Poemas de Angústia
Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para vencer o outro. No entanto, é apenas no outro, no convívio e na partilha com o semelhante, que se pode encontrar alguma razão ou sentido, aquilo que às vezes chamamos de felicidade.
Evan do Carmo
O poeta contra o tempo
Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.
O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.
E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.
As angústias dessa vida
Nos mostram o quanto
Somos fracos e dependentes
De nós mesmos
Temos uma força intrínseca
Que é capaz
De mandar parar
A dor
De organizar
A percepção sobre a vida
E dar movimento saudável
Para a alma
Não existe angústia alheia.
Tudo importa para todos.
O amor incondicional é a linguagem que traduz a paz.
E o instinto fraternal a via adequada para ser ainda mais feliz.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
O tempo parece nao está ao meu favor.
Decepções tem virado rotina.
A angustia quase sempre toma conta de mim.
O fato de nao poder fazer nada é o que mais me tortura.
Sou eu o louco
por Alexsandro de Lima Gomes
Não sinto angústia,
não sinto inveja,
e nem quero orgulho.
Mas ainda estou sozinho.
Sou um fracasso,
mas me faço de forte.
Não tenho sentido,
mas gosto de lutar.
Não sou cavaleiro,
nem tenho espada.
Mas a verdade,
um dia, vou defender.
Vou proteger.
Mas, ainda, em meu cavalo,
estou sozinho.
Não sei o que fazer,
pois estou contigo,
mas ainda me sinto sozinho.
Um balde,
cheio de água,
mesmo olhando de longe,
ainda parece gigante.
Pois o que eu vejo
me dá medo.
E o que realmente sou
me faz sentir fracasso.
Viver para sempre
é um sonho.
Mas morar no querer
é viver para sempre.
Sinto muito,
mas não consigo.
O que quero
não faz sentido.
E o que faz,
não existe.
Somos loucos,
fantasiados de homens
e amarrados com roupas.
O silêncio canta
em meus ouvidos,
e minha boca se cala
perante a vontade.
Talvez da imagem.
Se pudesse navegar,
estaria em um barco,
escrevendo besteiras
e olhando para o espelho.
Pois, afinal,
sou louco.
E não qualquer tal.
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
Antidepressivo não cura a angústia; ele apenas a disfarça, a controla, a anestesia momentaneamente.
A cura da angústia é ter a consciência de que leva uma vida angustiante, deprimente, triste.
E ter consciência é mudar a vida ruim que leva.
Mudar a vida angustiante que leva é se analisar, buscar o autoconhecimento, é questionar, olhar para dentro de si mesmo, é reconhecer os verdadeiros valores da vida, é mudar: mudar as crenças, os hábitos, as atitudes, as ideias, os pensamentos. Mudar o jeito que vive, é mudar de vida!
Demorei bastante para perceber que todos os problemas que eu enfrentava, como angústias, preocupações excessivas, sentimentos de tristeza profunda e tantos outros, eram consequências de algo que eu mesmo criei na minha mente, sem perceber.
Aos poucos, fui acumulando problemas, inventando mais e mais na minha cabeça, até que cheguei ao ponto de não saber mais o que era real e o que eu tinha imaginado. Aqueles problemas estavam afetando minha mente, meu corpo e minhas emoções. Eu via tudo de forma negativa, me cobrava demais, me julgava, me limitava, e me prendia aos meus medos. Isso só foi piorando até que eu comecei a descartar as coisas que via como problemas.
Antes, eu sentia uma pressão enorme para agradar aos meus familiares, amigos e a sociedade, tentando ser aquilo que o mundo esperava de mim. Mas isso não estava em sintonia com meu verdadeiro eu, com o que eu sentia no fundo de mim. Eu me sentia sufocado, preso, escravo da minha própria mente. Foi então que, em um momento de decisão, simplesmente deixei de lado a ideia de agradar a todos e comecei a viver para mim mesmo. Passei a ouvir o que eu ignorava: o meu sentimento, minha essência.
Aos poucos, os problemas foram desaparecendo, porque eu deixei de vê-los como tais. Hoje, qualquer coisa que possa surgir, eu não vejo mais como um problema. E se algum aparecer, sei que é eu criando, mais uma vez, algo na minha cabeça.
O drama que minha mente criava só me prejudicava, então deixei esse drama de lado. Eliminei tudo o que era negativo e passei a olhar a vida de uma forma diferente, mais bela e divertida, como um aprendizado constante.
Agora, não me vejo mais como uma vítima ou injustiçado. Abandonei o drama, deixei a negatividade para trás e passei a viver de forma simples, para mim e para minha alma, aproveitando todos os momentos.
Questione a angústia;
Questione-se: o que é angústia? por quê? como? qual o sentido da angústia?
Questione até a angústia não fazer sentido nenhum.
Aquele sentimento de angústia, na verdade, é paz. Uma paz que sua mente, por pensar demais, está evitando de sentir. Ao tentar lidar com tantos pensamentos e preocupações, você acaba se distanciando dessa sensação de tranquilidade interior.
Aceite, entenda e permita-se sentir essa angústia, sem medo. Foque nele, sinta-o dentro de seu peito, bem profundo. Desprenda-se da razão e das distrações do mundo ao seu redor. Conecte-se com o sentimento dentro de si, sem pressa ou resistência.
E ao fazer isso, você perceberá que, no fundo, esse angústia nada mais é do que a paz que sempre esteve com você. Ela estava ali o tempo todo, apenas esperando que você parasse para reconhecê-la.
A angústia te ensina que você precisa mudar.
Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.
Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.
Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.
Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.
Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.
Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.
1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.
Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.
Ou seja:
Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.
Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.
Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.
E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.
O primeiro passo para se livrar das angústias é parar de ter dó de si mesmo, ou seja, se livrar do drama. Enquanto tiver dó de si, vai continuar preso na angústia, alimentando ela sem perceber.
O segundo passo é aceitar a angústia. Não vai demorar muito pra perceber que essa “angústia” na verdade era só a paz que você mesmo estava reprimindo. Ou seja, reprimindo a si mesmo. Aceite. Aceitando, você está se autoaceitando.
O terceiro passo é mudar de vida. Ou seja, mudar tudo aquilo que te incomoda, pensamentos, ideias, pessoas, lugares, situações, etc; pra que você não fique constantemente reprimindo sua paz, reprimindo você mesmo, e passe a aceitar/aceitar-se à medida que for fazendo o que gosta.
Hoje vai ser diferente
A minha angústia e a minha raiva estão se unindo muito mais do que a minha empatia com a minha paciência!
Mais a minha prudência está dois passos a frente....♎🧠👈
"Pensando, eu consigo consertar o passado
Sonhando, eu vivo o presente angustiado
e com ela eu faço o futuro
mas longe dos meus braços."
Peito que dói na angústia
De um sentimento não correspondido,
Desejando o impossível,
Vivendo dias cinzas,
Bebendo a amargura da tristeza
Que faz a alma agonizar
Por amar... e não ser amado.
antes a solidão me deixava triste, desesperada...sentia algo angustiante quando olhava ao redor e percebia que ninguém estava ali, para mim.
Nos momentos em que mais precisei, não pude contar com ninguém.
Mas hoje...eu me sinto livre.
Estar só me traz uma sensação de paz e tranquilidade tão forte, que eu não consigo sentir com mais ninguém.
A solidão não me faz mais infeliz. Na verdade, ela me traz um certo alívio.
Solitude.
Em toda minha angustia, caminhei sem esperança, vivi momentos de ilusão, até que uma luz brilhou sobre minha alma!
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
João 8:12
