Poemas de Arnaldo Antunes
Tô cansada das pessoas, dessa mania que elas têm de achar que são donas umas das outras. Eu quero paz, companheirismo, diversão, um dia diferente do outro. De rotina, já basta a minha cara que é a mesma todos os dias. Quero pés quentinhos em um momento, e cerveja gelada no outro. Quero diálogo, compreensão e afeto. Quero notícias - boas, de preferência - quero matar essa saudade do desconhecido. Quero amor. Laço que não aperta, que não sufoca. Laço que enfeita e não amarra. Laço infinito.
A gente não consegue (ou não aceita) entender porque certas coisas acontecem na nossa vida, mas a verdade é uma só: O que tem que ficar, fica. O resto vai embora, muda a rota, abandona o caminho e as promessas. Bom mesmo é aquilo que a gente sabe que é nosso de verdade. Intuição é uma coisa curiosa... porque quando a gente sente uma incerteza, mesmo que passageira, é porque lá no fundo a gente sabe que não é permanente. Os momentos vividos se tornam lembranças, junto com fotos e objetos que um dia foram tão importantes. Mas dizem por aí, que coisas boas se vão para que outras melhores possam chegar. E talvez... talvez o melhor chegue quando a gente menos esperar.
Entenda: eu não funciono como a maioria. Eu não sei me esconder em meio à multidão, não sei ser discreta e muito menos sair sem ser vista. Não aprendi a ser assim, porque estou aqui de passagem, mas não sem motivos. Não queira lidar comigo como lida com os outros, porque não vai dar certo. Eu não me encaixo nos padrões que você já conhece, e se quiser saber mais sobre mim, terá que se arriscar.
Por fim, alguém no mundo a entenderia? Haveria algum ser que conseguiria transpassar as teorias à seu respeito? Um desmistificador sem juízo? Talvez um contador de histórias, um criador de sonhos... Existiria dentre as camadas espectrais do universo, alguém tão adoravelmente divergente quanto ela? Diferentemente igual, um singular sem plural... Um viajante enraizado? Ou o dono do maior brilho nos olhos que o planeta já viu... Haveria, para ela, um lugar seguro? Um abraço de urso? Um sorriso paradoxal? Uma história sem final, eu diria...
É que eu aprecio as coisas simples, meu bem. Eu gosto de coisas com significado. Me identifico com aquilo que toca o coração. Livre de tudo o que é negativo, eu penso na leveza do sorriso, no beijo sincero, no abraço que é morada da alma... Eu posso sentir um milagre acontecendo... Cultivar o amor é como criar novas cores, dar vida ao que está sucumbindo em dor. Eu vejo assim: O amor como a cura para o mundo que padece, como fonte incessante para as enfrentar as coisas que afrontam a vontade que se tem de chegar mais longe, como instrumento de luta contra tudo o que não reluz em meio às trevas do esquecimento. É a renovação, o caminho indolor. O amor é o sopro da vida, sussurrando baixinho: "Permita-se...".
Sinceramente... desisti de tentar entender o porquê das coisas mais simples da vida, serem as mais difíceis de se ter.
Eu gosto de sentir assim: Alma tranquila, mente em paz e coração batendo em ritmo acelerado, mas dentro do compasso. Aprecio essa sensação de plenitude que se instalou dentro de mim há algum tempo. Talvez seja esse o motivo: O tempo. Não posso dizer que passou rápido, mas passou exatamente com a velocidade que tinha que passar. Trouxe experiências que me fizeram chorar, outras que me fizeram sentir vontade de sair enfiando a mão na cara de gente que devia nascer muda em prol do bem da humanidade, mas, dentre estas, outras tantas me fizeram feliz, que - hoje - me sobra olhar para trás e sorrir. Só rir. Da vida e para a vida. No meu interior existe a crença em um bem maior que sempre me guiou: O amor. Eu tive motivos para desconfiar das pessoas, das coisas... mas nunca do bem que o amor verdadeiro pode fazer. Eu peço à Luz que me guia que nunca me deixe perder a fé nesse sentimento que move montanhas, que cura feridas e ameniza todo tipo de dor. Que ele seja sempre o ponto do partida de todas as minhas atitudes. Que não falte amor! Para mim, e para o mundo.
Que se abram os meus olhos, eu quero enxergar toda a beleza que se escondeu de mim, simplesmente porque eu não soube amar.
Que toda criança possa descobrir que escutar é mais importante que ouvir e que ver é bem mais que apenas olhar
Existem coisas que doem... Que não entendemos o porquê de estarem acontecendo, mas que são necessárias... E lá na frente a gente entende, mais do que nunca, que Deus permitiu aquilo porque Ele é o maior interessado em ver a nossa felicidade. Então se você está passando por um momento ruim ou até mesmo pelo "deserto", não sofra, não se desespere, só entre inteiramente e verdadeiramente na presença de Deus... Entregue sua vida nas mãos de dEle e o mais Ele fará!!!
Creia!!! Confie!!! Deus é contigo!!!
Como é bom acordar e saber que, mesmo sendo falha e tão pequena, Deus me ama... E isso já me dá força pra continuar e não desistir jamais!
Mais um dia... Mais uma oportunidade que Deus nos dá para sermos e fazermos o melhor. Talvez vc esteja pensando que não tenha motivos para sorrir e nem para agradecer a Deus por mais um dia, mas só de vc poder abrir os olhos e contemplar a beleza desse dia lindo que Ele nos presenteou, é o suficiente para vc sorrir e agradecer a Ele, então tenha um coração grato.
Venci a semana...
Venci as lutas, os obstáculos, as angústias, as mágoas, os medos... Venci meu eu... Venci pois Deus esteve no controle da minha vida me amparando e fortalecendo dia após dia pra chegar até aqui!!!
Não devemos pautar nossas atitudes e moldar a nossa personalidade baseados nas atitudes dos outros, muito menos justificar nossos erros pendurados na falha dos demais. Somos retrato das nossas ações e achar que os atos de terceiros justificam nossas falhas é um mero engodo. Estaremos traindo a nós mesmos e é aí que reside a ignorância do ser humano.
De tanto dar murros em ponta de faca, chega o momento em que esses murros doem mais na faca do que na gente!
Olhamos para trás e às vezes não percebemos como nossas vidas se cruzam e se descruzam sem a nossa permissão. Entramos uns nas vidas dos outros, brincamos, rimos, discordamos, e na maioria das vezes, sem perceber, nos despedimos como se fossemos nos ver amanhã, ou semana que vem, mas na verdade nunca mais nos veremos. E assim é a vida. Um dia escutaremos uma de nossas músicas preferidas pela última vez. Um dia beberemos vinho pela última vez. Os casais darão o último beijo de um dos dois, ou dos dois. Um dia faremos nossa última oração. Um dia escovaremos os dentes pela última vez. Um dia iremos à nossa última festa. E o mais engraçado de tudo isso é que não sabemos quando é a última vez. Mas além de engraçado, é instigante. Vivamos tudo quanto formos fazer como se fosse a última vez, e assim, quando realmente for a última, não teremos do que nos arrepender.
