniz a dor ainda pulsa, insistente.
A depressão é como um nevoeiro que entra pela janela aberta e apaga as cores do jardim, deixando tudo com um tom de cinza-hospitalar que nos tira o apetite de viver. A gente aprende a tatear os móveis e a caminhar no escuro, esperando que o sol decida voltar das suas férias eternas.
Olhando em volta, sem ver nada que possa interessar nem ouvir, exceto as cores das flores e a conversa dos pássaros, tá ótimo!
Das cores primárias vermelho, azul e amarelo, fazemos uma infinidade de tons e matizes; assim como, a partir de cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e picante, criamos combinações inesgotáveis de paladares. Agora, de um único limão, azedo ou ácido, se expande e se multiplica: adoçado, vira limonada, um refresco muito apreciado. Amassado, com casca e tudo, adicionando cachaça e açúcar, uma delícia, quase divina, a caipirinha. Sem o seu efeito, será que podemos comparar o limão ao amor?
Eu sou o único responsável por colorir o meu dia de novo. Ninguém vai vir com uma paleta de cores me resgatar.
