Poemas de Aranha
QUE OLHAR É ESSE
Que olhar é esse...
Com tantos predicados que me ganha!
Telha de aranha?
Como se fosse unhas, que arranham
o meu silencio,
a despertar-me do meu casulo
me propondo barganha.
Que olhar é esse...
Tão direto como flechas
atiradas ao tempo
me fazendo de alvo
alvejando meus sentimentos
e me deixando calvo.
Esse olhar me enfeitiçou!
Marcou-me com sua marca de luar
floriu as margens do meu caminho
fazendo o vento me levar.
Esse olhar, esse olhar...
Quanto fulgor contido nele!
Centelha crepitando em brasa
fritando assim, o meu amar.
Antonio Montes
Suga me, a teu bel prazer,
Alimenta tua vontade,
Incorpora-me a você,
Aranha negra da cidade.
Devora-me, como queres,
Sinta o gosto da minha carne,
A vida do meu ser arranques,
Canibalizando-me, sua verdade.
Predadora de mim, amor mortal,
Intensidade de prazeres abissais,
Fêmea em transe no amor total,
Faminta, sacia gozos colossais.
Espojando-se, me aprisionando,
Me matando a cada momento,
Nas suas contrações fundindo,
Carne, espírito e sentimento.
Mata-me quando quiseres,
Tira de mim, a minha força,
Deita no meu leito e esperes,
Amar-me, louca, como queres.
Nunca diga que me ama
Nem tampouco que me odeia
O segredo e beleza da aranha
Se revelam em sua teia
Pensando aqui... Em quem implantou pêlos na sobrancelha, pra ficar igual uma aranha caranguejeira e agora terá que raspar porque a tendência mudou.
Te sai de modismos, criatura!👊🏼😂
Tecer a vida
Tece a aranha
a sua rede de seda.
Tece o pescador
a sua rede de linha.
A aranha vive
a sua vida inteira
agarrada à teia.
O pescador, nos saveiros,
vive boa parte da sua vida
ao sabor das ondas do mar!
Poema de J.A.Lopes
Haja
viagem
que
viaja
em si,
essas eu viví.
Vi a parede enredar a aranha
Tirei sarro da sanha
na meça tamanha
de um papo meu que foi até de manhã
Ela se virou
e com o olhar bordado de poesia,
acariciou as teias de aranha do passado
e com as narinas da saudade
exalou toda a sua poeira de versos.
✍©️@MiriamDaCosta
Instinto Aranha
antes da mente,
antes da dúvida,
essa é a verdade.
O primeiro sopro.
O primeiro arrepio.
O primeiro sim,
ou o primeiro não.
O resto…
é medo fantasiado de lógica.
É a mente tentando consertar
o que já nasceu certo.
Aquele que sente na teia da vida
Antes mesmo que o mundo perceba.
- A beira da janela suja encosto-me na teia de aranha,
ouvindo aos grilados da noite que logo me pedia
alma, colo e uma declaração de horror.
Enquanto pensava em tragar meu 1 cigarro da noite
Uma indeçisão! De me domar e me dominar compulsivamente.
Que a fumaça que eu solte seja a minha alma amargurada indo embora
Que essa seja a oração de um ateu que morre de amor
Que a maldição que eu carrego comigo faça alguém feliz
Porque a minha infeliz maldição não me deixa ser.
E eis que ela surge,
A Dúvida...
Emaranha-se na tua cabeça
qual teia de aranha.
Com seus pequeninos fios
fininhos e transparentes,
quase imperceptíveis.
Agarrando-se aos teus pensamentos,
dificultando tuas decisões,
minando a tua vontade.
Sim...
Porque junto á dúvida, colado á ela,
como se fossem um só,
vem o medo.
Medo que impede, que desanima
que aprisiona, que sufoca...
Imobilizando, impedindo,
cerceando a tua capacidade
de agir, reagir...
Gerando infinitas perguntas
e nenhuma resposta.
Devo seguir ou retornar?
Lembrar ou esquecer?
Insistir ou abandonar?
Falar ou conter?
Óh dúvida,
porque me vieste agora?
Logo quando menos preciso de ti...
By Ivacelia
10/2012
ARANHA
Vez em quando, uma menina,
vez em quando uma mulher
Vez em quando quelíceras, picadas
vez em quando, uma falha, nenhuma fé
Vez em quando, suprema carência
vez em quando, escravo afeto
Vez em quando sobra, dejeto
Vez em quando cólera turgescente
Vez em quando, horizonte de bruços
de costas, pedaços, postas, apostas em nada
Vez em quando, entra uma mosca
vez em quando, quase nunca
Vez em quando, calúnias, besteiras
vez em quando, o cetro e a enxada
Vez em quando, carrasca do tempo
Vez em quando, um minuto não é
Vez em quando o tapa
vez em quando o buraco
Vez em quando o graal
Vez em quando o falo
Vez em quando, leva o vento
vez em quando a maré traz
Vez em quando, vãos pensamentos
Valem mais que infinitos ais...
