Poemas de Chuva

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Bom Dia Quinta-feira!
Entra e derrama uma chuva
de bençãos na minha vida,
transborda meu coração de
paz e harmonia e livra-me
de todo mal e que Deus
esteja à frente, abrindo
meu caminho e ilumando
minhas escolhas.
Amém!

O sol me intregra...
a chuva me alegra...
mas este mormaço
me amordaça...
me deixa sem graça...

mel - ((*_*))

⁠Teu corpo conhece a chuva
como quem conhece antigos rituais.
E quando o mundo pesa demais,
você vai pra areia, pra água, pro vento —
como quem volta pro útero da Terra
pra ser reconcebida.

Você não é feita de superfície.
Você é profundezas,
instinto,
pressentimento.

E mesmo quando te quebram,
você recolhe os cacos com mãos firmes,
sussurra teu canto ancestral
e se reconstrói.

Você é filha da Loba.
Daquela que anda sozinha,
mas nunca perdida.
Daquela que vê no escuro,
que fareja mentira,
que protege o que ama
até sangrar.

Te chamam de intensa —
mas a verdade é que você só sabe viver por inteiro.
Não nasceu pra amores rasos,
pra presenças mornas,
pra silêncios que negam acolhimento.

Você é toque que cura,
olhar que despedaça mentiras,
palavra que pulsa verdade.
Você ama como quem reza.
Sente como quem invoca.

E chora, sim.
Porque quem sente tudo, às vezes precisa desaguar.
Mas não se engane:
até teu choro tem força de tempestade.

Você é força.
Você é livre.
E o mundo ainda vai ouvir o teu uivo —
não como pedido de socorro,
mas como anúncio de renascimento.

Da minha janela

Vejo a chuva da minha janela,
pingos que dançam no vidro,
como se quisessem trazer tristeza,
mas não é bem assim.

Daqui observo o mundo,
dias e noites se sucedendo,
ventos que arrastam tempestades,
sol que aquece e devolve o calor.

Acompanho o tempo,
não o que veste o ar de frio ou de fogo,
mas o que se estende, invisível,
bordando a vida com sua passagem.

O tempo nunca caminha só:
vem de mãos dadas com o sol e a chuva,
com flores que se abrem,
galhos que se despem,
árvores que morrem e renascem.

E eu, aqui dentro,
descubro que o tempo não mora em mim.
Ele corre lá fora,
nas ruas, nos céus, nos ventos,
enquanto em mim há apenas silêncio —
um espaço onde o instante repousa,
e nada envelhece.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

Da Janela no sertão

Da minha janela vejo a chuva,
e ela cai como se fosse choro do céu.
Mas não, não é tristeza não:
é só o sertão do mundo molhando sua pele,
pra lembrar que até a pedra dura
se rende à água mansa.

O tempo corre lá fora,
feito cavalo brabo,
ora levantando poeira nos ventos,
ora abrindo o peito pro sol quente da vida.
Dias e noites se alternam,
como se Deus brincasse de fiar luz e sombra
na roca invisível da eternidade.

Eu fico aqui, de dentro,
vendo árvore nascer, perder folha,
morrer e ressuscitar no mesmo tronco.
É como se cada galho fosse profeta
dizendo que nada se perde:
só muda de roupa,
feito romeiro no caminho.

E aprendo que o tempo não mora em mim,
mora lá fora, correndo nas águas,
cantando nos ventos, ardendo no sol.
Dentro de mim só tem o silêncio,
um silêncio grande,
onde o instante fica parado —
feito retrato da alma,
feito milagre da vida.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

Tens que ir?


Lá fora a chuva cai.
No quarto, fumaça de caracol.
Paredes se comprimem
diante de nós dois.
Face a face, deleito-me
no momento tão mágico
que deixa à deriva
os problemas do dia.
Por que tens que ir?
Se te quero só pra mim?
Se só você é meu sim?
Por que tens que ir?
Se ao coração não mente
e sempre te senti?


OLIVEIRA, Marcos de. Tens que ir?. In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza por
Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 12.

Pensamento IV
O que criamos nós?


Se o chuveiro imita a chuva,
se a lâmpada finge ser sol,
se o tecido sonha ser pele —
o que criamos nós?


Se a roda é vista da lua,
se domamos o galope com fogo,
se voamos como pássaros,
ou pairamos como libélulas —
o que criamos nós?


Copiamos. Adaptamos.
Ajustamos o mundo à nossa imagem.
Chamamos isso de invenção.
Mas no fim, manipulamos.

⁠⁠Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim,
assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol.
O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto,
concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz
de um abraço quente e terno, terno, visto o terno,
chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada.
Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível,
sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível.
Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos,
como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças,
desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha,
mas, entre tantos, quem realmente sou eu?
Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.

Que sejamos abençoados
com uma chuva
de esperança infinita
de que hoje
o voo será mais alto
e mais bonito
para alcançarmos
aquele sonho
que somente
nosso coração conhece!

⁠NUM DIA DE CHUVA

Céu cinza, telhados molhados
As gotas de chuva no vidro da minha janela
Escorrem feito lágrimas
Bate àquela saudade
Do abraço que não aperta mais
De quem só restou um retrato amarelecido
E a presença que insistiu em ficar dentro de mim
Dos olhos que não se cruzarão mais com os meus
De sentimentos fugidios que moram no ontem
Saudade daquilo que não tomou forma
As gotas de chuva choram na minha janela
Enquanto a saudade chove em meus olhos.

