Poemas de Chuva
CHOVE LÁ FORA
Óh chuva abençoada!
Molhando nossos jardins
Do asfalto até os prados
Os respingos chegam até mim...
Esta chuvinha que dança
Com seus pingos molhando o chão
É como água de maré mansa
Acariciando nosso coração...
Conforta as plantas, mima as flores
Água pura, que a todos sacia
A ela entoamos louvores
Caindo mansinho nos agracia...
Faz brotar a semente
Tal como uma oração
Alimento de toda nossa gente
Esperança neste descalço chão...
Agora cai copiosamente
Estatelando no telhado
Refrescando o ambiente
Amenizando o corpo cansado...
Parece mais que uma pancada
Relâmpagos adentram o ambiente
Lá fora caindo esparramada
Trovões cada vez mais frequentes...
Agora é chuva "com vontade"
O telhado chora...a vidraça embaça
E os coqueiros acham graça...
Num ímpeto de felicidade
Saio correndo ao relento
Molhando corpo-e-alma-liberdade...
mel - ((*_*))
Na fronte da alma da brava gente
A chuva cai e lava suas feridas.
E esse mesmo povo há muito sente
Que sua paciência foi pras picas.
sertanejo.
Que um dia Deus permita
que a chuva reapareça
que a terra fique bonita
que o verde dela floresça
e que essa dor infinita
que o sertanejo acredita
que ela enfim desapareça.
Eu posso ver claramente agora que a chuva se foi...
Eu posso ver todos os obstáculos no meu caminho...
As nuvens pretas que me deixavam cego já se foram...
Será um brilhante... (brilhante)....
Um brilhante (brilhante) dia de sol.
Boa noite......
Deus nos envia a chuva porém nos compete cultivar a terra, se fizermos a nossa parte com certeza os frutos surgirão.
Caro Senhor,
eu pensei que
A chuva, o sol,
a lua, as estrelas,
as flores,
O VINHO,
o doce de leite, a manga, o caju,
e o chocolate, fossem as coisas que eu mais gostava...
ATÉ VOCÊ CHEGAR..
..
A Chuva e a Mãe Natureza
Vislumbre sua beleza pela janela;
Sinta seu cheirinho através de uma fresta;
Saia e vá se refrescar nela e
Que Deus proteja os pobrezinhos sob ela.
Terra dura.
É pouco o que se consome
numa terra dura e rachada
a chuva vem e logo some
mal posso usar a enxada
a esperança é o meu nome
quem encara a seca e a fome
não tem mais medo de nada.
Vem chuva!
Se a chuva bem soubesse
não faltava uma estação
ela dava a quem merece
as gotas do seu coração
mas as vezes ela esquece
e quando o sol aparece
aumenta a seca no sertão.
Ano de chuva!
A chuva é essencial
no brotar do verde novo
não precisa um temporal
basta o sustento do povo
mas que venha pro Natal
e fique pro no Ano Novo.
Zarpar
O cerrado é seco, chove pouco
Vou zarpar pro mar
Sem chuva a gente fica louco
As nuvens de lá tem pingos a gotejar
Levarei somente uma camisa
Deixo aqui meu erário, o poetar
Lá vou viver de brisa
Pois aqui brisa não há
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Seca e honra.
A seca traz sofrimento
a chuva nem piedade
o verde se foi no vento
o gado deixou saudade
da vida sobra o lamento
de onde falta alimento
mas sobra dignidade.
Permissão!
Não me canso de esperar
a chuva que tanto chamo
na terra seca de rachar
quase não se vê um ramo
Deus permita ela chegar
que eu não precise deixar
o nordeste que tanto amo.
Resistência.
Te peço chuva Senhor
que a terra está tão sofrida
sem água não nasce vida
sem vida não nasce amor
me manda um pé de flor
pra que eu enfeite meu jarro
minha casinha de barro
já não suporta o calor
é tanta gente indo embora
e eu resistindo na tora
me contorcendo de dor.
O teu "amor"
Foi como a "chuva" no solo do meu sertão
Chegou de mansinho
Molhou a terra do meu coração
Perfumou tudo com seu aroma
E se foi...
Deixando saudades do teu amar...
Em mim!
CHUVA NO CERRADO ( soneto)
Canta chuva, no cerrado, uma cantata
E há, feérico coro no planalto fustigado
De gotas do céu num tilintar animado
Como que um suave retinir de prata
Bendita chuva que ao chão imaculado
Batiza a secura com água que desata
Verdes relvas e fulgor novedio da mata
Num renovo de um frescor empanado
Alvor ideal que desponta na fragata
Do sertão, num úmido beijo desejado
Arejando, generosa, em trínula volata
Ah! Num regozijo do viver denodado
Num delíquio louco, ri-se escarlata
A encantada chuva que cai no cerrado
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 04, 2017
Cerrado goiano
Saudade amarga
Para que lembrar desse amor
Se para nós foi apenas uma chuva passageira?
Para que guardar no peito essa saudade traiçoeira
Que sempre transborda meus olhos em rios de lágrimas,
Que me faz triste e solitária?...
Para que curtir essa dor, eu não quero mais sofrer...
Apenas quero esquecer desse sentimento
que entristeceu o meu viver...
Desisto dessa busca sem fim:
-Sei agora que jamais viverá aqui...
Não necessito viver na solidão,
Nem chorar pelos cantos da casa...
Tudo que tenho agora é saudade amarga
Que pairou sobre o meu coração!
A chuva e o verde.
Quando chove no sertão
o verde é quem predomina
cada semente no chão
uma por uma germina
pra colher na plantação
o melhor de cada grão
da culinária nordestina.
Agora é chuva de verdade!
O telhado chora...a vidraça embaça
e o jardim acha graça...
Pensei que fosse passageira...
mas há mais de hora e meia
que embalou na corredeira
caindo como cachoeira
causando até goteira
na minha passadeira...
Pelo jeito, choverá a noite inteira...
melanialudwig