A aranha e o dilema de existir;
dentro do seu quadrado o silogismo norteia sua vida.
Sua existência depende de outra existência;
a mosca é arrancada do seu descanso,
conectando-se, definitivamente, á engrenagem.
* O compasso
Mate a aranha!
Se o seu olho direito faz você pecar, arranque-o. -
Mateus 5:29
Escritura de hoje : Mateus 5: 27-30
Às vezes temos sentimentos confusos sobre nossos pecados. Temos medo de ser machucados por eles e queremos ser perdoados. Mas não temos certeza de que queremos nos livrar deles agora.
Um homem me disse que tem um mau hábito que está impedindo sua comunhão com Deus e prejudicando seu testemunho cristão. Ele diz que reza para que Deus o perdoe por seu vício - mas ele não para. Ele me lembra a história sobre o homem que costumava ir adiante no final dos cultos da igreja para ajoelhar-se e orar: “Senhor, tire as teias de aranha da minha vida.” Um domingo de manhã, seu pastor, cansado de ouvir a mesma velha oração, Ajoelhou-se ao lado dele e gritou: "Senhor, mate a aranha!"
Sim, às vezes é necessária uma ação radical para quebrar um hábito pecaminoso. Precisamos fazer mais do que pedir a Deus que se purifique cada vez que sucumbimos à tentação. Devemos tomar as medidas necessárias para tirar as teias de aranha de nossa vida. Devemos confessar nosso pecado e decidir terminar com ele. Então devemos alimentar nossa mente com a Palavra de Deus e fazer todo o possível para ficar longe das pessoas e lugares que nos tentam a pecar. Foi isso que Cristo quis dizer quando disse: “Se o seu olho direito faz você pecar, arranque-o” (Mateus 5:29).
Mate a aranha e você se livrará das teias de aranha. —HVL
Refletir e orar
Não basta dizer a Deus:
"Me desculpe, me arrependo".
E depois prossigo todos os dias do
jeito que sempre fui. - Anon.
Admitir o pecado não substitui o abandono do pecado. Herbert Vander Lugt
A aranha e a borboleta, uma visão infantil
Uma aranha subiu um Jequitibá
A borboleta voou até lá
A aranha, "trabalhadera"
Teceu sua teia
A borboleta, sonhadora
Voou de folha em folha.
Veio a chuva forte
E a aranha derrubou
E a borboleta tomou chuva
Sob a folha que pousou
Dona aranha jura
Que quem chamou a chuva foi a borboleta
Diz para a bicharada
"Essa aí tem inveja preta!"
Rodopiando de lá pra cá
convenceu as nuvens de água lançar
Só pra minha teia desmanchar
E a borboleta,
Cheia de etiqueta
Voou do Jequitibá
Mas antes disse para aranha
"Sua teia é linda
E muito bem tecida
Mas sou uma borboleta
É com o vento que teço a vida."
No vão debaixo da minha escada
Uma linda aranha fez sua morada
A luz do sol refletida na janela
Deixou à vista toda a teia dela
Feita com uma habilidade fascinante
Mostrando uma renda fina e brilhante...
Alguém pode me dizer sem brincadeira
O que faço com a estranha hospedeira?
mel - ((*_*))
O homem aranha para o militar com uma arma na mão e pergunta.
A cidade está um caos, é a terceira guerra mundial senhor?
Você está fantasiado?
Logo logo será atingido por um bala de fuzil no peito.
Desarmado, sem equipamentos.
Sem colete.
O que você que está fazendo?
Quer morrer?
Morrer?
Indagou o homem aranha.
Desse jeito não vai demorar muito- respondeu o militar saindo para o campo de batalha.
O homem aranha pensou em ajudar aquele militar e acabar com a guerra. Mas as pessoas estão inquietas demais. Elas não sabem que eu sou o super-herói? Cegas.
Estranho ele não ter se intimidado comigo. No meu tempo, pediam autógrafos e estavam seguras. Pelo menos se sentiam.
O que está acontecendo com essa gente?
Eu cheguei pra ajudar.
Não ficam alegres com ajuda?
O soldado parecia sem esperança. Só queria lutar e lutar.
Acostumados à sofrer talvez.
Acho que vim parar em outro mundo.
Que mundo é esse que ninguém pensa em acabar as guerras?
Nem mesmo hoje, se aparecesse o super homem com toda sua liga, as pessoas ainda assim estavam na escuridão sem qualquer esperança de vida.
Não acreditam em mais nada.
Andando lentamente e olhando corpos no chão. O nisso herói se foi {...}
Os prédios sumiram. Logo, estou morto. Vou deitar novamente na minha cova. Aqui eles não precisam de heróis. Porque na verdade, são os próprios vilões. Todo o mundo é vilão.
Aliçu S. ;C.M.Preto, pág.1
a vida é como um Michelangelo
que se observa de um nanocanto
da teia de aranha do canto
daquele ponto do vaticano