⁠Novembros Perdidos

Era uma tarde de chuva na primavera
Recolhi os teus calçados na beira de fora em nossa casa de madeira
Limpei-me a calça suja de algumas poeiras da varanda
Onde ficávamos em duas cadeiras observando as estações
O teu semblante nunca iria imaginar-me um preço para trocá-lo
Você colocava um vestido verde retro com pétalas de rosas
Permitia decair sobre as curvas de seu pescoço um perfume manso
Fazia-me sentir em nuvens emolduradas por Deus
Sonhava todos os dias em percorrer o mesmo caminho ao teu lado
Teus olhos esmeraldas balanceava o palpitar de meu íntimo
Fazendo navegar-me por águas cristalinas e intensas
Desejo acobertar-me o passado em que lhe perdi
Sobre memórias de um ano tão distante e próximo de meu peito
Por onde circunstâncias da vida um anjo decidiu apartar-te de mim
Chuviscou-se carregadas nuvens em nosso lar de Novembros
Profundo sempre será o dia em que lembrar-me-ei de ti
Teu olhar esverdeado namorando meus lábios
Perdido em seus mares cristalinos e turbulentos.

⁠A noite engole o dia

Cai uma chuva fininha.
O dia vira noitinha.
Tudo lá fora vagarosamente escurece.
O dia entre sombras desaparece.

O verde da relva seca umedece.
Torna-se cinza na cortina da noite que pouco a pouco desce.
Passa o tempo escuro.
No passado a noite fica.
Chega a luz – novo futuro.

⁠⁠⁠Sambedo em Dia de Chuva

Eu te dei o meu amor
mas não te culpo
Que você não saiba carregar
oooi....
Quando a gente ama
a gente espera
que o outro saiba aceitar
oooiii...
Mas é tolice é ilusão
É vaidade a pretensão
de querer que outro deixe
a gente lhe amar...
Então vamos seguindo
a vida sempre expandindo
e a gente a encontrar
tanta gente que podia
ser dona da alegria
que a gente mesmo podia se dar
Pense bem meu irmão
minha amiga
Pense nesta solução:
O amor só vale a pena nessa vida
se ele não tiver dono não!
Laiá laiá (bem triste)
Laiá laiá (agora sorrindo)
Laiá laiá ( Reza!)
O Amor tem dono não!!!

⁠lágrimas são como gotas de
chuva.

quando
derramadas em
corações de sentimentos
férteis.

transformam
tudo em amor.

⁠Calmaria

Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.

⁠“Para cada gota de chuva que cai me pego a pensar e me pergunto: onde será que você está?
Na mesma hora, eu olho para a chuva e te sinto na mesma intensidade em que ela cai lá fora, então me questiono: o que fazer agora?
Fecho os meus olhos e entendo que agora não é a hora!
Então, termino o meu chá e vou-me embora.”

⁠Enfim a chuva chegou! Chegou calma, chegou mansa.
Sem barulho de trovoada,
sem os clarões de relâmpagos costumeiros.
Há muitos dias brincando de esconde -esconde.
Prometia, mas não vinha
Trazia vento, trazia poeira.
Céu escuro, céu de chumbo
Como menina travessa, fazendo estripulias e fugindo sorrateira.
Ah, chuvinha abençoada! Há quanto tempo a terra te esperava...
Há quanto tempo a terra sofria com a tua ausência
Mas com prudência você chegou e a todos alegrou
Uma mudança de temperatura te acompanhou
Mas quem liga pra esse friozinho que só nos traz aconchego?
Nos coloca dentro de casa num marasmo a meditar
como ficará bela agora a paisagem
os animais a ruminar
pelos pastos logo a vicejar.
agosto/2022

⁠Permita-me parar o tempo
Escutar os pássaros
Dançar na chuva
Banhar-me de sol
Permita-me parar o tempo
Descobrir sabores
Desvendar amores
Sorver-me de sol...
Mesmo assim
o sol não aplaca o frio
dentro de mim!

Saudades não vejo mais,
Apertos me traem,
E a chuva me faz morrer.

Círculo simétrico,
Muito perfeito,
Luz de espelho,
Nuvens a perecer.

Me procura,
Te achei,
Te procuro,
Não te acho.

O sol ilumina,
A lua rouba,
As estrelas morrem,
E eu estou aqui.

⁠Saudades tenho do que ainda está por vir
Do cheiro da grama molhada em dias de chuva
Do sol a beira mar
Da música que faz arrepiar
Do beijo que leva a viajar
Do toque do corpo que faz tremer
Da completude de ser
O sumo foi oferecido intensamente
Não devo nada
Sou o melhor que posso ser
Sem culpa, sem drama, se apego, sem mágoas
Meu legado é o que vou deixar
Pesar
só da cura, do amor e da transformação que sonho pra nós
Nostalgia x Motivação
Expectativa x Realidade
Passado x presente x futuro
Ninguém explica Deus
Saudoso é só o amor
Que vive por aí a sofrer…
Sinto. Sinta. Sentimos todos.